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Revista Colorada

·18 avril 2026

Internacional corre contra o tempo para não descumprir leis do esporte brasileiro

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A apenas dez dias da reunião do Conselho Deliberativo que irá avaliar o balanço financeiro de 2025, o Internacional enfrenta atrasos relevantes na preparação e análise das contas. A situação levanta o risco de descumprimento tanto do estatuto do clube quanto da legislação esportiva brasileira, que exige a apreciação e divulgação dos números até o fim de abril.

O principal entrave está na forma de contabilizar a recompra de 10% dos direitos de transmissão realizada em 2025. A falta de definição sobre o tratamento contábil dessa operação, que envolveu R$ 109 milhões, acabou travando o andamento do processo.


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O Conselho Fiscal só teve acesso aos demonstrativos financeiros nesta semana, com mais de duas semanas de atraso. Normalmente, o órgão teria cerca de 30 dias para analisar os dados e emitir um parecer recomendando a aprovação ou rejeição das contas.

Depois disso, o material seria encaminhado aos conselheiros para avaliação antes da votação. Com o cronograma apertado, essas etapas devem ser aceleradas — ou, em último caso, a reunião prevista para 27 de abril pode ser adiada.

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Créditos: Ricardo Duarte/Internacional

Busca por orientação pela melhor forma

Nos bastidores, a diretoria comandada por Alessandro Barcellos, em conjunto com clubes que realizaram operações semelhantes, como Athletico-PR e Fluminense, buscou orientação técnica junto ao Conselho Federal de Contabilidade para definir a melhor forma de registrar a recompra no balanço.

A decisão é considerada determinante, já que pode impactar diretamente o resultado financeiro do clube. Dependendo do critério adotado, o Inter pode apresentar desde um leve superávit até um déficit significativo.

Essa diferença é relevante diante das exigências do Profut e da Lei Geral do Esporte, que impõem regras rígidas de controle financeiro e preveem responsabilização de dirigentes em casos de resultados negativos expressivos.

Além disso, a legislação obriga clubes com atletas profissionais a publicar suas demonstrações financeiras em seus próprios sites até o fim de abril. O não cumprimento pode gerar sanções ao presidente, incluindo inelegibilidade por até cinco anos em entidades esportivas, além de colocar em risco a permanência do clube no Profut, programa que permite o parcelamento de dívidas com o governo.

A recompra dos direitos de transmissão representa, na prática, uma reversão parcial de uma operação anterior. Em 2024, o Inter havia negociado 20% desses direitos com investidores da Futebol Forte União por 50 anos, recebendo R$ 218 milhões, o que impactou positivamente o balanço daquele ano.

Ao readquirir metade desse percentual em 2025, o clube deixou de receber R$ 109 milhões no curto prazo, mas ampliou sua participação em receitas futuras.

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