Roger Machado escala o seu 1o São Paulo sem Enzo Diaz para pegar a Chapecoense | OneFootball

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·12 mars 2026

Roger Machado escala o seu 1o São Paulo sem Enzo Diaz para pegar a Chapecoense

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Roger Machado escala o seu 1o São Paulo sem Enzo Diaz para pegar a Chapecoense

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Hoje, quinta-feira (12), às 20 horas, o São Paulo joga contra a Chapecoense pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro 2026. Este será o sétimo jogo como mandante no Canindé na história do clube, e o Tricolor conta com um retrospecto positivo no estádio lusitano: o aproveitamento é de 72,2% (quatro vitórias, um empate e uma derrota).

Confira, abaixo, um resumo dos seis jogos realizados no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte sob mando são-paulino:

São Paulo 2 x 1 Juventus-SP

A primeira partida do São Paulo como mandante pelo Paulistão de 1990 ocorreu no dia 4 de fevereiro contra o tradicional Juventus da Mooca. Naquela ocasião, como o MorumBis sediava o festival Hollywood Rock ‘90, o jogo foi transferido para o Canindé. Longe de sua casa oficial, o time do técnico Carlos Alberto Silva venceu por 2 a 1, diante de 6.416 pessoas, com gols de Mário Tilico e Renatinho, enquanto Élcio diminuiu para a equipe da Rua Javari. 

O Tricolor foi a campo com: Anselmo, Cafu, Adílson, Ricardo e Ivan; Flávio, Bobô e Raí; Mário Tilico, Ney e Renatinho. Essa escalação, no entanto, precisou superar uma série de adversidades: a lista de desfalques contava com nomes de peso, como o goleiro Gilmar, que resolvia questões contratuais, e Zé Teodoro, contundido, o que abriu espaço para a entrada de Cafu. Os problemas continuaram ao decorrer da partida, quando Raí e Ney também se machucaram e precisaram ceder espaço a Elivélton e Betinho.

Como reflexo dessas perdas, o cenário foi de um jogo parado, marcado por mais de 60 faltas e muita improvisação por ambos os lados. Se o comandante tricolor contou com 18 jogadores, o técnico do Juventus, Joel Castro Flores, teve uma dor de cabeça ainda maior: apenas 16 atletas à sua disposição, sendo 10 promovidos do time de juniores. Mesmo com o ritmo quebrado, o São Paulo criou bem e somou 22 finalizações (nove no alvo) contra oito do adversário (duas certas), com destaque para Renatinho, que sozinho finalizou nove vezes, sendo cinco no gol e quatro para fora.

O MorumBis, que ainda sentia os impactos da maratona de shows internacionais e nacionais do festival, teve seu gramado poupado. Semanas antes do jogo, o estádio recebeu os seguintes artistas:

  • Gilberto Gil, Tears for Fears e Bob Dylan (18/01/1990)
  • Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Marillion e Bon Jovi (19/01/1990)
  • Barão Vermelho, Lobão, Eurythmics e Terence Trent D’arby (20/01/1990)

São Paulo 2 x 0 Juventus-SP

Em 21 de setembro de 1991, o São Paulo venceu novamente como mandante no Canindé e bateu o mesmo adversário da Mooca por 2 a 0. Aproximadamente, 8.730 torcedores vibraram com os gols de Raí e Macedo. A equipe de Telê Santana partia rumo ao título do Paulistão daquela temporada.

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No início do campeonato, São Paulo e Juventus firmaram um acordo para sediar o jogo no Pacaembu, por entender que não seria um jogo tão atrativo para um estádio que abrigava mais de 144 mil pessoas, como o MorumBis.

O Tricolor entrou em campo com o que tinha de melhor: Zetti, Cafu, Antônio Carlos, Ronaldo e Nelsinho; Sídney, Suélio e Raí; Macedo, Muller e Elivélton. Essa foi a 11ª vitória do time em 16 jogos, onde se manteve como o único invicto da competição.

Raí marcou um golaço, seu oitavo no campeonato, ao aproveitar um chute de Muller na trave, e se tornou o vice-artilheiro do torneio, atrás apenas de Ronaldo Marques, do Noroeste, por um gol de diferença. Macedo ampliou após linda jogada individual.

O São Paulo dominou a partida do início ao fim, pondo fim a invencibilidade do treinador Candinho. Quando o juiz João Paulo Araújo decretou o término do jogo, Telê, que estava sendo cotado para retornar à seleção, foi às lágrimas com o carinho da torcida, e afirmou: “É muita emoção. É muita emoção!”

São Paulo 2 x 0 Atlético-MG

No dia 15 de fevereiro de 1992, o São Paulo entrou em campo pela quarta vez na temporada, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O duelo contra o Atlético Mineiro teve de ser no Canindé por causa de uma reforma no gramado que acontecia no Estádio do MorumBis. O técnico Telê Santana armou o time com: Zetti, Cafu, Antônio Carlos, Ronaldão e Ronaldo Luís; Sidnei, Suélio e Raí; Macedo, Gilmar e Eraldo. Diante de 8.925 espectadores e com gols de Ronaldo Luís e Raí, o Tricolor bateu o Galo por 2 a 0, manteve sua invencibilidade no ano e assumiu a liderança da competição.

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Raí, em disputa de bola. Foto de Vidal Cavalcante / AE

Apesar da escalação de peso, o São Paulo não pode contar com diversos jogadores considerados titulares: Elivélton estava sem contrato, enquanto Muller e Macedo foram entregues ao departamento médico. Mesmo assim, o Tricolor foi superior, e o time mineiro não teve forças para reagir.

O time não entrou bem e demorou para se encaixar. Após um primeiro tempo morno, Telê tirou Eraldo e colocou Nelsinho na lateral esquerda, dando mais liberdade para o recém-contratado lateral Ronaldo Luís. Não demorou para surtir efeito: aos sete minutos da segunda etapa, o próprio Ronaldo Luís apanhou um rebote da defesa atleticana e fez um golaço. No minuto seguinte, com uma assistência do autor do primeiro gol, Raí subiu livre de cabeça e ampliou: 2 a 0.

Segundo o treinador mineiro, o time veio para jogar na defesa e explorar contra-ataques, mas uma forte chuva de granizo atrapalhou seus planos e paralisou o jogo por 14 minutos, aos 39 do primeiro tempo. O craque do jogo, Ronaldo Luís, disse em tom de brincadeira ao fim da partida: “Nunca vi uma chuva de pedra como essa”.

São Paulo 0 x 2 XV de Piracicaba

Se o São Paulo estava com 100% de aproveitamento como mandante no Canindé, essa sequência teve fim diante de uma grande zebra. No dia 21 de março de 1993, o Tricolor enfrentou o XV de Piracicaba, e perdeu por 2 a 0. A partida, referente ao Paulistão, aconteceu no estádio lusitano por causa de um grande clássico que seria realizado no MorumBis. Naquele mesmo dia, o Corinthians bateu o Santos por 5 a 2 na casa são paulina. Por ser financeiramente mais benéfico para o Tricolor jogar no Canindé naquela situação, o jogo mudou de local e teve um público presente de 9.118 pessoas.

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Foto de Valdemir Gomes/Diário Popular

O time de Telê foi a campo com: Zetti, Válber, Lula, Ronaldo e André Luiz; Pintado, Dinho, Raí e Palhinha; Muller e Elivélton. Por terceiro amarelo, estavam fora o lateral direito Vitor e o zagueiro Gilmar. Além disso, Cafu e Toninho Cerezo foram poupados, todos titulares. O time misto do atual campeão do mundo não foi páreo para o XV do Rubens Minelli (técnico campeão brasileiro pelo Tricolor em 77), e sofreu dois gols de Celso Luiz, ambos na segunda etapa.

Segundo o treinador são paulino, o time “dominou e perdeu”, e justificou a derrota pelo alto número de passes errados e falhas nas conclusões, além de ter sentido o peso dos desfalques. O Tricolor não conseguiu furar a retranca de dois volantes e mais um zagueiro na sobra, o que impossibilitou uma das principais armas do time do São Paulo: a velocidade.

Ao apito final de Luís dos Santos, o time deixou o campo vaiado pela torcida, e Palhinha recebeu seus primeiros apupos ao ser substituído: “É preciso entender que esse tipo de reação é porque os torcedores se acostumaram com a equipe ganhando tudo”, afirmou o atacante.

São Paulo 5 x 1 Novorizontino

Em um jogo com baixo público, o São Paulo goleou o Novorizontino por 5 a 1. Devido a uma série de reformas no Estádio do MorumBis, a partida do dia 21 de maio de 1996 foi presenciada por apenas 950 pessoas. A equipe de Muricy Ramalho foi a campo com: Zetti, Edinho, Pedro Luiz, Ronaldo e Serginho; Axel, Belletti, Fábio Mello e Denílson; Valdir e França. 

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Fábio Mello, com Valdir à direita dele, no ataque. Foto de Claudinê Petroli/Diário Popular

Apesar do placar elástico, o Tricolor encontrou dificuldades no primeiro tempo, abrindo o placar somente aos 31 minutos, após Valdir receber um passe da cabeça de Denílson. No segundo tempo, a equipe de Novo Horizonte tentou propor o jogo e abriu brechas na marcação. Sem esforço, o São Paulo ampliou o placar. Valdir, novamente, recebeu cruzamento de Fábio Mello, e marca de cabeça. O terceiro gol veio logo em seguida. Belletti cobrou lateral dentro da área, França apenas raspou de cabeça, e o mesmo Fábio Mello apenas empurrou para dentro das redes. O quarto gol foi um golaço de Denílson. Aos 60 minutos, o atacante cortou, deixou o zagueiro no chão, e finalizou no ângulo. 

O Tricolor não descansou, e ainda fez mais um. Após lindo passe de Belletti, o ídolo França driblou o goleiro Alex e marcou o quinto do jogo. A equipe do interior ainda descontou de pênalti, quando Carlos Zara foi puxado por Ronaldo, e Ricardo fez o gol de honra.

A partida ainda marcou o retorno de Axel, que ficou um ano afastado por uma cirurgia no tornozelo esquerdo. Ao final da partida, o volante admitiu ter sentido a falta de ritmo de jogo, e afirmou que a equipe esteve de parabéns.

São Paulo 2 x 2 Palmeiras 

Após aplicar 2 a 0 na ida, o São Paulo foi ao Canindé no dia 22 de maio e garantiu a classificação para a final do Supercampeonato Paulista 2002 ao empatar em 2 a 2 contra o rival alviverde. Por conta de um acordo entre as duas diretorias, a fim de evitar prejuízos financeiros, a baixa expectativa de torcedores tirou o jogo do MorumBis. O público da partida não foi divulgado, mas a estimativa foi de no máximo cinco mil pessoas.

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Fábio Simplício avança sobre o rival. Foto de Vidal Cavalcante/AE

Vale ressaltar que vários jogos daquele campeonato apresentariam déficit financeiro devido à baixa demanda com o aproximar da Copa do Mundo. Por causa dela, aliás, os times jogaram desfalcados (O São Paulo não pôde contar com Rogério Ceni, Kaká e Belletti). A equipe de Oswaldo de Oliveira, em seu segundo jogo como treinador do São Paulo, foi a campo com: Roger, Rafael, Emerson, Jean e Gustavo Nery; Maldonado, Fábio Simplício, Júlio Baptista e Adriano; Dill e Reinaldo. 

No início do jogo, o São Paulo teve dificuldades com uma forte marcação palmeirense e uma dificuldade em passar do meio de campo são paulina. Essa intensidade perdurou apenas os primeiros 10 minutos de jogo, e o Tricolor começou a se impor. O Palmeiras até atacou mais, mas as melhores chances foram da equipe mandante, obrigando o goleiro Sérgio a fazer ao menos três defesas difíceis. 

Precisando de dois gols de diferença para levar aos pênaltis, o técnico Luxemburgo fez três alterações ainda no intervalo (colocou os estreantes Eller e Nenê, além de Munhoz). Contudo, para a infelicidade palmeirense, Reinaldo tocou de calcanhar para Fábio Simplício, que chutou de fora da área e abriu o placar do jogo, ainda primeiro minuto da segunda etapa. Os alviverdes contaram, então, com uma falha na zaga Tricolor. Itamar recebeu a bola sem marcação e chutou da entrada da área, empatando o jogo.

O São Paulo, que não queria se arriscar, já que vencia por 3 a 1 no agregado, encontrou mais um gol. Aos 33 minutos, após passe de Reinaldo, o atacante Sandro Hiroshi, que não marcava há quase dois anos, tocou na saída de Sérgio e fez 2 a 1. Após nova falha da defesa, Nenê empatou com um chute no ângulo, aos 41 minutos. Ao final da partida, o técnico Vanderlei Luxemburgo afirmou que “existe algo contra o Palmeiras na Federação”, enquanto sua torcida direcionava protestos à diretoria.

O Tricolor se classificou à final contra o Ituano, onde venceria por 6 a 3 no agregado e garantiria o título do Supercampeonato Paulista de 2002.

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