Raniele celebra gol no Majestoso, cita Ronaldo e assume erro em saída de bola: “Coragem eu tenho de sobra” | OneFootball

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·11 mai 2026

Raniele celebra gol no Majestoso, cita Ronaldo e assume erro em saída de bola: “Coragem eu tenho de sobra”

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  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

Raniele foi um dos protagonistas da vitória do Corinthians por 3 x 2 sobre o São Paulo, no último domingo (10), na Neo Química Arena, pela 15ª rodada do Brasileirão. O volante abriu o placar para o Timão, marcou o primeiro gol com o novo uniforme alvinegro e ainda chamou atenção pela comemoração inspirada em Ronaldo Fenômeno.

Após a partida, o camisa 14 falou na zona mista e celebrou o resultado no Majestoso. O jogador destacou a importância de conquistar os três pontos em um clássico e valorizou o dever cumprido dentro de casa.


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Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

“Ah, muito feliz, muito feliz pelo gol, por a gente ter feito o dever de casa. Poderia ser menos sofrido, né, mas acho que quando se trata de Corinthians não tem circunstância. A gente tem que vencer, ainda mais em um jogo que tem um peso, que é um Majestoso. Feliz de marcar, feliz de ter trazido os três pontos para a nossa equipe e para a nossa torcida.”

O volante também explicou a comemoração em homenagem a Ronaldo. Raniele revelou que já havia pensado no gesto durante a concentração e que recebeu um incentivo extra antes da bola rolar.

“Já estava programado. Ontem eu estava assistindo alguns vídeos na concentração e apareceu para mim um vídeo do Majestoso em que ele fez o gol. Aí eu coloquei na cabeça: ‘caramba, se eu fizer um gol amanhã, acho que vou fazer isso’. Um pouco antes do jogo começar, o Coca, nosso fotógrafo, veio falar comigo: ‘se fizer um gol, mete aqui’, e fez o sinal. Aí eu falei: ‘caramba, eu já estava com isso na cabeça’. Ele veio falar ainda, deu uma reforçada e, na hora que fiz o gol, já veio na cabeça fazer o sinal. Feliz por relembrar um jogo importante para o Corinthians, que foi o Majestoso, e um jogador que marcou a história aqui. Feliz por isso, espero que ele seja feliz.”

O camisa 14 também comentou sobre a arbitragem do clássico, especialmente no lance de Bobadilla, que teve cartão vermelho anulado após revisão no VAR. Raniele comparou o episódio com expulsões recentes sofridas por jogadores do Corinthians.

“Eu acho que só a palavra define muito, né, o ‘quase’. Acho que, a partir do momento que eles expulsam o André e o Allan, eles abrem margem para uma interpretação enorme. Então, isso que o Bobadilla fez foi uma quase expulsão. É como se eu quase fosse dar um soco em alguém. Porque, pô, você pode passar a mão, mas você não pode pegar. Então, como é que é isso? Como é que é a regra? Você interpreta de todos os lados, mas a gente já está cansado de falar disso, já está cansado de falar de arbitragem.”

Mesmo com a crítica, Raniele preferiu valorizar a vitória alvinegra e o desempenho da equipe dentro de campo.

“Eu acho que é importante focar no jogo, focar nos três pontos que a gente conseguiu. Fico feliz porque isso não interferiu tanto no resultado. A gente conseguiu sair com os três pontos. Mas está aí, acho que é importante rever isso, ver o que realmente é para expulsão e o que não é, e a gente entrar em acordo com todo mundo, porque está meio confuso.”

O volante também reclamou de outro lance envolvendo Enzo Díaz e Breno Bidon, já na parte final do clássico. Para Raniele, faltou critério na aplicação dos cartões.

“Não faço a mínima ideia, irmão, porque foi o mesmo lance, a mesma coisa. Eu acho que o Bidon não pode ser punido por jogar futebol. O Bidon não fez nada que está fora das regras e o Enzo fez. Ele deu um empurrão no primeiro lance, que para mim acho que até pegou no rosto, se eu não me engano, e no segundo lance fez a mesma coisa. Então, ele tomou o cartão amarelo no primeiro e, no segundo, não. Acho que os caras ficam com medo de inflamar, de fazer alguma coisa, mas, se você aplicou, mantém o seu critério. Mas, enfim, além de arbitragem, acho que é importante ver o jogo sólido que a gente fez e ficar feliz com isso.”

Raniele ainda foi questionado sobre comparações feitas por torcedores com Ralf, ídolo histórico do Timão. O volante afirmou ficar feliz com o carinho, mas tratou o assunto com cautela.

“Acho que está muito longe ainda, está muito longe. O Ralf é um cara que admiro demais, tenho uma admiração enorme por ele. Já antes de chegar no Corinthians, era um cara com quem eu me identificava bastante. Depois que cheguei, comecei a construir meus pequenos passos ainda. O pessoal tem falado bastante, mas acho que o Ralf tem seu lugar na história, tem muitos títulos, acho que tem o triplo de jogos que eu tenho.”

Na sequência, o camisa 14 reforçou que não pensa em superar ninguém, mas admitiu que a comparação soa como reconhecimento ao seu momento.

“Não que isso seja o objetivo da minha vida, querer passar alguém, mas, se um dia eu alcançar ele, vai demorar bastante ainda. Fico feliz pela comparação da torcida, é óbvio, porque isso acaba soando como elogio, você ser comparado com um ídolo do clube. Mas é algo que não está na minha cabeça, querer ser maior que ninguém. Acho que é bem legal continuar admirando a história dele, fico feliz pelos comentários, mas acho que é um cara que está em um nível muito acima ainda. Espero um dia, quem sabe, chegar a um nível perto dele.”

Raniele também deixou claro que deseja seguir em campo na sequência da temporada, apesar do desgaste físico e da possibilidade de Fernando Diniz rodar o elenco.

“Só se o Diniz quiser, porque eu quero jogar. Acho que quanto menos minutos eu der para quem compete comigo, melhor. Então, acho que é importante estar em campo, eu gosto de jogar, eu gosto de estar ali na Arena. Espero que ele mantenha o time. Se não manter também, se ele achar que a decisão melhor é colocar outros jogadores para pegar algum tipo de ritmo ou poupar a gente, a gente vai entender, é óbvio. Mas a minha vontade é jogar.”

O volante assumiu a responsabilidade pelo erro na saída de bola que originou o gol de empate do São Paulo. Raniele afirmou que a equipe seguirá arriscando quando essa for a orientação de Diniz.

“A gente brinca e tudo, mas sabe da responsabilidade que é. Hoje, feliz por ter saído com os três pontos. Mas é o que eu falo, a gente está ali para isso, para errar, para acertar. O Diniz pede para arriscar e pode ser que vocês não gostem, a torcida não goste, mas a gente vai continuar arriscando, irmão. Porque a gente acha que essa é a melhor maneira de chegar no gol adversário, atrair eles para poder fazer um jogo mais curto e ter mais espaço no último terço.”

Raniele também disse entender a reação da torcida após a falha, mas ressaltou a necessidade de personalidade para jogar no Corinthians.

“Acho que o papel de julgar é da torcida, eles estão certos. Assim como eles comemoraram quando fiz o gol, eles tinham que xingar mesmo quando eu errei. Então, não tem problema nenhum, estou aqui para isso. Normal, mas a gente tem que dar a cara a bater, porque é um clube enorme e precisa de jogadores com coragem. Coragem eu tenho de sobra e vocês podem ter certeza que, mesmo depois do erro, todo mundo veio me apoiar.”

O volante ainda revelou ainda que recebeu respaldo de Diniz no intervalo e destacou a reação do grupo após a falha individual.

“O Diniz veio falar no intervalo também: ‘foda-se que entregou o gol, continua jogando’. Acho que isso foi importante e acho que é importante ressaltar também a equipe. Todo mundo, mesmo com o erro individual, conseguiu correr por mim, conseguiu recuperar esse resultado e fico muito feliz de ter saído com os três pontos. Mas já adianto para vocês que, se o Diniz achar melhor isso, que a gente vai jogar ali, eu vou estar ali para jogar. Na hora que ele achar que eu não consigo fazer, ele vai me trocar e acontece. A gente está aqui para isso.”

Raniele também relacionou a postura da equipe ao espírito do Corinthians e à identificação com a torcida.

“Cara, a gente tem jogadores corajosos aqui, a gente tem uma torcida que a todo momento prova o valor que ela tem. Por exemplo, citar o exemplo mais recente, acho que aquele jogo lá em Santa Catarina, todo mundo sabe o que aconteceu lá para a torcida chegar no estádio. A torcida vive passando por isso, então já é um clube que vem com esse sofrimento, todo mundo contra a gente, acho que está todo mundo acostumado a sofrer já. Então, acho que é importante a gente, também jogadores, encarnar esse espírito e saber que, mesmo com o resultado diverso, acreditar até o último minuto. Foi assim hoje, a gente venceu e fico feliz por isso.”

Ao avaliar a atuação do Timão, o volante preferiu deixar a análise sobre o melhor jogo da era Diniz para a imprensa, mas destacou pontos positivos da equipe.

“Não sei, talvez tenha sido. Acho que, em questão de entrega, o empate com o Palmeiras foi sensacional, o jogo contra o Vasco foi muito bom, muito bem feito. O primeiro tempo contra o Peñarol também foi sensacional. Hoje o São Paulo fez dois gols em dois erros nossos, então acho que não existe isso no futebol, ‘tirando os dois gols’. Mas acho que foi um jogo em que a gente conseguiu se impor bem, conseguiu sair jogando várias vezes, e isso foi importante. Esse aí de melhor jogo eu vou deixar para vocês.”

Raniele voltou a falar sobre o erro individual e contou que Diniz não tocou no assunto no vestiário durante o intervalo.

“Cara, no vestiário ele nem tocou no assunto no intervalo. Depois do jogo ele veio falar comigo ali: ‘entregou um gol’. E eu falei: ‘acontece, foda-se’. Acho que o fato dele não ter falado no vestiário já mostra que, para ele, o que importa é isso, não é nada. Então, acho que ele vai continuar apoiando a gente. Ele sabe que foi um momento ali. Eu faço isso nos treinos também, aquele passe de dez que faço no treino eu acerto nove. Infelizmente, errei hoje, mas é o que acontece e fico feliz por a gente ter recuperado o resultado.”

O volante também destacou que o estilo mais corajoso da equipe tem favorecido não apenas Garro, mas todo o setor ofensivo do Timão.

“Sim, sem dúvida. Acho que não só o Garro, todo mundo. O Bidon está fazendo ótimas partidas, o Carrillo hoje entrou e foi muito bem, nossos dois laterais, o Jesse entrou no time agora e tem jogado muito bem. O Garro tem pegado a bola muito mais vezes e, não só muito mais vezes, muito mais vezes em condições de achar alguém, de dar uma assistência, de fazer alguma coisa. Então, acho que é importante para a gente fazer isso também, ter esse papel de operário ali, para que ele, que é um cara fora de série, consiga mostrar seu futebol.”

Primeiro jogador a marcar com o novo uniforme do Corinthians, Raniele também comentou a participação no lançamento das camisas e escolheu o modelo preferido.

“Foi massa, foi massa, foi massa. Fico feliz de ter marcado esse primeiro gol também, não tinha pensado nisso. O media day foi da hora para caramba, até pela presença das meninas também, que estavam lá. Foi bem legal essa junção das duas equipes. Eu acho que gosto mais da preta, acho que essa preta listrada ficou bem legal.”

O jogador aproveitou para desejar boa sorte às Brabas no clássico diante do São Paulo, pelo Brasileirão Feminino.

“Tomara que elas repitam o nosso resultado, com mais folga, né? Torço por isso. Se tratando de Corinthians, a gente vai estar sempre torcendo. Espero que elas possam imprimir um bom ritmo e sair com os três pontos.”

Por fim, Raniele explicou como o Corinthians conseguiu controlar partes importantes do Majestoso e impor seu ritmo na construção das jogadas.

“Acho que não teve um momento específico, mas às vezes a gente atraía o São Paulo para um lado para jogar pelo outro. Às vezes eles subiam pressão com quatro, cinco, seis jogadores tentando encontrar a gente, e acabava que a gente encontrava um passe nas costas deles. Então, o jogo vai se desenrolando dessa maneira. A gente vai tentando, é o que tem para fazer.”

O volante completou falando sobre a ideia de atrair o adversário e sair da pressão com passes curtos.

“Num jogo de futebol, lógico, se ganha de todo jeito, mas acho que esse é o jeito mais fácil: você testar o adversário para saber como eles vão reagir. É muito mais fácil pegar a bola e bater para frente, brigar pela segunda, mas não é tão efetivo. Quando você traz o adversário, consegue saber com quantos eles estão pressionando e como a gente está saindo da pressão, se é passe de primeira, segundo, terceiro homem, várias dinâmicas. Então, fica mais fácil. Não sei se teve um momento, mas acho que cada jogada que a gente fazia, que ia atraindo e saindo da pressão, ficava mais claro que conseguíamos impor nosso ritmo e fazer um bom jogo.”

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