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Central do Timão

·13 juin 2026

Prefeito de Nova York cita Sócrates e Democracia Corinthiana em discurso sobre a Copa do Mundo

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  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, mencionou o Corinthians e o ídolo Sócrates durante uma edição do programa “The Morning Pitch”, divulgado nas redes sociais da prefeitura da cidade norte-americana. A fala aconteceu na última sexta-feira (12), durante uma transmissão voltada aos preparativos para a Copa do Mundo de 2026, que terá Nova York como uma das sedes do torneio.

O programa apresentado pelo prefeito reúne informações sobre trânsito, clima e eventos da cidade, mas, nesta edição, Mamdani aproveitou o contexto da competição mundial para falar sobre a relação entre futebol, sociedade e movimentos históricos.


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Foto: Reprodução / X (antigo twitter)

Durante o discurso, o político destacou a trajetória de Sócrates, ex-meia do Corinthians entre 1978 e 1984, lembrado não apenas pelo desempenho dentro de campo, mas também pela participação na Democracia Corinthiana, movimento criado pelo clube durante o período da ditadura militar brasileira.

Mamdani ressaltou que o jogador se tornou um símbolo de resistência ao defender ideias democráticas em um momento marcado pela repressão política no Brasil.

“Eu tenho pensado ultimamente sobre Sócrates, não o antigo filósofo grego, mas o maestro do meio-campo brasileiro. Sócrates jogou pelo Brasil nos anos 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, onde capitaneou a seleção. Estes foram anos difíceis no Brasil. Uma junta militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força.”

Na sequência, o prefeito de Nova York relembrou a criação da Democracia Corinthiana, movimento que envolveu jogadores, comissão técnica e funcionários do clube em um modelo de participação coletiva nas decisões internas.

Segundo Mamdani, a iniciativa representava uma tentativa de colocar em prática valores democráticos dentro do futebol, permitindo que diferentes integrantes do Corinthians tivessem participação nas escolhas do clube.

“No Corinthians, o clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que os brasileiros comuns sonhavam: democracia. Eles começaram um experimento em autogoverno chamado Democracia Corinthiana. Quer você fosse o centroavante estrela ou trabalhasse na lavanderia, você tinha um voto.”

O prefeito também citou um dos momentos mais marcantes da relação de Sócrates com as questões políticas do período: a utilização de mensagens de protesto nas camisas usadas pelo Corinthians durante partidas.

Mamdani relembrou a frase “Eu quero votar para presidente”, exibida pelos jogadores em meio ao movimento pelas eleições diretas no Brasil.

“E enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates liderou os jogadores para o campo, usando jaquetas com as palavras ‘Eu quero votar para presidente’ nas costas.”

Na parte final do discurso, o prefeito relacionou a história do futebol com o impacto social do esporte ao redor do mundo, destacando a capacidade da modalidade de criar conexões entre diferentes pessoas.

“Conforme nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos celebrando um esporte que deu a milhões de pessoas em todo o mundo, tantos pobres e esquecidos, um senso de pertencimento, uma conexão com seu vizinho, um sentimento de solidariedade compartilhada. O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores, e por 90 minutos de cada vez, não apenas nos permitiu esquecer nossos problemas, mas encontrar maneiras de superá-los. Que belo jogo.”

A homenagem ocorre durante o período de preparação para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. A partida de abertura da competição em Nova York envolve Brasil e Marrocos, marcada para este sábado (13), às 19h (de Brasília).

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