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·21 avril 2026
Os amistosos do Brasil trazem sorte para a Seleção antes dos grandes torneios?

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A Seleção Brasileira, atualmente comandada por Carlo Ancelotti, já está classificada para a próxima Copa do Mundo e disputará, nos próximos meses, uma série de amistosos para encontrar a melhor forma de jogo.
De olho na Copa do Mundo de 2026, que será disputada no Canadá, Estados Unidos e México, os verde-e-amarelos partem com grandes expectativas, apoiados por uma tradição que os coloca entre as seleções mais vitoriosas da história do futebol. No entanto, os números revelam uma realidade diferente: o Brasil não vence uma Copa do Mundo desde 2002 e, desde então, nem mesmo conseguiu chegar a uma final.
Nesse contexto, surge uma questão interessante: os amistosos pré-torneio podem ser um indicador confiável para prever o desempenho do Brasil nas competições oficiais? Embora o campeonato brasileiro tenha começado há pouco e as apostas Brasileirão indiquem, no momento, que os favoritos dos torcedores e especialistas são o Palmeiras e o Flamengo, a atenção dos torcedores está totalmente voltada para o início iminente da Copa do Mundo, inclusive do ponto de vista da superstição. Justamente por esse motivo, observar os resultados dos amistosos pode oferecer pistas interessantes, mesmo que nem sempre determinantes.
O último título mundial do Brasil, conquistado em 2002 na Coreia do Sul e no Japão, representa um caso emblemático para analisar a importância dos amistosos. Na preparação para aquele torneio, a seleção verde-ouro disputou 7 amistosos, obtendo resultados extremamente positivos.
O balanço foi quase impecável: 6 vitórias (contra Panamá, Bolívia, Arábia Saudita, Islândia, Iugoslávia) e 1 empate, este último contra Portugal, a única seleção de alto nível enfrentada naquela fase de preparação. As vitórias foram frequentemente amplas e convincentes, sinal de uma equipe em ótima forma, tanto do ponto de vista físico quanto mental.
Essa série de resultados contribuiu para criar um clima de confiança em torno da equipe, que chegou à Copa do Mundo com grande segurança em suas próprias capacidades. Em campo, o Brasil confirmou as expectativas, conquistando o título contra a Alemanha graças também às atuações extraordinárias de campeões como Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho.
Outro caso interessante é o da Copa do Mundo de 2014, disputada justamente no Brasil. Naquela ocasião, a Seleção chegou ao torneio com grandes ambições e, pelo menos na fase de preparação, os sinais eram animadores.
Antes da competição, o Brasil disputou 10 amistosos, perdendo apenas um (para a Suíça), enquanto venceu os outros nove (contra Austrália, Portugal, Coreia do Sul, Zâmbia, Honduras, Chile, África do Sul, Panamá e Sérvia). Os resultados foram, no geral, muito positivos e contribuíram para alimentar o entusiasmo dos torcedores, convencidos de que poderiam assistir a um novo triunfo mundial em casa.
No entanto, o torneio tomou um rumo completamente diferente. Após um bom início, o Brasil sofreu a histórica derrota por 7 a 1 contra a Alemanha na semifinal, uma das maiores goleadas da história do futebol mundial. A seleção terminou o torneio em terceiro lugar, o que, ainda assim, continua sendo a melhor colocação alcançada desde 2002.
Este caso demonstra que resultados positivos em amistosos não garantem necessariamente o sucesso em competições oficiais. Apesar de uma preparação aparentemente perfeita, o Brasil não conseguiu lidar com a pressão e as dificuldades encontradas durante o torneio.
Olhando para o presente, a seleção brasileira encontra-se em fase de formação com vistas à Copa do Mundo de 2026. Os amistosos disputados até agora oferecem um quadro ainda incerto, com resultados alternados que não permitem tirar conclusões definitivas. O balanço atual dos jogos de preparação é de 4 partidas: 2 vitórias (uma por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul e outra por 2 a 0 sobre o Senegal), 1 empate (1 a 1 com a Tunísia) e 1 derrota (3 a 2 para o Japão).
Números que revelam uma seleção ainda em busca de sua melhor identidade e de um desempenho mais consistente. Em algumas partidas, o Brasil mostrou lampejos de grande qualidade, enquanto em outras surgiram pontos críticos, sobretudo no aspecto defensivo e na concentração nos momentos decisivos. Nos dois confrontos mais difíceis, o Brasil perdeu para a França por 2 a 1 e venceu a Croácia por 3 a 1.
Essa tendência confirma um aspecto já observado no passado: os amistosos nem sempre são um indicador confiável do desempenho em torneios oficiais. Muitas vezes, o Brasil alternou boas atuações com momentos de desconcentração, sem que isso necessariamente tenha influenciado de forma direta nos resultados finais das competições.
De olho na Copa do Mundo de 2026, portanto, os amistosos representam mais uma ferramenta de experimentação e construção do que um verdadeiro termômetro das chances de vitória.









































