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·1 avril 2026

Prestianni quebra silêncio sobre caso com Vinícius

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Gianluca Prestianni falou pela primeira vez em público sobre a acusação de racismo feita por Vinícius Júnior durante o encontro entre Benfica e Real Madrid, da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões. Em entrevista à Telefe, o jovem extremo argentino abordou a dimensão mundial que o caso ganhou e explicou de que forma viveu os dias que se seguiram à polémica.

O jogador do Benfica lamentou sobretudo o julgamento público a que foi sujeito e destacou o impacto emocional que tudo isso poderia ter na sua família. “Pensei na minha mãe, no meu pai e nos meus avós a terem de ouvir tantas coisas que eu não sou e que nunca aconteceram. Para mim, que sou futebolista, é uma coisa, estou habituado a que as pessoas digam coisas. Mas para eles é outra coisa”, afirmou.


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Prestianni voltou também a negar qualquer insulto racista e garantiu que essa acusação foi a parte mais difícil de suportar. “O que me custou foi ser acusado de ser racista, algo que nunca fui nem serei”, reforçou.

O extremo argentino sublinhou ainda a importância do apoio recebido no Benfica, tanto por parte do clube como dos colegas de equipa. Segundo explicou, esse suporte interno teve um peso muito maior do que manifestações públicas nas redes sociais.

«Também tenho de estar muito agradecido ao clube Benfica, que acreditou em mim e me apoiou em tudo, e os meus companheiros demonstraram-me também esse apoio internamente, e isso vale muito mais para mim do que publicar uma ‘storie’ no Instagram»

Na mesma entrevista, confirmou ainda que ouviu Mbappé insultá-lo logo após o incidente, mas garantiu que nunca pensou reagir fora do contexto competitivo, defendendo que a melhor resposta seria sempre dada dentro de campo. «Insulta para tentar tirar-te do jogo, mas nunca reagiria. Pelo contrário, a ideia é responder dentro de campo. Para nós, argentinos, é um insulto normal chamar cagón ou maricón.

É frustrante ter vontade de dizer uma data de coisas, mas ter de as guardar para mim. Doeu muito não jogar a segunda mão, porque fui castigado por algo que não disse. Mas já passou e só posso estar agradecido ao Benfica por ter lutado até ao último minuto para eu poder jogar», sublinhou.

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