Leonino
·19 mars 2026
Revelada toda a estratégia de Rui Borges para garantir a reviravolta no Sporting - Bodo/Glimt

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·19 mars 2026

A história do Sporting frente ao Bodø/Glimt não começou na goleada em Alvalade - começou, na verdade, no momento mais difícil, logo após o 3-0 na Noruega. Foi aí que nasceu a chamada “operação relâmpago” de Rui Borges, cujos contornos são agora conhecidos.
Depois de assumir publicamente que a eliminatória ainda estava em aberto, o treinador não perdeu tempo. Numa noite em que tudo parecia perdido - com contestação de adeptos e um ambiente pesado - Rui Borges decidiu reagir de imediato. Voltou a ver o jogo ainda nesse dia, analisou cada detalhe e começou a desenhar o plano para a segunda mão.
Já em Portugal, mesmo em dia de folga, o trabalho continuou. Com o seu staff, afinou a estratégia e, no regresso à Academia, apresentou uma análise clara: perceber o que falhou, mas também aquilo que podia ser explorado. Mais do que mexidas táticas, houve uma preocupação central - proteger o grupo. O balneário foi blindado. A mensagem passou por afastar o ruído exterior e focar apenas no que podia ser controlado. Nada de dramatizar: tinha sido uma noite má, não o reflexo da equipa.
Depois entrou o lado humano. Rui Borges apostou muito na comunicação direta, com conversas individuais sempre que sentia algum jogador mais em baixo. Repetiu a mesma ideia até à exaustão: era possível. Ao mesmo tempo, o clube trabalhou a comunicação externa, com os capitães a passarem uma imagem de confiança e crença, reforçada nas redes sociais.
Nos treinos, a intensidade subiu. A equipa foi empurrada para um ritmo mais alto, já a antecipar aquilo que seria necessário em Alvalade. E no dia do jogo, a mensagem final foi simples e certeira: cabeça fria e coração quente. Nada de entrar em desespero, mas também nada de jogar com medo.
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