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·30 mars 2026
Seleção Brasileira fecha acordo com Google e aposta em IA

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·30 mars 2026

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta segunda-feira (30) um acordo de patrocínio com o Google às vésperas da Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada inicialmente pela ESPN Brasil.
A parceria, válida por dois anos, envolve não apenas a associação de marca, mas também a incorporação de ferramentas de inteligência artificial no cotidiano das seleções brasileiras. Apesar da relevância da parceria, os valores envolvidos não foram divulgados.
Como parte central do acordo, a CBF terá acesso ao Google Gemini, sistema de IA generativa da empresa, que será utilizado para apoiar as comissões técnicas com dados, análises de desempenho e geração de insights relacionados a jogos e atletas.
Além do Gemini, outras ferramentas da empresa, como o buscador, também farão parte do ecossistema de suporte e produção de conteúdo da entidade.
A iniciativa busca aproximar o futebol brasileiro das inovações tecnológicas, integrando recursos digitais ao processo de preparação das equipes.
O contrato contempla todas as categorias: da seleção principal masculina e feminina às equipes de base (sub-15, sub-16, sub-17, sub-20 e sub-23).
Diferentemente de outros patrocinadores, o Google não terá sua marca estampada na camisa de treino da Seleção em competições oficiais, incluindo o Mundial. A exposição ocorrerá principalmente em backdrops de entrevistas coletivas, conteúdos digitais e campanhas de marketing promovidas pela CBF.
O acordo também prevê presença estratégica das marcas do grupo nos canais digitais da confederação, ampliando a atuação para além das quatro linhas e reforçando o engajamento com o público nas plataformas online.
Nos últimos meses, a entidade firmou acordos com empresas como Uber, Volkswagen, iFood e Sadia, além de manter contratos com marcas como Nike, Vivo e Itaú. Há ainda a expectativa de anúncio de uma companhia aérea em breve.
Segundo estimativas da própria confederação, o conjunto de patrocínios pode render ao menos R$ 250 milhões em um ano de Mundial, impulsionado pela maior visibilidade da Seleção e de seus ativos comerciais.
Após um período de perda de patrocinadores entre 2024 e 2025, a CBF voltou a atrair grandes marcas, movimento atribuído pela atual gestão ao fortalecimento institucional e à retomada da credibilidade no mercado.
“A gente vê uma volta da credibilidade da nossa instituição. É um trabalho que vem sendo feito desde o início da gestão, com diálogo mais próximo com os patrocinadores”, afirmou o presidente da CBF, Samir Xaud, ao comentar o momento comercial da entidade.
Dentro de campo, a Seleção se prepara para os últimos compromissos antes da convocação final para a Copa. A equipe está em Orlando para amistosos da Data Fifa e encara a Croácia nesta terça-feira (31). Depois, já com o grupo definido, enfrenta Panamá e Egito em amistosos preparatórios.
A estreia no Mundial está marcada para o dia 13 de junho, contra o Marrocos. Na fase de grupos, o Brasil também terá pela frente Haiti e Escócia.









































