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·25 février 2026

Investigação aponta venda clandestina de camarotes no São Paulo desde 2023

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A investigação sobre o escândalo da venda ilegal de camarotes no MorumBIS ganhou um novo e grave capítulo. A força-tarefa policial responsável pelo caso já possui evidências que comprovam que o esquema de exploração clandestina dos espaços no estádio do São Paulo não foi um caso isolado durante o show da cantora Shakira.

Segundo o "ge", a polícia tem condições de afirmar que a comercialização irregular ocorre ao menos desde 2023, abrangendo diversos shows realizados na casa tricolor.


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Esquema reiterado e lesivo ao clube

Um dos focos principais da investigação era determinar a linha do tempo das infrações. Com as novas provas, as autoridades identificaram uma "conduta de exploração ilegal dos espaços de forma reiterada e lesiva ao clube, que sempre foi colocado à margem de qualquer reconhecimento formal".

Entre os crimes investigados pelas autoridades estão corrupção privada do esporte e associação criminosa na exploração prolongada dos camarotes.

O inquérito segue em fase de depoimentos. Na última terça-feira, Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária do esquema, compareceu à delegacia. No entanto, ela optou pelo silêncio, alegando problemas de saúde, e chegou a desmaiar na saída do local.

Os próximos a serem ouvidos serão Mara Casares (ex-diretora e ex-esposa do então presidente Julio Casares) e Douglas Schwartzmann (diretor adjunto de futebol de base).

A polícia reforça, contudo, que a investigação não depende dos depoimentos para avançar. As autoridades seguem analisando provas documentais e dados de inteligência de forma ininterrupta, além de já terem realizado buscas e apreensões nas residências dos acusados.

Relembre o caso

O escândalo veio à tona em novembro do ano passado, quando um áudio revelou a suposta participação de Douglas Schwartzmann e Mara Casares no esquema.

A gravação citava o uso do camarote no setor leste, conhecido internamente como "sala presidencial". O direito de uso teria sido repassado à Rita de Cássia, que vendia ingressos a preços exorbitantes.

No show de Shakira, realizado em fevereiro de 2025, os ingressos chegaram a custar R$ 2,1 mil. Apenas com o camarote 3A, estima-se que o faturamento desviado tenha sido de R$ 132 mil.

O caso está sob responsabilidade do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e da terceira delegacia (lavagem de dinheiro), com o delegado Tiago Fernando Correia à frente, em ação conjunta com o Ministério Público.

A força-tarefa apura irregularidades cometidas entre 2021 e janeiro de 2026, período da gestão de Julio Casares. São três inquéritos distintos em andamento, que também apuram lavagem de dinheiro e corrupção no clube social.

Até o momento, o São Paulo Futebol Clube é tratado nos inquéritos como possível vítima das ações de seus diretores e associados.

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