Portal dos Dragões
·4 février 2026
Secas de golos nos extremos do FC Porto preocupam Farioli antes do clássico

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A capacidade do FC Porto para abrir o campo e lançar os extremos em velocidade faz parte da ideia de jogo de Francesco Farioli e é um pilar da sua filosofia. Os adversários já perceberam o «xadrez» portista: as incursões interiores dos dragões assentam na ligação entre os centrais – habitualmente Bednarek – e os médios mais físicos, Froholdt e Gabri Veiga.
Quando essa progressão é travada, muitas vezes por ajustes tácticos do adversário, impõe‑se diversificar e o treinador italiano dispõe de várias soluções para dinamizar as alas. Problema: os extremos não têm correspondido com golos ou assistências; o perigo que criam revela‑se inconsequente ou facilmente travado pelas defesas adversárias, faltando o impacto decisivo nos momentos de ruptura.
Paradoxalmente, essa debilidade ficou patente no início muito forte do FC Porto frente ao Casa Pia, quando no primeiro quarto de hora os dragões encostaram o conjunto de Álvaro Pacheco à sua área e os extremos tiveram liberdade e espaço para aparecer no coração da área.
Borja Sainz surgiu onde era esperado, mas falhou na hora H – uma tendência que tem sido recorrente no espanhol, recentemente mais perdulário. No jogo com o Casa Pia fez três remates (um enquadrado, dois bloqueados), nenhum golo, e foi apanhado em fora de jogo por duas ocasiões, para alívio dos adeptos adversários. Trata‑se de um jejum que se prolonga, em nítido contraste com os arranques fulgurantes do trio mais utilizado – Borja Sainz, Pepê e William Gomes – que iniciaram a época com golos e exibições de qualidade. Os números recentes são elucidativos: Borja Sainz marcou dois golos nos últimos 14 encontros; William Gomes, um golo nos últimos nove; Pepê, apenas um nas últimas 26 partidas do FC Porto.
Francesco Farioli exige mais agressividade nos corredores, e o Dragão procura alas letais nesta fase decisiva da temporada, com o Sporting a ameaçar seriamente os planos de consagração dos portistas na competição. Poderá Oskar Pietuszewski, a mais recente contratação para as alas, ganhar maior protagonismo no clássico? Com William Gomes suspenso após ter sido expulso com cartão vermelho direto em Rio Maior por uma entrada dura sobre o central e compatriota David Sousa, o polaco surge como alternativa para pressionar os laterais leoninos e dar mais intensidade aos flancos.
Farioli já demonstrou que não hesita em mudar. Se Borja Sainz e Pepê continuarem pouco interventivos até ao clássico, o treinador italiano não terá receio de lançar os reforços, como tem feito. Com ele, estatutos não garantem lugar nem titularidade. Resta aos dragões acordar os extremos a tempo de transformar as alas numa arma letal e voltar a colocar o Sporting a sete pontos de distância.
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