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·13 juin 2026

Mário Santos e as mudanças no Andebol: “Vamos constituir uma equipa competente e competitiva”

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No dia em que Carlos Martingo foi apresentado como treinador principal da equipa de andebol do FC Porto, Mário Santos definiu o arranque de uma nova etapa sem abdicar da exigência habitual. O diretor desportivo para as modalidades apontou ao título nacional, explicou a lógica de renovação do plantel e deixou claro que a aposta na formação terá de caminhar lado a lado com a competitividade imediata. No centro da mensagem, uma ideia simples e firme: “vamos constituir uma equipa competente e competitiva”.

O momento é de mudança, mas não de hesitação. Com Carlos Martingo a iniciar um novo ciclo no andebol portista, Mário Santos colocou o foco onde o clube costuma colocá-lo: vencer, renovar e voltar a atacar um objetivo que, segundo afirmou, tarda em regressar.


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Questionado sobre o significado da escolha do novo treinador, o dirigente enquadrou a decisão como o ponto de partida para uma fase diferente, sustentada também no conhecimento profundo que Carlos Martingo tem da base jovem do clube.

“É uma aposta num novo ciclo, com um novo treinador, mas sempre com os mesmos objetivos, que é ganhar.”, afirmou. “Temos a noção de que é um treinador que conhece bem os nossos atletas, especialmente os mais jovens, que trabalham com ele há mais tempo. Como é evidente, uma das nossas fortes apostas é renovar a equipa com atletas da formação do FC Porto.”

Existe aqui uma dupla intenção que não se esconde: mudar sem perder identidade. O novo ciclo não surge como rutura, mas como continuação de uma cultura de exigência, agora com espaço reforçado para a formação assumir protagonismo.

Quando o tema passou para os objectivos da época, Mário Santos não procurou refúgio em generalidades. Foi direto ao essencial e colocou o campeonato como prioridade máxima.

“Como é evidente, o grande objetivo é conquistar o título nacional, algo por que ambicionamos.”, sublinhou. “É com esse objetivo que vamos preparar a nossa equipa e os nossos atletas, pois é um título que nos foge há algum tempo e não queremos que esse cenário se prolongue.”

O discurso não deixou margem para leituras tímidas. Mais do que uma ambição protocolar, o título nacional surgiu como urgência competitiva e como forma imediata de avaliar a força deste novo projecto.

Na construção do plantel, o dirigente voltou à figura de Carlos Martingo e ao seu percurso no trabalho com jovens, mas fez questão de alargar o horizonte. A formação é um pilar, não um dogma; o critério decisivo continuará a ser a capacidade para representar o emblema portista ao nível exigido.

“O Carlos Martingo tem esse passado e esse histórico de trabalhar com jovens, mas vamos constituir uma equipa competente e competitiva.”, explicou. “Se possível, com atletas da formação, mas acima de tudo com atletas que estejam ao nível necessário para representar o FC Porto e competir. Felizmente, a nossa formação tem dado muitos frutos e muitos atletas que conseguem competir a alto nível, também graças ao trabalho dele. Vamos tentar fazer essa junção de atletas da nossa formação com outros talentos do andebol português.”

Fica assim traçado um modelo de equilíbrio entre identidade e rendimento. O FC Porto quer olhar para dentro sem fechar a porta ao que de melhor existir no andebol português, tentando juntar o crescimento dos seus jovens com a urgência de voltar a ganhar.

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