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·17 janvier 2026
Interino discursa após tomar posse do São Paulo e se diz triste: “Não gostaria de assumir assim”

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Novo presidente interino do São Paulo, Harry Massis Jr. fez um discurso à imprensa após tomar posse do clube. Ele assumiu o posto na noite desta sexta-feira, após o Conselho Deliberativo aprovar o impeachment de Julio Casares por causa dos escândalos policiais recentes.
Massis se disse triste por assumir a presidência do Tricolor diante deste contexto. “Vou tomar conhecimento a partir de amanhã. Eu estava muito afastado. Estou triste, não era isso que eu queria. O São Paulo não merece isso. Nunca gostaria de assumir desse jeito”, declarou.
O dirigente também prometeu transparência e trabalho para “proteger a instituição”. Veja abaixo o pronunciamento completo do interino:
“Hoje não é um dia simples para o nosso clube. É um dia de responsabilidade. Assumo a presidência com muito respeito à história dessa instituição e à torcida, que é o nosso maior patrimônio. Todos sabem que estamos vivendo um momento difícil, existem investigações em andamento que precisam ser tratadas com seriedade, calma e respeito às instituições, com direito de defesa para cada pessoa envolvido. O que posso dizer com toda a clareza é: o clube vai continuar. Vai continuar competindo, honrando a sua camisa e história. A gestão que começa hoje tem um compromisso simples: cuidar do clube, proteger a instituição e agir com responsabilidade e transparência. Não é hora de julgamentos precipitados ou discursos vazios. É hora de trabalho, serenidade e respeito ao nosso torcedor. Peço confiança e especialmente união. O clube é muito maior do que qualquer dirigente ou crise. É por ele que vamos trabalhar todos os dias.”

(Foto: André Costa/Gazeta Press)
Ao todo, 235 conselheiros compareceram à reunião que aprovou o impeachment de Julio Casares. Foram 188 votos a favor da destituição e 45 contra, além de dois votos em branco. O clima do encontro foi cordial. Inicialmente, Casares e seus advogados se defenderam perante o Conselho. Em seguida, os signatários do pedido de impeachment também argumentaram.
Do lado de fora, entretanto, houve muita pressão. Torcedores do São Paulo protestaram com faixas e fogos de artifício nos arredores do Morumbis pedindo o impeachment de Julio Casares.
A pressão sobre Casares cresceu com o desenrolar dos últimos fatos. Diante das polêmicas divulgadas na imprensa e os casos investigados pela Polícia Civil, torcedores fizeram fortes manifestações e protestos contra o presidente. Principais organizadas do São Paulo, a Independente e a Dragões da Real exigiram a renúncia antes mesmo da votação de impeachment ser marcada.
Harry Massis Júnior, de 80 anos, é empresário e sócio do São Paulo desde 1964. Conselheiro vitalício do clube, o profissional já exerceu diferentes funções no Tricolor. Entre 2001 e 2002, por exemplo, atuou como diretor adjunto de futebol. Também já foi diretor adjunto adminstrativo entre 1992 e 1993.
Conforme o Estatuto do São Paulo, Massis Jr. ficará no clube até o término do mandato do presidente afastado. Ou seja, ele comandará o Tricolor até o fim de 2026.
Agora, Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, terá de definir uma data para a Assembleia Geral dos Sócios, que é a última instância do processo de destituição e conta com a participação dos associados do clube.
Casares permanecerá afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Por outro lado, se os associados forem contra o impeachment, ele retorna à cadeira presidencial normalmente.
Se Julio Casares for definitivamente destituído da presidência após a Assembleia Geral dos Sócios, perderá o restante do mandato, que iria até o fim de 2026. No entanto, ele se manteria como associado do clube e estaria apto a concorrer a qualquer outro cargo em uma eleição futura.









































