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·20 février 2026

Organizada do Palmeiras assume culpa e processo por morte de torcedor cruzeirense avança

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O Palmeiras apresentou novos elementos ao Tribunal de Justiça de São Paulo na tentativa de se retirar do processo que pede mais de R$ 22 milhões em indenizações pela morte de um torcedor do Cruzeiro, ocorrida após uma emboscada em outubro de 2024. A informação foi divulgada inicialmente pela ESPN Brasil.

A principal novidade é um documento no qual a torcida organizada Mancha Alviverde assume integralmente a responsabilidade civil pelo episódio.


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O material apresentado pelo clube paulista é um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a organizada e o Ministério Público de São Paulo, em 5 de novembro do ano passado, onde a Mancha reconhece que a emboscada foi planejada, organizada e executada por seus integrantes, além de assumir o compromisso de indenizar as vítimas pelos danos causados.

Segundo o TAC, a organizada se compromete a pagar R$ 2 milhões a título de indenizações mínimas por danos materiais e morais.

Do valor, R$ 1 milhão será destinado aos herdeiros do torcedor cruzeirense José Victor dos Santos Miranda, morto no ataque, outros R$ 200 mil irão para a empresa proprietária dos ônibus incendiados, R$ 250 mil para o Fundo Municipal de Segurança Pública de Mairiporã, além de valores reservados às vítimas sobreviventes que sofreram lesões corporais.

Com base nesse reconhecimento formal, o Palmeiras sustenta que não deve permanecer como réu nas ações movidas pela família da vítima, e a defesa do clube argumenta, em petição encaminhada à Justiça, que o acordo firmado pela torcida organizada comprova a ilegitimidade do time para figurar no polo passivo do processo e pede a extinção da ação sem julgamento do mérito.

Porém, a família de José Victor ingressou com diversas ações contra o Palmeiras no fim de 2024, responsabilizando também o clube pela tragédia. Os processos foram abertos pelo pai, mãe, filho, irmãos e avós da vítima, somando pedidos que ultrapassam os R$ 20 milhões, além de honorários advocatícios de 10%, o que eleva o valor total para mais de R$ 22 milhões.

O CRIME

O crime ocorreu em 27 de outubro de 2024, na Rodovia Fernão Dias, no município de Mairiporã, região metropolitana de São Paulo.

De acordo com o Ministério Público, integrantes da Mancha Alviverde interceptaram dois ônibus da torcida cruzeirense Máfia Azul, lançaram pedras, bolas de bilhar e fogos de artifício, incendiaram os veículos e agrediram torcedores com pedaços de madeira e barras de ferro.

Além da morte de José Victor, outras 15 pessoas ficaram feridas. Mais de 20 membros da organizada palmeirense foram presos.

Internamente, o Palmeiras afirma que foi surpreendido pelos processos e reforça que mantém relação rompida com a Mancha Alviverde, e a presidente Leila Pereira adotou medidas contra a organizada e chegou a obter medidas protetivas contra integrantes do grupo.

O clube também sustenta que o crime ocorreu fora de dias de jogos e em uma rodovia, sem ligação direta com atividades oficiais da agremiação.

No próprio TAC, além das indenizações, a Mancha Alviverde assume obrigações adicionais, como manter um cadastro atualizado de todos os seus associados, com nome, CPF, telefone e registro fotográfico, a ser enviado periodicamente à Federação Paulista de Futebol e à Promotoria de Justiça de Mairiporã.

Além disso, a organizada se compromete a adotar medidas para promover uma cultura de paz e a participar de reuniões com órgãos de segurança pública e autoridades. Com o acordo, a Mancha solicita ainda o retorno aos estádios, embora seus principais líderes sigam presos.

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