AVANTE MEU TRICOLOR
·14 février 2026
Morre Paulo Planet Buarque, que criou camisa esquisitona do São Paulo e bateu em árbitro na Copa do Mundo

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Mais velho conselheiro vitalício do São Paulo, morreu nesta sexta-feira (13) o jornalista Paulo Planet Buarque, aos 98 anos, na capital paulista. O clube do Morumbi lamentou a perda por meio de suas redes.
Nascido no dia 8 de outubro de 1927, Paulo Planet foi um dos grandes cardeais da história do clube. Ligado ao Tricolor desde os idos de 1939, quando o time ainda atuava no campo da Rua da Mooca, tornou-se sócio em setembro de 1942. Em pouco tempo assumiu posições chaves na entidade. Foi eleito por cinco mandatos consecutivos, entre 1954 e 1970, para o Conselho Deliberativo, até ser intitulado conselheiro vitalício em 1973.
Antes disso, já fora figura de destaque revolucionando a comunicação do Tricolor como diretor do departamento de propaganda entre 1954 e 1956, e tomando frente no grande sonho do são-paulino: a construção do Morumbi, como membro da Comissão Pró-Estádio.
A postura e as ações de Planet logo lhe valeram o honroso título de sócio benemérito (em outubro de 1960. Algum tempo depois, pôs-se à prova, também, no comando do departamento de futebol profissional do clube – sendo ele, inclusive, o responsável pelo desenvolvimento de uma camisa especial e icônica do Tricolor, poucas vezes utilizada no ano de 1966.
Planet nunca gostou do fato do Tricolor usar sempre os mesmos uniformes e por isso lutou para que o clube criasse alternativas de estilos. Visionário, achava que a venda de camisas poderia ser uma fonte de renda. O fardamento de 1966, aliás, pode ser classificado como o primeiro na história do futebol brasileiro a ter um evento de lançamento, que contou com jornalistas e convidados jogando um amistoso no Morumbi (veja a foto abaixo).
Em 1994, fora agraciado com a comenda da Ordem da Perseverança São-Paulina e, dois anos depois, elegeu-se presidente do Conselho Deliberativo, fato que repetiu no ano 2000, permanecendo no posto até 2002.
Nas décadas seguintes ainda ocupou alguns cargos de consultoria e administração no clube – chegando, até mesmo, a assumir a presidência interina do Tricolor em dezembro de 2005, enquanto o presidente efetivo, Marcelo Portugal Gouvêa, acompanhava a delegação são-paulina campeã do mundo no Japão.
Proeminente, foi eleito em 2014 presidente de outro grande poder do clube, o Conselho Consultivo, que chefiou até março de 2015.
Fora do São Paulo, Planet também construiu uma exímia carreira. Formou-se em Direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1954. Rapidamente enveredou-se no jornalismo, especialmente o esportivo. Trabalhou na Rádio Record, na Rádio Pan-Americana, na Rádio Bandeirantes, e no jornal A Gazeta Esportiva. A qualidade de seus trabalhos foi reconhecida por meio de 11 troféus Roque Pintos de melhor comentarista esportivo e outros dois de melhor apresentador de TV.
Participou, inclusive, da cobertura de sete Copas do Mundo (entre 1950 e 1974). Em 1958, especialmente, auxiliou o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho no famoso plano de ação da Confederação Brasileira de Desportos – CBD que culminou com a inédita conquista da Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.
Na cobertura do Mundial de 1954, protagonizou um episódio curioso, quando agrediu o árbitro Artur Elis junto do volante são-paulino Bauer, titular, após a eliminação da Seleção Brasileira para a Hungria nas quartas de final.

Planet cai na porrada em plena Copa de 1954 (Morumbiteca)

Planet ao lado de Leônidas: ele foi um dos maiores incentivadores da contratação do veterano carioca e depois virou seu amigo pessoal (Morumbiteca)

Planet (o primeiro à esquerda) ao lado de outros jornalistas vestindo a sua orgulhosa (ou seria duvidosa) criação (Morumbiteca)









































