Gazeta Esportiva.com
·29 novembre 2025
Presidente do São Paulo comenta possível candidatura de Belmonte, mas despista: “Momento é precoce”

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Os bastidores do Morumbis seguem agitados e, com a proximidade das eleições presidenciais, as articulações políticas começam a tomar forma. Nesta sexta-feira, o São Paulo comunicou as saídas dos diretores Carlos Belmonte, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi, todos integrantes do departamento de futebol.
O segundo mandato de Casares à frente do São Paulo se encerra no final de 2026. Questionado sobre o que pensa de uma possível candidatura de Carlos Belmonte, que pode passar de aliado à adversário, o presidente são-paulino despistou e disse que ainda é cedo para pensar em eleições.
“Quando você fala que o diretor de futebol é um candidato natural, às vezes sim, às vezes não. Não sou contra nenhuma candidatura e também não sou a favor de nenhuma. Só acho que o momento é precoce para isso. Ainda temos um ano, um processo desafiador no ano que vem. Não dá para falar disso. Em março se discute, em junho vamos definir. E a definição será de um conjunto de pessoas que, bem ou mal, fizeram um trabalho muito bom. Quero agradecer aos trabalhos dos três diretores que saíram”, comentou.

(Foto: Reprodução/Instagram @juliocasares_sp)
“Fomos campeões três vezes, vice-campeões duas vezes. Ganhamos uma Copinha. A base, inclusive, tem que fazer uma melhor adequação dos processos de transição dos profissionais. Eu não tenho candidato A, B ou C. Se o CEO que é um profissional remunerado vem aqui para colaborar, não significa que ele é candidato. Hoje, temos um tripé importante, que é o Rui, o Muricy, e um CEO [Carlomagno] que não atuará fixamente na Barra Funda”, continuou.
Recentemente, a relação entre o presidente Julio Casares e Carlos Belmonte ficou estremecida pela falta de apoio do mandatário a uma possível candidatura presidencial do agora ex-diretor de futebol. O atual “candidato do presidente” é Marcio Carlomagno, superintendente geral e agora CEO do clube.
Os dois também divergiram sobre o FIP de Cotia. Enquanto Casares entende que esse modelo poderia aliviar o caixa do São Paulo e estruturar o clube para, em alguns anos, faturar muito mais com a negociação de jogadores formados na base tricolor, Belmonte interpreta o movimento como a venda de parte da base por um valor baixo.
“Sobre o Belmonte, questões políticas, eu digo o seguinte. A coalizão que ele faz parte já determinou o cronograma, nós vamos definir o debate a partir de março e em junho escolheremos um nome. Ele tem a liberdade de ter a sua pretensão, acho que é um processo normal. Vejo com normalidade. Lembro que fui alçado como candidato pela coalizão em junho. Acho que é um prazo bastante razoável”, concluiu Casares.
Carlos Belmonte era diretor do São Paulo desde o início de 2021, quando se iniciou o primeiro mandato da gestão Julio Casares. As divergências aumentaram ao longo da atual temporada e a goleada contra o Fluminense parece ter sido a gota d’água para a saída do dirigente.
“Em nenhum momento a vinda de um CEO para cá teve o objetivo de isolar pessoas. O fato de ir não no jogo é uma decisão pessoal. Em nenhum momento tivemos problemas. Tenho um convívio de cinco anos com o Belmonte. Falei com ele hoje. Passamos por momentos bons e ruins. Sofremos eliminações grandes contra o Água Santa, Novorizontino. Em nenhum momento foi colocado em dúvida aquele trabalho. O momento hoje é necessário, uma adequação para que o São Paulo consiga fortalecer”, disse Casares.









































