Sindicância do ‘escândalo do camarote’ sugere revisão de contratos e expulsão de ex-diretores envolvidos | OneFootball

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·15 janvier 2026

Sindicância do ‘escândalo do camarote’ sugere revisão de contratos e expulsão de ex-diretores envolvidos

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A sindicância externa contratada pelo São Paulo para apurar as supostas irregularidades cometidas pelos ex-diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann recomendou revisão de todos os acordos fechados pela dupla no período em que ocuparam cargos internos, além de orientar pela expulsão de ambos do quadro associativo do clube.

A informação foi divulgada pelo portal ‘Globo Esporte’ na manhã desta quinta-feira (15). Mara, ex-mulher do presidente Julio Casares e e ex-diretora cultural e de eventos do clube, e Schwartzmann, ex-responsável pelas categorias de base, foram flagrados em áudios negociando um camarote do clube para o show da cantora colombiana Shakira, em março do ano passado.


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A orientação foi resultado da sindicância externa realizada que apurou as irregularidades do caso. E o veredicto foi que de fato houve irregularidades nos negócios.

Segundo a sindicância, tanto Mara Casares como Douglas Schwartzmann devem receber a pena máxima prevista em regimento interno do clube na investigação da Comissão Disciplinar e de Ética.

Pelo artigo 10 da SEÇÃO IV, “praticar ato de gestão irregular ou temerária, na forma da legislação vigente, em especial, o disposto no art. 25 da Lei nº 13.155, de 04 de agosto de 2015, ou naquele que vier a substituí-lo” tem pena prevista de “eliminação”. Ou seja, exclusão do quadro associativo. Mara, inclusive, já pediu licença de seu posto no Conselho Deliberativo.

O CASO

Mara foi flagrada junto de Schwartzmann em uma polêmica de repasse de um espaço no estádio tricolor para um show da cantora colombiana Shakira, em março. Ambos foram flagrados em gravações telefônicas feitas pela denunciante, que se sentiu lesada após alegar “ter sido roubada” por uma quarta envolvida.

Apesar de licenciada agora, Mara continuará sendo investigada pelo caso em duas frentes.

O promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, da Comissão de Turismo e Desporto do MP-SP, viu indícios claros de crimes que envolvem, sim, o São Paulo e não apenas na relação de consumo entre as outras partes envolvidas.

“O primeiro crime é corrupção privada do esporte, que é um crime previsto na nova Lei Geral do Esporte, em vigor desde 2023. Esse crime, na verdade, pressupõe a manipulação de interesses privados em detrimento do patrimônio do clube, das agremiações”, disse Carneiro.

“E um segundo crime, que também é muito grave, é o de coação no curso do processo. Porque você ligar para uma pessoa e intimidar para que ela retire um processo sob pena de que as coisas ganhem repercussões, como sugerem as gravações, é um indicativo de crime”, completou o promotor.

A sugestão do Ministério Público é que sejam ouvidos os três envolvidos no áudio (Douglas Schwartzmann, Mara Casares e a denunciante) e todos os citados, inclusive Marcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo.

“Todo o dinheiro de uma agremiação arrecadado, seja em praça esportiva em razão do futebol ou de outra atividade esportiva tem que reverter para o clube. E não para favorecimento de interesse privado de quem deveria gerir o clube. A polícia vai tomar os próximos passos”, disse.

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