José Pereira da Costa recorda início do mandato: “A parte mais difícil foi encontrar dinheiro para passar o controlo da UEFA” | OneFootball

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·26 février 2026

José Pereira da Costa recorda início do mandato: “A parte mais difícil foi encontrar dinheiro para passar o controlo da UEFA”

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Em entrevista ao site zerozero, o director financeiro do FC Porto traçou um retrato duro da realidade em 2024. Descreveu um clube com desequilíbrio estrutural – receitas recorrentes insuficientes para suportar os custos – que acumula prejuízos, dívida e um peso de financiamento asfixiante.

A dimensão do problema foi exposta sem rodeios:


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“A dívida líquida à volta dos 250 milhões… máximo histórico… custos financeiros… perto dos 30 milhões.”

E esse encargo revela-se devastador face às receitas recorrentes:

“30 milhões de encargos financeiros num clube que tem receitas operacionais recorrentes na ordem de 160, 170 milhões…”

Em termos práticos: uma parcela significativa das receitas é consumida por juros antes de sequer se cobrir a operação diária. Para um clube com ambição europeia, isto não é apenas um custo incómodo – constitui uma fragilidade competitiva.

O momento mais crítico, segundo o director financeiro, resultou no incumprimento das normas da UEFA relativas à solvabilidade e aos “overdue payables” (salários, impostos, segurança social e pagamentos essenciais). E aí o cenário quase se tornou um pesadelo:

“Levou à aplicação de uma multa e… pena suspensa… de não participação nas competições europeias.”

Pior ainda: a nova administração tomou posse no final de maio e, no mês seguinte, enfrentou um controlo decisivo da UEFA:

“Tomámos posse… no final de maio e no mês seguinte tínhamos que garantir que passávamos o controlo de junho…”

O director financeiro descreve essa fase como a mais complicada, porque um novo chumbo poderia traduzir-se numa suspensão europeia com impacto “dramático”. A saída passou por obter liquidez imediata e negociar com os credores:

“Foi negociar com os credores… extensões de pagamento… uma espécie de moratória…”

Para o adepto, a leitura é clara: quando se fala de gestão, não se trata de teoria. Em 2024 estava em jogo não só o mercado, mas a presença na Europa – e o prejuízo desportivo e reputacional que daí poderia advir.

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