Esporte News Mundo
·31 mars 2026
‘Não é Vasco’, detona Textor sobre polêmicas no Botafogo

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·31 mars 2026

O ambiente nos bastidores do Botafogo voltou a esquentar nos últimos dias. Em meio a um cenário de divergências internas, o empresário John Textor, controlador da SAF alvinegra, fez novas cobranças públicas ao clube associativo pela não liberação da segunda parcela de um empréstimo firmado em fevereiro. Segundo ele, a falta de assinatura do presidente João Paulo Magalhães impede a entrada de recursos considerados estratégicos para o fluxo financeiro do futebol.
A operação envolve investidores como GDA Luma Capital e Hutton Capital, e inclui uma cláusula sensível: a possibilidade de conversão da dívida em participação societária na SAF. Na primeira parcela, de US$ 25 milhões, o montante foi liberado mesmo sem a assinatura do documento — o que, na prática, transformou o aporte apenas em dívida, sem previsão de entrada acionária. Desta vez, porém, os investidores adotaram postura mais cautelosa e condicionaram a liberação ao aval formal do clube social.
Textor tem sido incisivo ao criticar a postura do associativo. Em declarações recentes, ele afirmou que a falta de assinatura trava a chegada de “financiamento saudável” e classificou o clube social como parte do problema neste momento. O dirigente também comparou a situação com a SAF do Vasco da Gama, citando disputas judiciais que resultaram na perda de controle por parte de investidores estrangeiros, para reforçar que não há quebra de contrato no caso alvinegro.
Outro ponto levantado pelo empresário envolve decisões judiciais que teriam impactado diretamente o caixa da SAF. Ele mencionou o bloqueio de receitas de transferências que poderiam somar cerca de US$ 34 milhões, incluindo negociações envolvendo atletas como Danilo e Carlos Andrés Montaño. Para Textor, impedir essas entradas financeiras e, ao mesmo tempo, cobrar estabilidade econômica da gestão representa uma contradição.
Do lado do clube social, o discurso é de cautela e proteção institucional. Em resposta a um torcedor nas redes sociais, João Paulo Magalhães defendeu a postura adotada e demonstrou desconfiança em relação aos investidores estrangeiros. Segundo ele, decisões mais amplas ainda não foram divulgadas oficialmente por envolverem questões sensíveis para o futuro da instituição.
O dirigente também destacou o papel histórico do associativo na construção do clube ao longo de décadas e reforçou a necessidade de buscar soluções que garantam segurança a longo prazo. Nos bastidores, há ainda o receio de atritos com a Ares Management, que mantém relações com os novos investidores em outros negócios internacionais.
Sem previsão para a assinatura do documento, o impasse segue indefinido. Enquanto isso, a SAF aguarda a liberação dos recursos para manter o planejamento financeiro, e o clube social insiste em avaliar os riscos antes de qualquer decisão. O resultado desse embate pode ser determinante para os próximos passos do Botafogo dentro e fora de campo.









































