Portal dos Dragões
·24 avril 2026
Miguel Coelho: “A paixão que as pessoas têm pelo FC Porto dá campeonatos”

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O FC Porto derrotou o Benfica no jogo decisivo das meias-finais da Liga de voleibol, por 3-1, e Miguel Coelho destacou “a mentalidade”, “o caráter e a personalidade” de um grupo que afastou “uma grande equipa, o Campeão Nacional em título” e assegurou o apuramento para a final. No rescaldo do clássico, o treinador azul e branco deixou ainda uma palavra de agradecimento aos 1.653 portistas que encheram as bancadas do Dragão Arena: “O apoio dos adeptos foi fundamental. Esta paixão que as pessoas têm pelo FC Porto dá pontos e campeonatos”.
O fator casa“O apoio dos adeptos foi fundamental. Não nos podemos queixar de falta de apoio nos nossos jogos. Não foi por isso que perdemos. Se há coisas que não nos podemos queixar é de falta de apoio. Os portistas são incríveis e estar aqui em baixo é um privilégio muito grande e um sentimento diferente. Esta paixão que as pessoas têm pelo FC Porto dá pontos e dá campeonatos, como aconteceu há dois anos.”
As meias-finais“Estamos a jogar contra uma grande equipa, o Campeão Nacional em título, que apesar de este ano ter tido altos e baixos, ainda teve uma boa participação na Champions e inclusive ganhou a uma equipa que está na final. Este foi o nosso primeiro passo. Fala-se muito sobre o FC Porto e sobre o orçamento desta equipa, mas eu nunca vi uma nota de 20 a marcar pontos. Constrói-se a imagem de que o FC Porto é uma equipa inatingível porque investiu 300 milhões de euros na equipa, mas isso é mentira. Tanto nós, como o Benfica e o SC Braga, que é o nosso próximo adversário, temos orçamento para lutar pelo título. Não se pode construir esta narrativa em torno da equipa e exigir que o FC Porto ganhe 3-0 a toda a gente. Temos o orçamento que temos, mas também temos muito caráter dentro da equipa e isso viu-se nos cinco jogos deste play-off, bem como na fase regular e na final da Taça.”
Análise ao adversário“Temos de lutar muito enquanto equipa. Hoje houve uma grande equipa a ganhar. Valorizo muito o trabalho que o Benfica fez neste play-off, mas nós merecíamos ganhar porque estivemos em vantagem nos cinco jogos. É verdade que perdemos os últimos dois em casa e isso custou-nos muito, mas este grupo não merecia ficar fora desta final pelo caráter e pela personalidade que tem. Houve várias vezes em que sentimos que não fomos competentes, principalmente nos jogos em casa, mas o Benfica tem qualidade e consegue competir mesmo sem algumas atletas, o que prova que o plantel delas é muito vasto e que elas fizeram um grande trabalho. Ficou uma grande equipa pelo caminho, mas passou uma grande equipa à final e é um desfecho mais do que justo. A mentalidade destas atletas tem de ser realçada, porque é fora do normal.”
A final contra o SC Braga“Diz-se que o FC Porto não roda a equipa e que as atletas estão cansadas, mas eu gostava que os treinos fossem abertos para verem como é que estas jogadoras aparecem para treinar no dia a seguir a perderem 3-2. Quando cheguei ao FC Porto, vim assistir a um jogo de andebol contra o Sporting e o Fernando Santos disse-me que eu ia perceber que neste Clube temos de lutar contra tudo e contra todos. Nunca gostei desse cliché, mas de facto há habilidosos que pegam nestes temas e que nos ajudam a perceber que é verdade. O voleibol não é um desporto de fadiga, ao contrário do futebol, do andebol, do basquetebol e do hóquei em que o cárdio leva os atletas a outro tipo de fadiga que, muitas vezes, não permite treinar no dia seguinte. No voleibol não se perde nem se ganha por fadiga. Isso é um mito em que muita gente acredita, mas que não foi criado por ninguém do FC Porto. Tivemos uma meia-final a cinco jogos e o SC Braga só fez três e jogou muitíssimo bem. Para mim, não há melhor forma de preparar a equipa do que durante a competição. Agora temos dois dias para preparar toda a gente e, no domingo, posso garantir que está toda a gente fresca, orgulhosa e com sentido de competência. Não há nada que bata uma equipa assim.”
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