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·13 mars 2026
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O ex-jogador ZĂ© Roberto falou abertamente sobre sua trajetĂłria no futebol, em entrevista para o Abre Aspas, do ge.
Com passagens marcantes por grandes clubes e pela Seleção Brasileira, ele compartilhou os altos e baixos de uma carreira que durou até os 43 anos, com destaque para uma explicação inusitada pelo "flop" no poderoso Real Madrid.
VĂcio em videogame
O inĂcio da jornada europeia nĂŁo foi como o esperado. Contratado pelo Real Madrid aos 21 anos, recĂ©m-casado, ZĂ© Roberto confessa que a falta de maturidade e o vĂcio em videogame o prejudicaram.
"O videogame me atrapalhou muito... Um dos meus sonhos... era ter um PlayStation. E a gente comprou... namorava o dia todo e, Ă noite, ia jogar videogame," revelou o ex-jogador, explicando como o estresse de tentar "zerar" jogos como Crash Bandicoot o levou a comer de madrugada e, consequentemente, a perder a forma fĂsica. "Isso Ă© algo que tira a concentração e o foco de muitos atletas hoje", reflete. A passagem pelo clube espanhol durou pouco mais de um ano, com 21 partidas disputadas.
A reviravolta e a disciplina fĂsica
ApĂłs retornar ao Brasil por um breve perĂodo no Flamengo, ZĂ© Roberto voltou para a Europa, dessa vez para o Bayer Leverkusen, na Alemanha.
Essa experiĂŞncia o fez perceber a importância da preparação fĂsica. Mais tarde, aos 35 anos, de volta ao Bayern de Munique, ele consolidou sua rotina de cuidados com o corpo, algo que mantĂ©m atĂ© hoje.
Sobre sua disciplina, ele até ousou se comparar com Cristiano Ronaldo: "Quando eu jogava, acho que sim [era mais disciplinado]. Depois que encerrei a carreira, ainda sou um cara muito regrado, disciplinado".
Decepções na Seleção e o racismo
ZĂ© Roberto nĂŁo escondeu a tristeza por ter ficado fora da Copa do Mundo de 2002: "Fiquei chateado? Claro, eu nem vi a Copa. Eu vivi o meu luto ali".
Ele tambĂ©m relembrou a eliminação na Copa de 2006, afirmando que a Seleção Brasileira era a favorita, mas que faltou preparo fĂsico para alguns jogadores.
Sobre o racismo no futebol, Zé Roberto foi taxativo: "Para mim, o racismo é um câncer que ainda não descobriram a cura... É repudiante você falar de racismo nos tempos de hoje e ainda não ter uma punição severa".
A vida apĂłs o futebol
Aos 51 anos, Zé Roberto se diz na "melhor fase da vida". Atualmente, ele se dedica a dar palestras motivacionais e a atuar como mentor para jovens atletas, além de inspirar seus seguidores com sua rotina de treinos nas redes sociais. "Ser inspiração é o que mais me motiva. Isso traz propósito para mim".
Ele também elogiou Neymar e acredita em seu potencial para a Copa de 2026: "Na última convocação não tem nenhum jogador com o talento e a qualidade do Neymar. Agora imagina ele bem fisicamente. Não tem como não convocar".

📸 PIERRE-PHILIPPE MARCOU - 2004 AFP









































