Quem joga se a Seleção do Irã desistir da Copa do Mundo 2026? Entenda | OneFootball

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·11 mars 2026

Quem joga se a Seleção do Irã desistir da Copa do Mundo 2026? Entenda

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A possível desistência da Seleção Iraniana da Copa do Mundo 2026 abriu um cenário de incerteza sobre quem poderia ocupar a vaga da equipe no torneio.

Embora ainda não exista uma comunicação oficial à Fifa, a declaração do ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, afirmando que o Irã não participará da competição por causa da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel, colocou a entidade máxima do futebol diante de um possível problema organizacional.


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O Mundial de 2026 será realizado de forma conjunta por Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para 11 de junho, e, no momento, a seleção iraniana está confirmada no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. O país asiático disputaria duas partidas em Los Angeles e uma em Seattle na fase de grupos.

O que diz o regulamento da Copa

Segundo o documento da Fifa, qualquer federação que abandone a competição até 30 dias antes da primeira partida da fase final pode ser multada em pelo menos 250 mil francos suíços.

Além disso, a associação nacional pode ser obrigada a devolver recursos recebidos para a preparação do torneio e até enfrentar sanções disciplinares adicionais.

Sobre qual seleção substituiria a equipe desistente, o artigo 6 do regulamento estabelece apenas que, caso uma federação participante se retire ou seja excluída, a decisão caberá exclusivamente à Fifa, que poderá tomar as medidas que considerar necessárias (inclusive escolher outra seleção para ocupar a vaga).

Possíveis cenários para substituir o Irã

Caso a desistência seja oficializada, uma das alternativas seria manter o Grupo G com apenas três seleções, mas essa possibilidade é considerada delicada, pois reduziria o número de partidas do torneio e poderia afetar compromissos comerciais, como contratos com patrocinadores e emissoras de televisão.

Outro cenário envolve a ampliação da repescagem intercontinental. Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname, República Democrática do Congo e Iraque estão envolvidas nas disputas por vagas restantes e poderiam ser beneficiadas caso um novo lugar no Mundial seja aberto.

Entre os nomes mais citados para herdar a vaga está justamente o Iraque, que venceu a repescagem regional contra os Emirados Árabes Unidos e avançou para os playoffs intercontinentais, onde enfrentaria o vencedor do duelo entre Bolívia e Suriname. Por possuir bom posicionamento no ranking e ser do mesmo continente do Irã, os iraquianos aparecem como um dos candidatos naturais a ocupar o lugar.

Outra possibilidade seria reorganizar a própria repescagem, fazendo com que os Emirados Árabes Unidos assumissem a vaga asiática deixada pelo Iraque, enquanto a equipe iraquiana herdaria diretamente o lugar do Irã na Copa.

Há ainda a hipótese de que a Fifa aguarde a conclusão dos playoffs para decidir qual seleção substituiria os iranianos.

O conflito envolvendo o Irã afeta diretamente outros países do Oriente Médio, inclusive o Iraque e os Emirados Árabes Unidos, que também lidam com restrições aéreas e dificuldades logísticas para viagens internacionais.

A própria disputa da repescagem internacional, marcada para ocorrer em Monterrey, no México, pode sofrer impacto caso as delegações enfrentem problemas para deixar seus países devido ao fechamento de espaços aéreos.

Fifa tenta evitar desistência

Apesar das especulações, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou ter recebido garantias do presidente americano Donald Trump de que a delegação iraniana será bem-vinda no país durante o torneio.

Segundo Infantino, eventos como a Copa do Mundo têm papel importante para aproximar povos e culturas em momentos de tensão internacional, mas autoridades iranianas mantêm um discurso duro. Donyamali chegou a afirmar que, diante do cenário político e militar atual, “não há condições” para a participação da seleção no torneio.

Apesar da repercussão internacional, até o momento não há um comunicado formal da federação iraniana confirmando a retirada da Copa do Mundo. Enquanto isso não ocorre, a vaga segue oficialmente com o Irã.

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