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·20 mars 2026

O futuro do Real Madrid está em casa?

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Grande mérito de Arbeloa é quebrar paradigmas e construir uma ponte entre La Fábrica e o time principal do Real Madrid como há muito não se via

Ainda é cedo para qualquer conclusão sobre a trajetória de Álvaro Arbeloa como técnico do Real Madrid. É uma temporada bastante oscilante da equipe, e essa dinâmica não se alterou com o ex-lateral no comando. Já teve partidas muito ruins, como diante do Benfica na última rodada da fase de liga da Champions, e outras exibições bastante boas, como contra o City no Bernabéu na partida de ida das oitavas de final. A primeira oportunidade de avaliação virá ao final da temporada, não antes disso.

Mas um mérito já pode ser atribuído ao treinador desde agora. A convicção para dar espaço aos garotos da base no time principal. Desde que Arbeloa assumiu, oito jogadores que não constam entre os 25 do elenco profissional já tiveram minutos. Thiago Pitarch, David Jiménez, Manuel Ángel, César Palacios, Jorge Cestero, Daniel Yañéz, Diego Aguado e Daniel Mesonero. O jogo contra o Elche por LaLiga foi o auge dessa estratégia. Em todas as substituições feitas na partida, Arbeloa deu entrada a canteranos. O Real Madrid acabou aquela partida com sete jogadores formados em La Fábrica, se considerarmos também Carvajal, Gonzalo e Fran García, que têm vaga no plantel principal.


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As muitas lesões influenciam nesse contexto, mas não são a única explicação. Basta perceber que Carlo Ancelotti também sofreu com jogadores machucados na última temporada e não olhou com o mesmo carinho que Arbeloa para as categorias de base. Naturalmente, nem todos os garotos vão fazer carreira no elenco principal do Real Madrid. O olimpo do futebol mundial é para poucos. Mas a filtragem já começou e se dela emergirem, digamos, quatro ou cinco garotos com condição de se consolidarem em Chamartín, já será uma grande notícia. Formados na casa e incutidos desde cedo com DNA e valores madridistas, podem se tornar os líderes do futuro, a espinha dorsal de um plantel que siga fazendo do Real Madrid o maior clube do mundo.

Thiago Pitarch, o escolhido

De todos os pupilos de Arbeloa, o meio-campista é o que aponta mais alto no momento. O camisa 45 emendou cinco jogos como titular seguidos, entre a derrota para o Getafe e a vitória contra o Manchester City no jogo de volta das oitavas da UCL. É um meia moderno, que vai e volta, ataca e defende, tem muito pulmão e cobre muito campo. Não se esconde do jogo, sempre se oferece para jogar. Tem critério na saída de bola e criatividade na armação, dividindo responsabilidades com Arda Güler nesse aspecto. À medida que ganhar maturidade, pode se tornar o ritmista que tanta falta faz ao Madrid hoje em dia. Precisa também ganhar força física para prevalecer nos duelos, algo natural para quem tem apenas 18 anos.

Arbeloa contra a cultura dos últimos anos

Neste século, a linha direta entre o Castilla e oportunidades de fato relevantes no time de cima é praticamente inexistente, exceto em casos absolutamente emergenciais, como aconteceu com Raúl Asencio e Gonzalo García. A política predominante é formar jogadores e emprestá-los a outros clubes para o pontapé inicial em suas carreiras profissionais. Se tiverem bom rendimento, o Real Madrid então procede a resgatá-los. Do plantel atual, nomes como Álvaro Carreras, Fran García, Fede Valverde e até Dani Carvajal passaram por esse processo.

É impossível prever o futuro de Álvaro Arbeloa como técnico madridista. Se será uma figura histórica ou terá uma passagem fugaz. Seja como for, ele ensina uma lição importante, a ser aprendida e abraçada por todos dentro do clube. La Fábrica tem plenas condições de, no mínimo, dar suporte ao elenco principal. Só precisa de mais oportunidades. As cessões e posteriores resgates podem e devem conviver com a ideia de usar jogadores do Castilla. As duas estratégias podem render bons frutos ao Madrid.

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