Nome de ex-presidente da CBF afastado após escândalo ganha força como candidato da oposição no São Paulo | OneFootball

Nome de ex-presidente da CBF afastado após escândalo ganha força como candidato da oposição no São Paulo | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: AVANTE MEU TRICOLOR

AVANTE MEU TRICOLOR

·18 mai 2026

Nome de ex-presidente da CBF afastado após escândalo ganha força como candidato da oposição no São Paulo

Image de l'article :Nome de ex-presidente da CBF afastado após escândalo ganha força como candidato da oposição no São Paulo

Uma notícia de bastidores sacudiu a internet são-paulina no domingo (17), quando foi apurada uma mudança no cenário eleitoral do clube para a sucessão do presidente Harry Massis, prevista para dezembro.

Lideranças da oposição a Massis avançaram nas articulações para lançar uma chapa encabeçada por Rogério Caboclo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), tendo Vinícius Pinotti como candidato a vice-presidente.


Vidéos OneFootball


A aliança contabiliza atualmente o apoio de cerca de 120 dos 250 conselheiros aptos a votar no pleito. Para a presidência do Conselho Deliberativo, o nome que ganha força nos bastidores é o de Caio Forjaz, avaliado positivamente pelo grupo.

A configuração atual representa uma guinada nas discussões da ala oposicionista. Até poucos dias atrás, o empresário Dáurio Speranzini era tratado como a principal opção para liderar o bloco. No entanto, a viabilidade de seu nome perdeu força diante da crescente resistência entre sócios e conselheiros.

Integrantes do grupo admitem que embora Speranzini seja considerado preparado para a função, o desgaste político em torno da revelação do envolvimento de seu nome na Operação Lava-Jato, em 2018, quando chegou a ser preso, inviabilizou a construção de uma candidatura competitiva. Críticas recorrentes ao empresário nos bastidores do clube passaram a influenciar diretamente o colégio eleitoral. Uma decisão tomada no início do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal, no entanto, o absolveu, por falta de provas.

Diante do recuo de Speranzini, Rogério Caboclo consolidou-se como a principal alternativa. Interlocutores apontam que o ex-dirigente intensificou o diálogo com diferentes correntes políticas do clube nos últimos dias e demonstrou disposição para concorrer ao cargo. Aliados defendem que ele reúne experiência administrativa e trânsito entre os conselheiros, embora reconheçam que seu nome ainda enfrenta resistência interna.

A potencial candidatura de Caboclo também traz de volta ao debate sua gestão na CBF, entre 2019 e 2021. O período foi interrompido após denúncias de assédio moral e sexual feitas por uma funcionária da entidade, o que motivou investigações internas e processos judiciais.

O nome de Caboclo não foi bem recebido nas redes sociais, por conta justamente das denúncias de quando presidia a CBF. Na época, áudios de uma conversa imprópria com ela foram divulgados pela ‘TV Globo’. O dirigente classificou suas falas como “brincadeiras inadequadas”. Ele sempre negou as acusações e foi absolvido na Justiça no início de 2024.

O ex-presidente da CBF é conselheiro vitalício, mas pouco ativo no São Paulo. Os registros da participação de sua família no clube remontam aos anos 1960 e seu pai, por exemplo, participou a gestão de Henri Aidar, no início da década seguinte.

A iniciativa de trocar Speranzini por Caboclo partiu de Pinotti, líder do grupo Novo São Paulo, uma dissidência do Participação, que passou de situacionista a oposicionista nos últimos meses. Na visão do ex-diretor de futebol, a composição anterior não estaria sendo bem recebida por sócios.

Com Pinotti, Cabloco e outros, a oposição são-paulina ganha nova configuração e se vê formada por ex-apoiadores de Julio Casares. O bloco ganhou força nos últimos dias com a adesão de Olten Ayres de Abreu, presidente afastado do Conselho Deliberativo e negocia apoio público de nomes de peso da política, como os dos ex-presidentes José Mesquita Pimenta e Fernando Casal de Rey.

À propos de Publisher