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·11 mars 2026

Ministério Público pede informações sobre inquérito da confusão em Cruzeiro x Atlético-MG

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Polícia Civil informações sobre o andamento das investigações relacionadas à briga generalizada entre jogadores de Cruzeiro e Atlético-MG, ocorrida no último domingo (8), durante a final do Campeonato Mineiro, no Mineirão, em Belo Horizonte.

O episódio, que terminou com 23 expulsões, passou a ser analisado também sob a perspectiva de possível responsabilização criminal.


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De acordo com O Tempo, o pedido foi formalizado nesta quarta-feira (11) por meio de um ofício assinado pelo promotor de Justiça Giovani Avelar Vieira, coordenador do Grupo de Intervenção Estratégica de Segurança Pública (GIE-Torcidas).

No documento, o Ministério Público solicita esclarecimentos sobre as providências adotadas pela Polícia Civil, incluindo a confirmação da abertura de inquérito e o estágio atual das diligências.

Segundo a Promotoria, os episódios registrados durante o clássico ultrapassaram os limites da disputa esportiva e podem, em tese, caracterizar o crime de rixa, previsto no artigo 137 do Código Penal.

A legislação define esse tipo de delito quando três ou mais pessoas participam de uma briga com agressões físicas mútuas. A pena prevista varia de 15 dias a dois meses de detenção, ou pagamento de multa.

No ofício enviado à Delegacia de Eventos e Proteção ao Turista, responsável pela investigação, o Ministério Público destaca que as agressões entre atletas das duas equipes foram amplamente divulgadas e tiveram repercussão internacional. A Promotoria também lembra que os fatos foram registrados na súmula da partida elaborada pelo árbitro Matheus Candançan.

O documento oficial do jogo relata a expulsão de 23 jogadores ao final do confronto.

Pelo Cruzeiro, receberam cartão vermelho Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, João Marcelo, Kauã Prates, Lucas Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace, Fagner, Gerson e Kaio Jorge.

Já do lado do Atlético foram expulsos Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan Tressoldi, Alan Minda, Preciado e Cassierra.

Em nota enviada à imprensa, a Polícia Civil informou que instaurou um procedimento para apurar a pancadaria ocorrida nos minutos finais da decisão. A investigação leva em conta não apenas o relato do árbitro na súmula, mas também imagens e vídeos registrados durante o tumulto. A análise do material pode resultar na identificação de outros envolvidos além dos atletas expulsos.

Após a conclusão das diligências, o inquérito será encaminhado ao próprio Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia contra os possíveis responsáveis ou se arquiva o caso.

Caso haja acusação formal, o processo será julgado pela Justiça comum, já que se trata de eventual crime previsto no Código Penal. O Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) prevê punições esportivas, como suspensões por várias partidas, para jogadores envolvidos em agressões ou confusões durante partidas oficiais.

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