Portal dos Dragões
·24 février 2026
Prodígio polaco encanta adeptos do FC Porto com arrancadas fulgurantes

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Personalidade acima da média e, sobretudo, coragem com a bola: os sinais deixados por Oskar Pietuszewski na deslocação do FC Porto à Choupana, na semana anterior, convenceram Francesco Farioli a confiar-lhe novamente um lugar de início diante do Rio Ave. O camisola 77 dos dragões foi titular no domingo, na recepção aos vila-condenses, e o rendimento falou por si: assistência para o único golo da partida, marcado por Victor Froholdt, que valeu três pontos cruciais para a luta pelo título da equipa azul e branca.
A inclusão do reforço de inverno na equipa inicial trouxe aos portistas aquilo que vinha a faltar nas alas ofensivas: a predisposição para o duelo individual. Foi desse modo que nasceu o lance do 1-0 frente ao Rio Ave: Gabri Veiga isolou Pietuszewski pela esquerda e o ex-jogador do Jagiellonia superou com relativa facilidade a marcação de Jakub Brabec. Nem tudo correu na perfeição para o jovem extremo de 17 anos: terminou o encontro com dois dribles bem-sucedidos em sete tentativas. Esse número, porém, é também indicador da audácia que o distingue – foi quem mais procurou o um para um no jogo.
A exigente massa adepta do FC Porto já reagiu com entusiasmo a cada investida do prodígio polaco, e o atrevimento só surpreende quem não o conhecia. «Em janeiro, avisei alguns colegas e amigos que o Oskar ia surpreender no FC Porto… Agora, enviaram-me mensagens e deram-me razão», explicou, em declarações ao jornal A BOLA, Tomás Silva, ex-companheiro de Pietuszewski no Jagiellonia. «Na altura, fui bem claro: disse que quando o FC Porto precisasse de alguém para abrir os jogos, ele era o homem certo. Por isso, não me surpreende. O Oskar não tem medo de assumir e ir para cima. Quer a bola e, sempre que puder, vai para cima», relatou o médio português, atualmente ao serviço do Dobrudja Dobrich, na Bulgária.
Se não o conhecesse e me dissessem que só tem 17 anos, não acreditava. Essa maturidade é boa, mas, ao mesmo tempo, as pessoas não se podem esquecer de que o Oskar só tem, de facto, 17 anos
«Temos uma boa relação. Quando soube que ele já estava em Portugal, desejei-lhe boa sorte e mostrei-me disponível para ajudar com tudo. E, claro, vai ter de pagar o jantar quando estiver com ele aí. Falo muito bem dele», brincou Tomás. Mais a sério, deixou um alerta: «Se não o conhecesse e me dissessem que tem 17 anos, não acreditava. Essa maturidade é boa, mas, ao mesmo tempo, as pessoas não se podem esquecer de que o Oskar só tem, de facto, 17 anos. Chegou agora a um grande clube e a um país novo. É importante que haja paciência.»









































