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·5 février 2026

Sporting precisa da prorrogação, mas avança e encara o Porto na Taça

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O Sporting precisou ir além do tempo regulamentar para seguir vivo na Taça de Portugal. Na noite desta quarta-feira (5), em Alvalade, os leões venceram o AVS por 3 a 2 na prorrogação e garantiram vaga nas semifinais, onde terão o Porto como adversário.

Diante de apenas 21.454 espectadores - seu pior público na temporada -, o atual bicampeão nacional e detentor da taça flertou com a eliminação, mas contou com a insistência e o talento individual para sobreviver.


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Desde o apito inicial, o cenário foi claro. O Sporting assumiu o controle da partida, ocupou o campo ofensivo e empurrou um AVS retraído, apostando quase exclusivamente nos contra-ataques. A superioridade leonina se traduziu em chances, como na finalização de Trincão, aos 20 minutos, que passou rente à trave. O gol, porém, amadurecia.

Aos 29, ele veio com assinatura brasileira. Luís Guilherme recebeu de Hjulmand pela direita, trouxe para o meio e bateu colocado, no canto mais distante, para marcar seu primeiro gol com a camisa 31. A jogada ainda teve participação decisiva de Daniel Bragança na construção. O intervalo confirmou o que o placar mostrava: o Sporting foi melhor e poderia ter ido para o vestiário com vantagem maior.

O segundo tempo começou do mesmo jeito - e com um golpe rápido. Logo aos 49 minutos, Suárez mostrou oportunismo e técnica ao marcar de calcanhar, após boa combinação pela esquerda entre Trincão e Mangas. Era o 2 a 0 e parecia o caminho aberto para uma noite tranquila.

Mas a Taça costuma cobrar concentração até o fim. Aos 63, Algobia converteu pênalti para o AVS e recolocou os visitantes no jogo. O Sporting sentiu o golpe, reduziu o ritmo e passou a conviver com o desconforto. A pressão emocional aumentou nos minutos finais, até que, já nos acréscimos, o veterano Nêne bateu outra penalidade com precisão e levou a decisão para a prorrogação.

No tempo extra, o roteiro foi de tensão máxima. O Sporting atacou, empilhou oportunidades e esbarrou em Bertelli, que salvou o AVS em lances improváveis -  inclusive em uma finalização de Suárez praticamente sobre a linha. Alvalade, silenciosa por boa parte da noite, prendeu a respiração.

Até que, aos 117 minutos, veio o alívio. Geny Catamo chamou a responsabilidade, encarou a marcação, cortou para o meio e soltou um chute forte, indefensável. O gol incendiou o estádio e selou uma classificação sofrida, mas valiosa.


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