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·17 février 2026

Luto no Esporte: clubes se unem ao Flamengo contra impostos

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O Flamengo assumiu o papel de liderança em uma das batalhas mais importantes no esporte nacional. Na última quarta-feira (12), o Rubro-Negro encabeçou uma reunião decisiva para formalizar um grupo contra a nova tributação para associações esportivas.

​Ao lado de Pinheiros, Minas, Praia Clube, Paulistano e mais 13 clubes, o Mais Querido se posicionou pela articulação junto ao CBC e à FENACLUBES. O movimento é uma resposta direta à nova carga fiscal da reforma tributária.


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​A estratégia do grupo é clara: usar a visibilidade e o peso institucional do Flamengo para pressionar o Congresso. O argumento é que a nova tributação ignora a natureza jurídica dos clubes, que reinvestem integralmente seus recursos em formação de atletas e projetos sociais.

​O foco agora se volta para o dia 24 de fevereiro, na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, em Brasília. Representantes rubro-negros estarão à frente de um ato pacífico para sensibilizar parlamentares sobre o risco de fechamento de modalidades.

​Como único clube de futebol com massa nacional entre os integrantes, o Flamengo é peça fundamental para que o debate ganhe a dimensão necessária.

Sem uma revisão no texto legal, o aumento de custos deve impactar diretamente em bolsas esportivas e investimentos na base.

Entenda como a reforma tributária atinge o Flamengo

A reforma tributária já foi aprovada, mas a aplicação começa de forma gradual e entra em vigor a partir de 2027.

Atualmente, clubes sem fins lucrativos têm isenções ou carga reduzida em PIS e Cofins, além de tratamento favorecido em ISS e ICMS em diversas operações. Com a reforma, essas isenções acabam, e as receitas passam a ser tributadas por novos impostos.

Para os clubes, a alíquota efetiva estimada fica em torno de 11% sobre receitas operacionais, contra cerca de 6% pagos pelas SAFs. A diferença ocorre porque as SAFs tributam apenas o futebol.

No Flamengo, futebol, esportes olímpicos e atividades sociais estão no mesmo CNPJ e passam a sofrer essa carga maior. O impacto direto é menos dinheiro disponível para bancar modalidades deficitárias, aumento do custo operacional e possível fim de modalidades.

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