Lino Godinho, o homem por Quem é o homem por trás do laboratório das bolas paradas do FC Porto? | OneFootball

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·20 février 2026

Lino Godinho, o homem por Quem é o homem por trás do laboratório das bolas paradas do FC Porto?

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Quase um quarto dos golos do FC Porto sob o comando de Farioli nasce em lances de bola parada, sobretudo em pontapés de canto: 23% dos 69 golos da equipa esta época (16 no total, 10 apenas na Liga) resultaram desses lances.

No que toca a golos sofridos de canto, os portistas só cederam um na prova principal, na receção ao SC Braga (2-1). Casa Pia marcou de livre lateral e o Sporting converteu uma grande penalidade contra a equipa da Invicta.


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O principal responsável por este rendimento nas bolas paradas é Lino Godinho. Adjunto de Farioli – com quem se cruzou na Aspire Academy, no Qatar – é o estratega das situações de bola parada no Dragão e, com o apoio de Lucho González e de Carlos Pintado (coordenador de análise), idealizou um verdadeiro laboratório no Olival. O antigo médio argentino tem um papel essencial na preparação e na análise.

Especialista em Big Data e fiel a um método assente em dados e estatística – abordagem cada vez mais presente no futebol moderno – Lino integrou o staff do FC Porto no verão passado. Antes disso, acumulou experiência no Médio Oriente (Qatar, 2011–2020), além de passagens por Grasshoppers (Suíça), Académica (Portugal) e por clubes italianos como Veneza e Torino.

Durante os jogos é muito interventivo, levantando-se e orientando tanto as rotinas ofensivas como defensivas nas bolas paradas. João Carlos Pereira, que trabalhou com ele na Aspire Academy, nos Grasshoppers e na Académica, descreve-o como «um profissional preparado» que percebe «todas as áreas do treino».

Pereira recorda ainda: «Comigo tinha outro tipo de papel, era um adjunto com mais responsabilidades no treino individual. Ou seja, tudo o que fosse complementar ao treino colectivo e que tivesse a ver com questões tácticas, com fundamentos de jogo. Tudo o que fosse no campo individual, desenvolvimento ou estabelecimento de objectivos individuais dos jogadores, implementação de exercícios relacionados com as carências dos jogadores. Mas o Lino é um profissional preparado e que entende bem todas as áreas do treino». E acrescenta: «Não é surpresa, até porque nós também fazíamos todo o trabalho de bolas paradas. Era desenvolvido, na altura, pelo João Gião, que está na equipa B do Sporting, mas todos nós tocávamos em todas as áreas. Era visível que era uma coisa que lhe agradava e da qual ele gostava. Disso não há dúvida nenhuma».

Sobre a trajectória do técnico, Pereira sublinha: «Não sei se foi ele que enveredou por esta área ou se foi este tipo de tarefas que lhe foi atribuído. É uma pessoa bem preparada e com capacidade para reflectir sobre o processo de treino. Não me surpreende de maneira nenhuma que esteja a fazer um bom trabalho. Como faria noutras áreas». E conclui: «Quem anda no futebol tem que se rodear de boas pessoas e de bons profissionais. As oportunidades às vezes chegam, outras vezes não chegam. E há algo fundamental para mim: quando chegam, que as pessoas estejam preparadas e que sejam competentes. E o Lino é daqueles profissionais que, ao longo da carreira, se foi dotando de conhecimento, foi-se rodeando de pessoas que lhe podiam aportar conhecimento também. Foi aprendendo, foi evoluindo e não tenho dúvidas nenhumas de que é um técnico altamente qualificado, porque se preparou para isto».

Gabri Veiga destaca-se como executor principal nas bolas paradas. Na deslocação ao CD Nacional, colocou a bola na cabeça de Jan Bednarek para o golo que decidiu o jogo, alcançando a oitava assistência da época – a maior do plantel – e a quinta a partir de um canto. O camisola 10 não fazia um passe decisivo desde 14 de janeiro, quando, nos quartos de final da Taça de Portugal, serviu Bednarek no triunfo sobre o Benfica por 1-0.

A influência dos pontapés de canto na produção ofensiva do FC Porto na Liga é notória e coincide com a percentagem da época: 23%. Os dragões lideram o campeonato em golos obtidos a partir desses lances; por contraste, equipas como o Tondela chegam a marcar um terço dos seus golos assim.

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