Central do Timão
·11 janvier 2026
Marcelo Paz fala sobre autonomia de trabalho no Corinthians, renovação de Memphis e situação de atletas fora dos planos

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Na manhã da última sexta-feira (9), o Corinthians apresentou, no CT Dr. Joaquim Grava, o seu novo executivo de futebol: Marcelo Paz, que chega ao Parque São Jorge para substituir Fabinho Soldado, contratado pelo clube em janeiro de 2024, no início da gestão do presidente destituído Augusto Melo e que deixou o Alvinegro após a conquista da Copa do Brasil de 2025, sobre o Vasco.
Durante a entrevista, o novo membro do departamento de futebol do Corinthians foi questionado sobre sua chegada ao Parque São Jorge, balanço do trabalho realizado no Fortaleza, renovações de Fabrizio Angileri e Memphis Depay, atletas que estão foram dos planos do clube, a possibilidade de implementação de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e questões de relacionamento na Liga Forte União (LFU), bloco no qual é o atual presidente.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Confira abaixo as respostas do novo executivo de futebol do Corinthians:
Sobre sua chegada ao Corinthians e agradecimentos ao presidente e gratidão pelo Fortaleza
“É uma alegria estar aqui, muito honrado, muito feliz. Eu quero primeiro agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui. Eu tenho certeza absoluta que ele desenhou esse caminho. Ele colocou essa oportunidade na minha vida. Eu estou muito feliz e muito grato de poder ter a vontade de estar em São Paulo, de estar no Corinthians. Um clube gigante, uma torcida extraordinária. E para mim é uma honra, um orgulho e tem sido uma alegria esses dias. As pessoas falam, ‘ah, no Corinthians você vai ter muito trabalho, vai ser muito corajoso. Eu estou gostando, viu? Estou gostando da rotina, do dia a dia, dos problemas, das coisas que tem que se enfrentar. Estou encarando com uma energia muito grande, uma alegria muito grande. Sei que a caminhada é longa, sei que quando a bola começa a rolar as coisas também mudam. Mas estou muito feliz de estar aqui e quero agradecer a Deus. Quero agradecer ao presidente Osmar pela confiança, pela ligação, pela moral que ele está me dando, de realmente apoiar as ações que estão sendo feitas. O que ele me disse ao telefone, está na íntegra, dando espaço, dando apoio, e a gente vem se conhecendo mais no dia a dia, trocando demandas.”
“Eu tenho que fazer um agradecimento muito especial ao presidente Osmar e toda a sua diretoria pela confiança de poder estar aqui e a quem eu vou servir. Servir ao presidente, servir ao Corinthians, servir à torcida do Corinthians. Quero agradecer a minha família porque entendeu essa mudança. É a primeira vez que eu saio de Fortaleza, sempre morei na cidade de Fortaleza, nascido e criado. E eles entenderam, pai, mãe, esposa, filhos, apoiaram esse desafio e estão felizes também. Quero agradecer, por último, e não menos importante, ao Fortaleza. porque foram 11 anos de trabalho, foram 11 anos de dedicação. Um momento brilhante na história do público, o que aconteceu lá nos últimos anos, foram coisas inéditas, anima esportiva, estrutural, de imagem. E se eu estou aqui, eu tenho muita fortaleza por poder me trazer essa oportunidade, eu não posso deixar de citar o que foram 11 anos de convivência.”
Política de contratações nesta janela de transferências
“O Corinthians vai buscar novos jogadores, mas qual o perfil? Vai pagar por valores de transferência disponíveis no mercado, enfim, pra saber o perfil de atletas que você vai poder contratar nessa temporada. Obrigado. Obrigado, Eli. Pergunta importante. O time tem necessidades de mercado. Nós temos um bom time, mas temos que ter um elenco mais robusto. Começamos isso com o Dorival desde o primeiro dia. Junto com o Renan, a gente vem trabalhando a questão de mercado para qualificar, para a gente ter pelo menos dois jogadores por posição que possam jogar qualquer jogo. Mas a gente vai ter que adorar com muita criatividade. A gente sabe que hoje a gente está numa reestruturação financeira. O presidente de Osmar me chamou também para isso, para doar essa reestruturação financeira. E o futebol é o carro-chefe de qualquer clube dentro de custo. Então, tem que ter cuidado no futebol. Não podemos, não faremos loucuras financeiras. E foram essas loucuras financeiras que trouxeram (a crise financeira). E o que eu vejo? A marca é muito forte.”
“O que eu vejo de oferta de atletas de grandes nomes que querem vir pra cá, que fazem o esforço pra vir pra cá. E aí você tem o caso do Gabriel Paulista, que hoje já fez exame médico, e muito em breve, seguindo todo o trâmite do clube, superando os exames médicos, vai ser anunciado, deve estar domingo lá na arena. Então tem mais um motivo pra gente estar domingo lá conosco. Um atleta que fez todo o esforço pra vir pra cá, que ganhou um monte de dinheiro pra vir pra cá, que veio com uma gente livre, e tem muita gente que quer fazer esse mesmo movimento porque a marca é muito forte, é uma de Libertadores, é uma de Copa do Mundo, e os jogadores querem estar no Corinthians para ter uma projeção também para as suas seleções, não só brasileira.”
“Então, com criatividade, com qualidade, sem fazer loucura financeira dentro do orçamento que foi dado e dentro do que a reestruturação financeira do clube permite. Eu já tive muitas reuniões com o Dorival, com o Renan, com o Futebol, mas também tive algumas reuniões com as pessoas do departamento financeiro, para que estejamos alinhados, passo a passo, cada contratação, cada movimento, para poder honrar com seus compromissos. E a compreensão do Dorival também. Um profissional experiente, uma alegria estar trabalhando com ele. E ele entende que esse é o caminho e está nos ajudando também nesse papel.”
Lições da sua última temporada no Fortaleza – rebaixamento do clube para Série B – para não repetir no Corinthians
“É, a vida são acertos e erros, né? E, logicamente, o fato do rebaixamento lá publicamente houve erros que fazem com que a gente aprenda e cresça e não queira repeti-los. O meu não é individual, principalmente no campo de futebol, ele é coletivo, as decisões são coletivas, mas quem está à frente assume a responsabilidade. Eu falei algumas vezes que acho que a gente deveria ter feito uma mudança de perfil de jogadores antes. Nem sempre o grupo vencedor é o que tem que continuar, às vezes é a hora de fazer a mudança e a gente não fez essa mudança.”
“O perfil de contratação também não encaixou na primeira janela, como jogador esquerdo, os políticos também, a influência externa, que é tudo que eu não quero aqui. Eu vim para fazer um trabalho profissional. Nessa situação de que a gente vai fazer um trabalho profissional dentro do CT, com futebol, para dar alegria para todo mundo. Para dar alegria pra quem é corintiano, independente da situação que a gente possa estar. Não quero estar aí, eu quero estar no Corinthians. E lá no Fortaleza, isso sim também. Mas é um clube grande, que vai voltar, deve voltar esse ano, tem muita competência, deixamos um legado em nome, tem muita estrutura física, de ativos, e mais os aprendizados, qualquer um tem.”
Receio de interferência da parte política do Corinthians no departamento de futebol e, consequentemente, no seu trabalho?
“Eu não coloquei em contrato, eu acho que não precisa colocar em contrato, é um pacto de lei com o presidente. O presidente falou isso muito claro: aqui eu ia tratar diretamente com ele. Que ele ia me blindar nessa questão política. E eu vim para cá para fazer um trabalho profissional. E o trabalho profissional não pode sofrer interferências políticas. A política, às vezes, tem interesses distintos. Às vezes, as agendas são outras. E eu não estou aqui criticando ninguém, julgando ninguém, nem conheço. Mas eu entendo que futebol a gente tem que fazer dentro do clube. Dentro do departamento de futebol, com o isolamento necessário, com o caminho necessário. E na Arena a gente se encontra, busca ganhar jogos, busca fazer o melhor para o torcedor. As questões políticas têm que ficar fora disso. Então eu sinto que eu tenho o apoio do presidente para isso e sinto que eu tenho o apoio do torcedor, da Fiel torcida para isso. Eu acho que com esses dois apoios a gente está muito forte. Respeito, todo clube tem essa questão. Mas eu acho que um clube como o Corinthians, gigante que é, enorme que é, passando por uma reestruturação, voltando a título, voltando a ter credibilidade.”
“Tem que juntar, não pode atrapalhar. Não faz bem a pessoa que faz algo de forma proposital para atrapalhar o clube, não é atrapalhar o candidato atual, o candidato que atrapalhou o clube. Isso não faz bem. E eu tenho certeza que os corintianos também não querem isso. E a torcida não quer isso. Então, acho que a gente tem toda a possibilidade de fazer um trabalho profissional, sem interferência. Tem o apoio do presidente e é no fio do bigode, não precisa botar em conta. A gente entende que ele vai fazer toda essa blindagem, essa proteção. E a gente também aqui dentro vai fazer o nosso trabalho de maneira muito profissional. Eu ouvi isso de pessoas importantes da comissão técnica, de jogadores. Então, que a gente siga nesse mesmo caminho, que o CT esteja protegido, que o CT seja um lugar de trabalho, seja um lugar que no dia que perde um jogo possa entrar aqui no CT e todo mundo está bem. A pressão tem que ser do portão para fora, na rede social. Aqui dentro a gente tem que trabalhar, tem que produzir. Então, eu entendo que isso vai acontecer naturalmente. Se tiver, durante a caminhada, situações assim, a gente vai tentar resolver com diálogo, conversa. Eu sou muito do diálogo de construir, mas o trabalho profissional tem que ser realmente focado no futebol.”
Situação de Pedro Raul, contrato até o fim de 2028, retornando de empréstimo do Ceará
“Pedro Raul faz parte do elenco, desde o primeiro dia treina, certamente estará na lista para domingo, certamente vai ter chance. Então ele tem a oportunidade de jogar, de fazer gol e de consolidar a sua permanência no clube. Eu torço muito por isso, é um centroavante que tem qualidade. Ano passado ele me fez raiva, né? E agora ele está do meu lado. Então vamos torcer para que ele faça um grande trabalho e foi abraçado por todos aqui.”
Renato, Alex Santana e Héctor Hernández – treinando separado do elenco e fora dos planos do Corinthians
“Alex Santana e Héctor realmente não estão no elenco, estão disponíveis para que haja algum tipo de negociação. No mercado são grandes jogadores, são jogadores que têm minutos, têm uma imagem boa no mercado, têm idade boa ainda, então naturalmente vai aparecer algo que possa ser encaminhado para eles.”
Mais sobre possibilidade de parte política interferir no dia a dia do CT Dr. Joaquim Grava
“Bem, primeiro que eu acho que depois da chegada do presidente Osmar, como o nome dele já diz, trouxe mais estabilidade. O clube conseguiu um título importante, as questões financeiras sendo resolvidas, permanência de treinador permanência de grande parte do elenco, então isso são fatos positivos. O que nós conversamos com os jogadores, e é um grupo de jogadores que tem muita personalidade, eu já pude perceber, isso é bom, que eles se questionam, dialogam, abrem o coração, em pouco tempo a gente já teve algumas conversas, principalmente com os capitães. Eles querem manter o CT blindado para o futebol, para que não tenha interferência aqui no dia a dia. Então isso está muito claro para todos. Está muito claro.”
“E isso não é uma atitude antipática, isso é uma atitude profissional. profissional de quem quer ganhar jogo, profissional de quem quer ter tranquilidade para trabalhar, profissional de que o Dorival quer dar uma chamada mais forte, que futebol tem isso, futebol é cobrança. Então eles têm a percepção disso, eles sabem o que é o Corinthians. Os jogadores sabem o que é o Corinthians. E para o Corinthians funcionar melhor, na cabeça deles, e eu acho que eles estão certos, essas interferências não devem ocorrer. Então eu peço a compreensão de todos e principalmente da fiel torcida para nos apoiar nisso. Vou sempre falar isso. A torcida apoiando, a torcida jogando junto, nesse aspecto também, isso é fundamental. Tive sim conversas com jogadores, é uma preocupação, mas que dá para fazer. É algo que dá para fazer, principalmente quando você tem o apoio da presidência e da torcida.”
Renovação de Memphis Depay
“O Memphis é um grande atleta, né? Craque de bola. Um jogador que tem um dom de jogar futebol e foi muito importante para o Corinthians nesse primeiro ano, nesse ano de 2025, na participação com os títulos, com gols, com jogadas decisivas. Não iniciamos ainda a tratativa de renovação, porque estamos focando nesse momento na formação do elenco. É um trabalho grande de formar elenco, de achar as oportunidades criativas, de situação também de impossíveis saídas de jogadores e inovações. É um trabalho grande que a gente está deixando esse ponto um pouquinho mais para frente, conforme o planejamento. E, tendo o planejamento financeiro, a gente tem a despesa de todos os jogadores, de todo o elenco, de toda a comissão técnica. E a decisão de uma possível continuidade vai também passar por isso.”
“Vai também passar por isso dentro da realidade do clube e do tamanho que ele tem, que é um grande jogador, um jogador que vai estar na Copa do Mundo, dentro da seleção holandesa de todos os tempos. E logicamente é um jogador que tem um peso grande pelo que ele vale de verdade, pelo que ele produz e pelo que ele tem de imagem também que agrega ao clube. No momento oportuno a gente vai conversar e ver esses caminhos. O que eu espero é que ele esteja o máximo em campo, o máximo ajudando. o máximo de minutos possível para que ele possa dar ainda mais alegria para a torcida corinthiana.”
Saída de Maycon para o Atlético-MG após falta de acordo com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia
“Maycon, jogador que tem uma história no clube, que foi capitão da última conquista, formado na base do Corinthians, e não foi possível a permanência dele porque ele extrapolou os limites financeiros de uma negociação. Esse é o ponto. Não estava tudo acertado até eu chegar. Se estivesse tudo acertado, já estava acertado, já teria sido renovado. Eu fui anunciado no dia 27 de dezembro. Comecei a tratar da situação do Maycon, acho que 28 ou 29, não lembro. Já estava no finalzinho do contrato. E a situação não fluiu. Infelizmente não fluiu porque a gente tem a responsabilidade financeira e seguimos a responsabilidade financeira. O que talvez não seja o ideal é que a gente estava tratando de uma renovação e houve oferta para outros clubes. “
“Não foi oferta de outros clubes, foi oferta para outros clubes. Então isso causa uma situação que não seria ideal. Mas é um grande atleta, veio aqui, abraçou a gente. Desejo sucesso para ele no Atlético Mineiro, ele deixa um legado muito interessante, tentei que ele ficasse, conversei com ele pessoalmente, liguei, tudo que se pode fazer, mas temos um limite, temos que respeitar o limite, o Corinthians está acima de todos, e eu tenho certeza que ele sai com as portas abertas, um legado muito interessante e fez uma escolha que a gente tem que respeitar. E torcer para que ele seja feliz no Atlético Mineiro. Menos contra a gente.”
Manutenção da maior parte do elenco e vendas para cumprir orçamento estabelecido pelo Corinthians
“É manter grande parte do elenco. Agora, para o equilíbrio financeiro também tem que ter venda. Isso é algo que qualquer clube de futebol no Brasil tem que ter venda para equilibrar o orçamento. E o Corinthians que passa por uma reestruturação vai ter que fazer venda. O que a gente tem que fazer é a melhor venda possível e já tendo a reposição, para não ter a perca técnica. Essas propostas maiores chegam para o presidente, trata comigo, a gente divide. É uma decisão de clube. Logicamente, para ter resultado esportivo, para ter conquista, vamos manter o máximo do elenco, vamos qualificar esse elenco. E, naturalmente, vendas vão ocorrer. Isso está previsto no orçamento. Se não vender jogador, não cumpre orçamento. Não tem como. Isso é impossível. Está previsto lá. É fazer a melhor venda possível. São grandes ativos, e como você bem falou, Corinthians não é crescente, é uma marca extremamente forte a nível mundial. Jogadores jovens, talentosos que temos aqui, que o mundo inteiro quer. Então é fazer a melhor venda possível. Eu acredito que esse ano deva ter a maior venda da história do clube. Vamos esperar ao longo do ano.”
Possibilidade de SAF no Corinthians
“A SAF é uma lei que foi criada para permitir que os clubes de futebol tenham, saiam do modelo associativo, virem um modelo empresarial que possa receber investimento. E o investimento dando segurança jurídica a quem investe, seja o capital nacional, seja o capital externo. Então a lei é muito boa, tanto é que muitos times entraram. A gente fala dos mais famosos, mas tem mais de 100 SAF’s no Brasil. Mais de 100 em cidades menores, Santa Catarina tem muito, Espírito Santo tem muito, Paraná tem muito, então no Brasil inteiro tem SAF. Então o modelo é interessante. E dá alternativa. O clube pode ser associativo e o clube pode ser empresa. Não vou cravar que um é melhor do que o outro. Porque existem várias formas de ter sucesso fazendo a mesma coisa. Existem várias formas de fazer uma entrevista coletiva. Existem várias formas de perguntar. Existem várias formas de fazer um podcast. Existem várias formas de dirigir um time de futebol. Você pode ganhar com um time mais propositivo, mais reativo. Então existem várias formas de fazer gestão no futebol. Nós temos casos de clubes associativos que têm sucesso. Na Espanha, por exemplo, Flamengo é um grande exemplo de sucesso associativo. E temos casos de clubes, empresas ao redor do mundo que faliram, quebraram e devem ser vendidos. Então pode ser bom como SAF, pode ser bom como associativo. O que vai valer é a cabeça das pessoas e o comando das pessoas que estão ali, do que é talvez uma vantagem da SAF.”
“A SAF consegue projetar mais a longo prazo. O dono da SAF, vamos lá, dando exemplo aqui, claro. O Cruzeiro, que hoje é uma SAF, que tem o Pedrinho como dono, ele consegue visualizar 5 anos à frente, 10 anos à frente, porque ele é o dono e deve estar ali. E às vezes no clube associativo os tiros são mais curtos, as decisões são mais curtas, estão impactadas com a eleição que vai vir, estão impactadas com o mandato. E muitas vezes as decisões são impactadas por isso. Então tem essa vantagem também. A desvantagem é e se você tem um dono que não é bom? Vai ser muito pior. Porque a pessoa, de repente, não tem o apoio ao clube que os dirigentes tradicionais têm. Vai largar em qualquer situação, vai vender, porque é dele, ele pode vender para quem quiser. Vai vender para alguém que, de repente, não tem o amor pelo clube. Então, tudo isso tem que ser muito amarrado. Estou falando isso conceitualmente, não estou falando de Corinthians, até porque essa área não é nem minha, nem do clube. Estou falando conceitualmente. Tudo isso tem que ser muito amarrado no acordo de investimentos. Quando você vai fazer a venda ou o investimento, você tem que deixar muito determinado tudo que protege que vai se tornar uma safra.”
Necessidades na lateral-direita
“Lateral direita é uma necessidade, porque só tem o Matheuzinho, que é um grande jogador, está em uma fase espetacular. Mas tem que ter alguém para revezar com ele, para estar junto com ele. Então, a necessidade, o Arias é um nome que foi falado, mas não há uma negociação em curso. Está livre, terminou contrato lá no Bahia, a gente conhece o jogador, todos nós do departamento de futebol conhecemos, mas não tem uma negociação em curso no momento. Temos a necessidade sim de velocistas, temos a necessidade de jogadores pelo lado do campo.”
Convite que recusou do Corinthians em 2024 e foi motivos que fez com que aceitasse a proposta em 2026
“Em 2024, o convite foi no meio da temporada. E aí eu não me permitiria sair. No Fortaleza, no meio da temporada, não acharia correto. Foi um ano, inclusive, que a gente terminou em quarto lugar do Brasil. Vaga direto na Libertadores. Esse ano o convite veio terminando a temporada. Quando aceitei o convite, o Fortaleza não tinha feito nenhum treino ainda. O Campeonato do Ceará só começa no final de semana a Série B, que é o campeonato mais importante, só começa em março. Então, entendi que havia tempo necessário para uma mudança, uma transição, sem causar um prejuízo maior à instituição. Entendi que aquele era o momento e eu já tinha o desejo, sim, de uma mudança profissional. Isso eu já tinha externado para algumas pessoas. Foi um ciclo muito longo, de 11 anos.”
“O ciclo longo traz muita coisa boa, mas também traz desgastes naturais. Mudar de áreas faz bem, e é o que eu fiz. Mas foi no momento que eu entendi que era válido, porque era uma transição, então ainda tinha muito tempo para chegar novas pessoas, para implantar uma nova metodologia, fazer o processo de contratação, fazer o planejamento ao redor do ano. Então eu entendi que era o momento ideal. E também devo dizer que o presidente Osmar também teve muito peso. Teve muito peso. Porque eu já vinha de um clube no caminho de crescente, de reestruturação, de equilíbrio financeiro. Isso também foi um fator importante para mim.”
Renovação de Fabrizio Angileri, potencial para vender algum jogador e ansiedade de encontro com a torcida do Corinthians
“Com a Angileri, no momento, a negociação está parada. Não tem uma negociação em andamento. E aí, sempre respeitando os limites financeiros do Corinthians, a gente vai sempre respeitar isso. Temos um orçamento a cumprir, temos dois laterais do elenco. É um grande jogador, a gente gosta dele, a gente sabe do que ele fez aqui, mas a gente tem o nosso limite. Respeito, é normal no mercado esse tipo de situação, mas a situação está parada no momento. Você citou o Bidon ,o Yuri Alberto, o Gui Negão, acho que o André também tem um potencial muito grande (para venda), muito grande. O Dieguinho tendo minutagem, que naturalmente pode vir a ter, também tem um potencial muito grande. Por isso tem ativos excelentes, grandes ativos, e que a gente tem que primeiro fazer o retorno esportivo para depois fazer o retorno financeiro. Esse é o ciclo, esse é o caminho. Retorno esportivo, depois retorno financeiro. Então, naturalmente, deve ter vindo orçamento. Prever isso, tem que trabalhar com inteligência, valorizando a marca, fazendo uma boa venda e trabalhando a reposição para não ter perda esportiva. O mais importante é ganhar jogo, é alegrar a fiel torcida.”
“Eu estou louco para chegar domingo, inclusive, pela primeira vez, estar em Itaquera com aquela massa a favor. Como eu falei num outro momento, quero cantar o poropopó com a galera. Eu estava em Fortaleza depois do anúncio aqui, cantando poropopó com ela. Ela adorou, né? Adorou. Realmente é viver tudo isso, viver com alegria, com entusiasmo e vir para cá para vencer. Mais um nordestino que vem para vencer como foi Rivaldo, que vem aqui para vencer como outras pessoas. Eu vim para cá para isso, deixei minha família lá, deixei tudo que eu tenho, a cidade maravilhosa que eu amo, que é Fortaleza, mas estou aqui feliz de corpo e alma para fazer história, o que eu quero, o que eu desejo, o que eu almejo. Sei que não é fácil, conheço os caminhos do futebol, sei que são altos e baixos, rodas gigantes, mas a gente tem a resiliência para encarar. Foi dessa torcida espetacular que é a do Corinthians. Eu acho que a gente tem muita possibilidade de fazer um trabalho.”
Categorias de base, imbróglio com o MCF e diálogo com Erasmo Darmiani (executivo da base do clube)
“Acho que o Corinthians não pode estar fora (clube formador). Conheço o movimento do formador. Conheço muita gente ligada à base no Brasil. Acho que a nossa presença aqui ajuda também nessa interlocução com quem já está no departamento de futebol, Renan é perito também, conhece demais tudo isso. Muito bem recebido pelo Damiani, me mandou mensagem, trocamos já algumas palavras. E a gente vai acompanhar a base. A base tem uma gestão, o Damiani, que é o executivo que está lá. Mas essa interlocução da base com o profissional é fundamental. Hoje a gente tem aqui vários jogadores do elenco que vieram da base recentemente. Temos um time disputando a Copinha, tem competições internacionais.”
“O Corinthians disputa o Campeonato Brasileiro e a estrutura facilita, porque é muito perto, né? É só atravessar aqui e acompanhar, a gente está mais próximo. Então, vamos acompanhar, vamos estar perto, entender, ajudar. O Corinthians sempre revelou para os jogadores que tem que continuar assim, porque o maior ativo no futebol é minutos em campo. O jovem que tem minutos em campo vale muito. É assim em qualquer lugar do mundo e o Corinthians, vocês devem ter acesso a essa estatística, no ano de 2025 foi o clube que mais utilizou a base na Série A. Mais notícias do tema estatística do Sofascore, Corinthians. líder do clube com minutagem da base. Então, é fundamental que a gente esteja conectado, fazendo investimento, captando jogador, desenvolvendo jogador, para que isso seja um ciclo positivo, virtuoso.”
Diálogo e credibilidade com a CBF – como isto pode ajudar o Corinthians?
“Primeiro eu gostaria de dizer que o presidente Samir está fazendo um bom trabalho. Em pouco tempo ele fez mudanças corajosas que precisavam ser feitas no futebol brasileiro. Calendário, fair play financeiro, profissionalização de arbitragem. Agora mesmo está em uma viagem internacional com dirigentes da série A e B para conhecer práticas de mercado nas grandes ligas. E eu quero aqui de público reconhecer e parabenizar esse trabalho. E entendo que já está em curso uma mudança nisso, o presidente Osmar. Ele já está com um contato muito bom com toda a cúpula da CBF, com as pessoas que decidem os caminhos do futebol brasileiro. E o Corinthians tem que ser um protagonista. O tamanho e a grandeza do Corinthians tem que ser escutado em tudo, tem que ter voz ativa, tem que participar. E essa força tem que se refletir também na entidade máxima do futebol brasileiro, que é a CBF.”
“E o presidente Osmar, inteligente que é, hábil que é, já está fazendo isso. E aí é uma prerrogativa presidencial, institucional. É ele que tem que conduzir isso. Se ele quiser que eu esteja ao lado dele, estarei. Isso é o presidente. Presidente, estou aqui para o futebol. Mas se você quiser que eu esteja ao seu lado para buscar um patrocinador, conversa comigo, eu estarei ao seu lado para lhe ajudar. Se ele quiser que eu esteja ao lado dele em situações institucionais, assim eu farei também. Mas é uma prerrogativa dele e eu vejo que ele está fazendo muito bem.”
Influência e conflito de interesses na Liga Forte União? – Onde é presidente do bloco
“Esse é um assunto também administrativo, mas eu não vou me furtar a comentar sobre isso. Não tive nenhuma influência. Zero influência nessa questão financeira. E nem temos acesso a ela aqui no Corinthians. Aqui no Corinthians a minha questão é que hoje é LFU, não é mais LFU. tem uma governança muito bem estabelecida. Passa. por aprovação dos clubes para qualquer ação. Então nunca será uma prerrogativa do presidente ou do senhor que estiver lá. É um condomínio. Um condomínio que tem o seu estatuto. Então, zero influência, posso garantir isso, posso garantir. E essas questões financeiras, elas ficam mais até com investidor. A LFU não tem dinheiro, a LFU não tem dinheiro em caixa. Quem tem dinheiro em caixa é o investidor.”
“E é ele que decide essas possibilidades. E sobre essa questão de conflito de interesses, eu estive presidente da LFU, por muito tempo sendo presidente do Fortaleza e senhor do Fortaleza. Então é da mesma maneira, não tem conflito de interesse. Fui escolhido pelos pares. Inclusive vai ter uma eleição agora na LFU em janeiro. Pode ser um outro nome, nem sei como é que vai ser isso. É tão estável lá, a coisa funciona tão tranquila que não tem disputa política lá. Garanto que tenho participação zero na questão institucional e estatutária. E que, caso permaneça nessa função, não terá interferência nenhuma por uma questão profissional e já provei que isso é possível porque no Fortaleza nunca foi dito. E quando eu estava lá, teve qualquer benefício para o Fortaleza.”
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