Blog do São Paulo
·8 juin 2026
Massis, Presidente do São Paulo, deve viajar para assistir na estreia da Seleção na Copa do Mundo 2026

In partnership with
Yahoo sportsBlog do São Paulo
·8 juin 2026

GRUPO DE WHATSAPP: https://shortlink.uk/1rQK8
A CBF voltou a chamar atenção nos bastidores do futebol nacional ao convidar dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B para acompanhar a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. A entidade comandada por Samir Xaud ficará responsável por todas as despesas da viagem, incluindo passagens aéreas, hospedagem, alimentação e ingressos para a partida contra o Marrocos.

Mais do que assistir ao jogo da Seleção, a viagem tem um objetivo estratégico. A CBF agendou uma reunião com os dirigentes para discutir temas considerados fundamentais para os próximos anos do futebol brasileiro: o Fair Play Financeiro e a criação de uma liga unificada para organizar o Campeonato Brasileiro.
O encontro pode representar mais um passo importante na tentativa de aproximar os dois blocos que atualmente dividem os clubes do país: a Libra e a Futebol Forte União (FFU). Nos bastidores, a avaliação é que a presença da CBF será decisiva para viabilizar um modelo único de liga, algo que ainda encontra resistência e interesses divergentes entre os clubes.
Outro tema que deve dominar as conversas é o Fair Play Financeiro. Apesar de o sistema já ter sido aprovado, muitos dirigentes ainda possuem dúvidas sobre regras, limites de gastos, endividamento e possíveis punições. A expectativa é que a entidade utilize a reunião para esclarecer pontos que seguem gerando debates entre os clubes.
Representantes da Major League Soccer (MLS) também participarão do encontro. A ideia da CBF é conhecer mais de perto o modelo de gestão da liga norte-americana, frequentemente apontado como referência em governança, organização comercial e controle financeiro.
Para o São Paulo, a discussão ganha importância especial. O clube atravessa um período de ajustes financeiros, trabalha para reduzir seu endividamento e precisará se adaptar às exigências do Fair Play Financeiro nos próximos anos. Além disso, qualquer avanço na criação de uma liga unificada pode impactar diretamente futuras receitas de televisão, marketing e distribuição comercial.
A iniciativa, porém, também gerou questionamentos nos bastidores. Há dirigentes e torcedores que enxergam a viagem como uma aproximação política da nova gestão da CBF com os clubes, especialmente em um momento de negociações importantes para o futuro do futebol brasileiro.
Independentemente das interpretações, uma coisa é certa: as reuniões em Nova York podem ter consequências muito maiores do que os 90 minutos da estreia da Seleção na Copa do Mundo.







































