O pós-jogo em São Januário entrega muito do porquê o Inter está nessa situação!
Braian Aguirre foi substituído aos 16 minutos de partida. Saiu irritado e chorando muito. No banco, só o Alan Benítez e o Borré foram lhe consolar. Os demais só olharam do banco. Borré foi o que mais ficou ao lado dele. Benítez lhe abraçou e tal, mas foi Borré quem ficou falando coisas ao ouvido e abraçando pra acalmá-lo. Os únicos.
Após as entrevistas, o grupo de jogadores teve que jantar no vestiário do São Januário. Fizeram isso porque o elenco iria direto para o aeroporto. Só que Ramón não ficou com eles. Ele passou direto pro ônibus e ficou lá. Todo elenco no vestiário, com os dirigentes e outros membros da comissão e o chefe máximo foi pro ônibus sozinho.
Ou quase sozinho. Carbonero comeu rápido e passou pro ônibus antes que todo mundo. Detalhe que todo o resto dos jogadores saiu do vestiário coisa de meia hora depois. O Carbonero passou sozinho, completamente isolado. Isso bate com as informações do ambiente dele no vestiário não ser bom.
Só dois jogadores falaram com a imprensa. Alan Patrick falou com a televisão e não quis dar entrevistas depois. Na saída do gramado, ele disse que precisam ser realistas, por mais que dependam só deles mesmos. Já tiveram atuações que dão confiança para salvar, mas essa situação atual é delicada e incomoda. Tem que encarar de frente, cabeça erguida, ter responsabilidade e ser homem. Só depende do Inter e vão lutar até o final.
Vitão foi o único que parou para os repórteres que estavam na porta do vestiário. Em uma reposta apenas, pediu para dar um recado para o torcedor. O recado é que não vão cair, não. Não vão cair. Na fase boa e ruim estão ali de peito aberto. Ser Inter é para quem acredita e eles têm que ser os primeiros a acreditar. Não irão cair e vão jogar até a vida.