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Jornal do Fla

·8 mai 2026

Sensatez à vista. E a prazo!

Image de l'article :Sensatez à vista. E a prazo!
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Ainda atônitos com o grau de selvageria visto no Atanásio Girardot na noite de ontem em Medelín (Colômbia), quando uma parte da torcida do Independiente protestou de forma violenta e com danos patrimoniais nos primeiros minutos da partida válida pela quarta rodada da fase de grupos, contra o Flamengo no Grupo A, é preciso expressar um voto de aplauso à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Houve sensatez à vista, quando a arbitragem suspendeu o jogo, retirando jogadores, comissões técnicas e as equipe de arbitragem e confederativa (fiscais e delegados), para os vestiários enquanto ocorria o quebra-quebra generalizado, com danos às muretas de proteção e às cadeiras das arquibancadas.


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Prosseguiu, com a análise por parte das autoridades esportivas, policiais e os representantes das duas equipes, levando ao cancelamento da partida, por falta de mínimas condições de segurança, tanto no interior quanto fora do estádio.

A sensatez a prazo deve ser ratificada pela decisão do Comitê Disciplinar da entidade, que irá julgar o caso e, muito provavelmente, decidir de idêntica maneira ao ocorrido no ano passado em Santiago do Chile, numa partida entre o Colo-Colo e o Fortaleza, encerrada no segundo tempo identicamente por ausência de segurança para sua continuidade.

Na ocasião, conforme se conhece, foi atribuída vitória ao time cearense por W.O. (“walkover” – vitória por desistência), computando-se vitória pelo placar atribuído de três gols a zero (3×0).

Independentemente da situação em tela ser favorável ao Clube de Regatas do Flamengo, o time visitante na cidade colombiana, é de se destacar que a sensatez tem sido a marca das últimas edições dos torneios sul-americanos, depois de um longo processo de democratização e profissionalização da entidade responsável pelo futebol profissional em nosso continente.

Vale dizer, outrossim, que a história pregressa, em décadas anteriores, todas no século XX, foi marcada por episódios lamentáveis e pouco interesse na disciplina e na lisura do esporte.

E assim tem de ser porque o futebol, paixão esportiva máxima de todos os sul-americanos que se interessam por esportes, com índices de popularidade gigantescos, e movimentando bilhões de dólares anualmente, tanto em relação aos valores das equipes e seus profissionais, quanto das estruturas clubísticas e federativas, além de vultosas quantias de publicidade e propaganda, também tem movimentado outro mercado relevante, qual seja o das apostas esportivas.

Se você não concorda com as decisões jurídico-esportivas que foram e serão aplicadas ao caso em tela e deixa-se levar pela cegueira da paixão excessiva pelo clube que torce, em razão de ser o Flamengo o maior adversário e candidato a mais um título da principal competição sul-americana, paciência!

Distante do contexto de amor ou ódio excessivos, somente a serenidade e o equilíbrio possível, para o devido distanciamento dos fatos, numa análise “fria” e sensata, é o que se espera dos cidadãos de qualquer nacionalidade. Distantes, portanto, da selvageria que alguns grupos de torcedores manifestaram no Girardot, ontem.

Sejamos, como a Conmebol, sensatos!  

Marcelo Henrique é natural do Rio de Janeiro (RJ) e reside em Florianópolis. Cursou Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. Trabalhou em jornal e rádio. É articulista e editor de revistas técnicas, científicas e filosóficas. Cursa Doutorado em Administração (UFSC). Siga no Twitter: @profmarcelobotticelli

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