Esporte News Mundo
·1 août 2026
Pressão faz FIFA desistir de plano bilionário e muda os rumos da instituição

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·1 août 2026

A FIFA desistiu de levar adiante o projeto de criar a FIFA Forward Enterprise, iniciativa que previa a reorganização dos direitos comerciais da entidade após forte oposição de federações, ligas e dirigentes do futebol mundial. O recuo foi confirmado nesta sexta-feira (31) pelo presidente Gianni Infantino, encerrando semanas de debates sobre o futuro do modelo de gestão da organização.
A proposta previa transferir ativos comerciais, como direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e venda de ingressos, para uma nova empresa. O plano abriria caminho para a entrada de investidores externos, em um negócio avaliado em cerca de US$ 20 bilhões. Segundo veículos internacionais, a operação acabou abandonada após perder apoio entre as associações nacionais e enfrentar forte resistência, principalmente na Europa.
Em comunicado, Infantino afirmou que a iniciativa tinha como objetivo fortalecer as associações filiadas e ampliar o desenvolvimento do futebol, especialmente nos países que mais precisam de investimentos. O dirigente ressaltou, porém, que o projeto só seria levado adiante caso contasse com apoio majoritário dos membros da FIFA e passasse por um amplo processo de consulta.
Ao explicar a decisão, o presidente reconheceu que a proposta passou a gerar um cenário insustentável dentro da entidade.
– “Ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio, já não servem ao objetivo inicialmente estabelecido. Como resultado, esta proposta não irá prosseguir” -, declarou Infantino.
A posição foi reforçada em nota oficial divulgada pela FIFA. A instituição afirmou que seu propósito “sempre foi — e sempre será — unir e melhorar o futebol” e informou que pretende reunir novamente as partes interessadas nas próximas semanas para discutir alternativas que permitam ampliar o desenvolvimento da modalidade, sobretudo nos países que mais necessitam de apoio.
Nos bastidores, a pressão aumentou após dirigentes europeus ameaçarem boicotar competições organizadas pela FIFA caso o projeto fosse mantido. A possibilidade de ausência de seleções e clubes das principais potências do continente colocava em risco o interesse de emissoras, patrocinadores e parceiros comerciais, comprometendo diretamente o valor da operação.
O fracasso da proposta também ampliou o desgaste político de Infantino. Além da oposição de integrantes da UEFA, dirigentes da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol demonstraram resistência ao projeto. Executivos da própria FIFA ainda criticaram a condução das negociações e apontaram falta de transparência durante o desenvolvimento da iniciativa.
Com o encerramento da proposta, a FIFA seguirá administrando internamente seus direitos comerciais e buscará novas formas de fortalecer financeiramente suas associações sem recorrer ao modelo apresentado. O episódio também envia um recado ao mercado de investimentos: mudanças estruturais no futebol internacional continuam dependendo de amplo consenso político entre as entidades que comandam o esporte.
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