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·9 avril 2026

Presidente da Comissão de Ética sugere expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians

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Por Tiago Salazar

Presidente da Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo do Corinthians, Leonardo Pantaleão sugeriu a expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez do quadro associativo do clube após concluir o parecer sobre o caso. O ex-presidente está sendo investigado internamente pelo suposto uso irregular do cartão corporativo do Timão durante sua última gestão, de 2018 e 2020.


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Pantaleão foi procurado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar sobre o caso, uma vez que o processo corre sob sigilo.

O advogado recebeu a apresentação final da defesa do ex-presidente na última segunda-feira. Andrés Sanchez, como revelado pela Gazeta Esportiva em meados de março, abriu mão do depoimento a que tinha direito na Comissão de Ética. No cenário jurídico, ao abrir mão da oitiva, ele consentiu com o andamento da apuração no órgão corintiano.

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(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Diante deste cenário e já com o documento da defesa em mãos, Leonardo Pantaleão, relator do caso, avançou na apuração e concluiu seu parecer na última terça-feira.

Na decisão, enviada aos demais membros da Comissão de Ética na última quarta-feira, o advogado rebateu, ponto a ponto, com base jurídica, todos os argumentos presentados pela defesa de Andrés. Ao fim do relatório, Pantaleão recomendou a expulsão de Andrés do quadro associativo do clube, conforme apurou a Gazeta Esportiva.

E agora?

A recomendação de expulsar ou não Andrés Sanchez do Corinthians não está apenas nas mãos de Pantaleão. O parecer final é formado pela opinião do advogado e de outros quatro membros da Comissão de Ética, que irão entregar seus respectivos votos com o veredito final. Após ter acesso aos documentos, eles terão de cinco a sete dias úteis para se manifestar. O silêncio é entendido como uma concordância com o parecer do relator.

Após este processo, fica a cargo de Pantaleão enviar o documento final com a recomendação ao Conselho Deliberativo do Corinthians, que irá pautar o caso para deliberação final no plenário do CD. Caberá aos conselheiros decidirem o futuro de Andrés Sanchez no clube.

Segundo apurou a Gazeta Esportiva, Pantaleão enviará não só o parecer final do colegiado, mas também os votos divergentes, caso ocorra esta situação. A tendência é que a recomendação final da Comissão de Ética seja enviada ao CD entre os dias 15 e 16 de abril.

O parecer da Comissão de Ética e Disciplina, vale lembrar, são meramente recomendatórios. Os conselheiros, neste sentido, não são obrigados a acatar a sugestão do órgão e têm direito a votos divergentes.

Entenda o caso

Conforme revelou a Gazeta Esportiva, a Comissão de Justiça do Corinthians identificou uma série de gastos considerados suspeitos durante o último mandato de Andrés Sanchez (2018-2020) que não teriam relação com os compromissos de um presidente.

O órgão listou, a princípio, 50 despesas, com identificação de locais e valores que, somados, chegam a R$ 190.523,54. Entre as principais cobranças separadas e revistas pela CJ, estão despesas com hospitais, clínicas e farmácias, em lojas de móveis e eletrônicos, além de custos com uma empresa de táxi aéreo e centros automotivos.

Os membros da Comissão de Justiça do Corinthians entendem que não há nenhum tipo de comprovação de que tais compras foram feitas para uso do clube ou necessidade do mandatário. As despesas não possuem nenhum tipo de comprovante anexado.

Denúncias do MP

Andrés Sanchez também foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) duas vezes. A primeira denúncia de apropriação indébita agravada continuada, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, foi parcialmente rejeitada pela juíza da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, Marcia Mayumi Okoda Oshira.

Contudo, o MP-SP, por meio do promotor Cássio Roberto Conserino, recorreu da decisão. Diante disso, a magistrada determinou a suspensão da decisão favorável ao ex-presidente do Timão e repassou o caso ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Posteriormente, Andrés foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e crimes tributários. O MP cobrou, ainda, um novo ressarcimento financeiro ao clube do Parque São Jorge. A nova denúncia do órgão diz respeito a supostos gastos pessoais do ex-presidente no cartão corporativo do Corinthians entre os meses de agosto e setembro de 2020, seu último ano de gestão.

A juíza Marcia Mayumi Okoda Oshira, no entanto, rejeitou as denúncias. A magistrada entendeu que “não havia justa causa” para a abertura de uma ação penal. Vale lembrar que a acusação de apropriação indébita ainda não foi descartada e está sendo investigada pela vara criminal comum.

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