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·17 juin 2026

Oposição vence mais uma no Conselho e aprova implementação de urna eletrônica nas eleições do São Paulo

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O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, por ampla maioria, a implementação do voto eletrônico para os processos eleitorais da instituição. A pauta foi sugerida e encampada por conselheiros de oposição à atual gestão, mas não enfrentou resistência da situação.

Em votação realizada pelo órgão colegiado, a proposta recebeu 197 votos favoráveis, 11 abstenções e apenas um contra, consolidando uma importante mudança estatutária e operacional no sistema político do clube.


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Com a aprovação da matéria, o novo formato já será adotado no pleito programado para o final deste ano, que definirá as 100 novas cadeiras de conselheiros do Tricolor.

De acordo com as diretrizes aprovadas, o processo de votação utilizará urnas eletrônicas oficiais cedidas por empréstimo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou, alternativamente, um sistema de tecnologia equivalente que preencha integralmente os mesmos requisitos de segurança, auditabilidade e criptografia exigidos pela Justiça Eleitoral brasileira.

Mudança importante

O debate atende a um requerimento formalizado por um grupo de associados, que reuniu mais de 120 assinaturas — quórum estatutário necessário para forçar a apreciação da matéria pelo colegiado. O movimento foi capitaneado pelo grupo político Nova Era Tricolor, de oposição.

O cerne da proposta reside na ampliação e obrigatoriedade do uso do voto eletrônico no clube. Embora o formato digital já possua previsão em cenários específicos, o modelo majoritário do São Paulo ainda se baseia em cédulas físicas de papel.

O atual modelo de votação é alvo de contestações históricas devido à sua dinâmica operacional.

Nos pleitos para o Conselho Deliberativo, realizados trienalmente, os eleitores precisam selecionar até 20 nomes em uma lista de aproximadamente 200 candidatos.

Pelo fato de o preenchimento manual ser moroso, consolidou-se no clube a prática da “cola”: chapas e correntes políticas distribuem cédulas previamente preenchidas aos associados, que apenas as depositam nas urnas.

Opositores do sistema argumentam que o método compromete o sigilo do voto e abre margem para pressões políticas assemelhadas ao voto de cabresto.

Detalhes da proposta e auditoria

O novo projeto prevê a implementação de cabines individuais de votação com telas eletrônicas, exibindo o nome e a fotografia do candidato antes da confirmação do voto. O texto também estipula mecanismos de auditoria e fiscalização acessíveis a todas as chapas concorrentes.

O voto impresso não seria extinto, mas restrito a contingências excepcionais, tais como falhas técnicas generalizadas ou interrupção no fornecimento de energia elétrica. Mesmo nestes casos de exceção, a proposta sugere um controle mais rígido, determinando que a entrega da cédula física ocorra estritamente dentro da cabine de votação, coibindo a circulação de listas pré-preenchidas.

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