Portal dos Dragões
·26 février 2026
José Pereira da Costa explica “equilíbrio a 3 anos”, admite que 25/26 pode não fechar positivo e detalha aposta no Estádio do Dragão

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José Pedro Pereira da Costa, diretor financeiro do FC Porto, afirmou que a exigência de sustentabilidade financeira da UEFA deve ser avaliada numa perspetiva acumulada de três épocas e não “época a época”, sublinhando que investir no plantel implica, por vezes, proceder a vendas.
“Isto é sempre aqui uma equação com dois lados e portanto às vezes se queremos investir também temos que vender.”“A própria UEFA olha para este equilíbrio numa lógica de 3 anos.”
A regra do chamado “break-even” foi alterada e passa agora a exigir que, no conjunto de três épocas, o clube não apresente um défice superior a 5 milhões de euros.
No balanço apresentado, Pereira da Costa reconheceu que 2024/25 foi um ano “muito bom” do ponto de vista financeiro, mas “penoso” em termos desportivos, situação que, ainda assim, permite planear reforços do plantel para 2025/26.
“Gerámos o melhor resultado de sempre, mas um ano negativo em termos desportivos… foi penoso.”“Isto tem que ser visto… numa lógica de vasos comunicantes entre épocas.”
Quanto ao encerramento do exercício 2025/26, o diretor financeiro advertiu que, sem uma campanha muito positiva na Liga Europa e sem vendas significativas até 30 de junho, será difícil fechar com lucro – garantindo, porém, que o clube cumprirá integralmente as regras da UEFA.
“Sem uma participação na Liga Europa muitíssimo positiva e sem vendas relevantes… dificilmente este exercício vai ser… positivo.”“Posso dar a garantia que vamos cumprir a 100% as regras da UEFA.”
No capítulo das receitas, Pereira da Costa apontou as receitas comerciais como a principal alavanca, revelando um projeto de renovação do Estádio do Dragão, avaliado em cerca de 30 milhões de euros, que inclui melhorias em camarotes, hospitality empresarial, bares e oferta de food & beverage. O clube registou um crescimento assinalável na base de sócios e na bilheteira: passou de cerca de 120 mil para 170 mil sócios e, pela primeira vez, existe lista de espera para lugares anuais, após a subida de 23 mil para mais de 30 mil.
Referindo a centralização dos direitos televisivos a partir de 2028, o responsável considerou que o modelo poderá trazer benefícios – particularmente na venda internacional e em pacotes digitais – mas salientou que tudo dependerá do “teste de mercado” e da chave de distribuição.
“O CFO do Futebol Clube do Porto… é sócio e adepto… sempre focado na sustentabilidade financeira, mas sempre com o objetivo final… sucesso desportivo.”
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