Papo na Colina
·29 janvier 2026
Pedrinho detalha status da venda da Vasco SAF: “Etapas avançadas”, cautela jurídica e o êxito da RJ

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·29 janvier 2026

O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, atualizou nesta quinta-feira o cenário corporativo do clube em entrevista ao Podcast Cruzmaltino. O tema central, como não poderia deixar de ser, foi a venda da SAF e a chegada de um novo investidor para assumir o lugar da antiga 777 Partners. Adotando um tom de otimismo cauteloso, o dirigente revelou que as tratativas estão caminhando, mas ressaltou a importância da blindagem jurídica para evitar erros do passado.
Além da venda, Pedrinho detalhou a estratégia financeira adotada na ausência de um parceiro imediato: a Recuperação Judicial (RJ). Segundo ele, o movimento foi arriscado pessoalmente, mas vital para estancar a sangria de juros e permitir que o Vasco voltasse a ter viabilidade econômica.
Para que o torcedor compreenda o momento político e financeiro do clube, dividimos a explicação do presidente em três pontos fundamentais.
A notícia mais aguardada é sobre o novo dono do futebol. Pedrinho confirmou que existe um investidor e que o processo andou.
“Está mais próximo, que eu digo, está com algumas etapas mais avançadas com o investidor”, afirmou.
Contudo, escaldado pela experiência anterior relacionada à venda do potencial construtivo de São Januário, ele prefere não confirmar nada até que tudo esteja “de forma contratual jurídica assinado”.
O presidente reforçou que sua intenção “sempre foi vender e vou querer vender”, rebatendo críticas de que gostaria de manter o controle associativo para sempre. A cautela no discurso visa evitar frustrações caso a burocracia atrase o desfecho.

Marcos Lamacchia seria o possível novo investidor – Foto: Reprodução
Pedrinho explicou que, enquanto o investidor não assina, o clube precisava sobreviver. A saída foi a Recuperação Judicial. Ele revelou que a decisão de entrar com a medida cautelar foi “o movimento mais difícil”, pois envolveu riscos aos seus bens pessoais e patrimoniais.
“Coloquei o Vasco à frente da questão familiar porque era a única saída”, desabafou.
O resultado dessa manobra foi drástico e positivo para o passivo do clube. Segundo o mandatário, a RJ permitiu uma queda de “quase 60%, 70% da dívida”, além de alongar os prazos de pagamento. Sem isso, o Vasco estaria apenas “enxugando gelo”, pagando juros sem abater o valor principal das dívidas históricas.

Recuperação Judicial é uma vitória de sua gestão, diz Pedrinho – Foto: Dikran Sahagian/ CRVG
Por fim, Pedrinho projetou o cenário ideal: um clube saneado pela RJ sendo entregue a um investidor de “credibilidade”, cuja origem do dinheiro seja conhecida por todos. Para ele, essa combinação trará a estabilidade definitiva e facilitará a fiscalização, permitindo que o Vasco “ande sem nenhuma dúvida durante o resto da sua história”.
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