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·31 mars 2026

Tiago Silva: “Há uma narrativa montada para colar ao Porto o rótulo de batoteiro”

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Tiago Silva foi categórico ao desmontar aquilo que classifica como uma narrativa organizada contra o FC Porto, rejeitando a ideia de cabala mas denunciando algo que considera ainda mais pernicioso: a construção deliberada de uma história para rotular o clube como praticante de «batota, práticas antidesportivas e até criminosas».

O comentador da CMTV explicou a mecânica: «Parte-se de um facto, inventam-se outros e começa-se a cavalgar a onda.» E traçou a origem desta narrativa ao episódio das imagens no jogo FC Porto-Braga, arbitrado por Veríssimo.


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Tiago Silva detalhou a cronologia dos acontecimentos: no intervalo desse jogo, foram exibidas no balneário imagens em loop do golo anulado ao FC Porto. «Depois inventou-se um facto — que durante o intervalo correram igualmente imagens de um outro lance, de um jogo dos infantis, onde o mesmo árbitro não tinha anulado um golo», explicou. No entanto, o comentador sublinha que isso «veio a verificar-se que era mentira»: as imagens do jogo dos infantis foram mostradas, sim, «mas só no final do jogo, 45 minutos após o apito final».

O comentador recordou ainda que o próprio árbitro, ao intervalo, não chamou qualquer delegado e não valorizou o que se passou, considerando que se trataria «eventualmente de um problema técnico». Veríssimo só terá percebido a intenção quando viu as imagens do jogo dos infantis — já no final da partida — e apresentou queixa por considerar que houve uma tentativa de coação. «No final do jogo, não no intervalo», frisou Tiago Silva.

Para sublinhar o dois pesos e duas medidas, o comentador lançou uma comparação que considera reveladora: «O mesmo Sporting cujo presidente, em 2019, num jogo Portimonense-Sporting, desceu ao túnel ao intervalo para confrontar o árbitro João Pinheiro devido à expulsão de Bolasie. Portanto, aí já não era repugnante.»

Tiago Silva passou depois ao episódio mais recente: durante o FC Porto-Sporting, as câmaras televisivas captaram uma apanha-bolas do FC Porto a reter uma bola que se destinava a ser reposta em jogo — algo que o próprio comentador reconheceu como «uma coisa feia».

Este contexto liga-se ao caso que marcou a semana: antes do jogo de andebol entre FC Porto e Sporting, na Dragão Arena, o treinador Ricardo Costa e o pivot Christian Moga tiveram de receber apoio médico do INEM após alegarem ter detetado um «cheiro intenso» no balneário visitante. O FC Porto desmentiu de forma «absoluta, clara e inequívoca» as acusações, classificando-as como «graves, abusivas e totalmente destituídas de qualquer fundamento», tendo contactado a Federação de Andebol e a PSP para verificação imediata das condições do local.

Na leitura de Tiago Silva, todos estes episódios fazem parte da mesma estratégia: construir uma narrativa pública que cola ao FC Porto a imagem de um clube que recorre a práticas ilícitas para vencer — independentemente dos factos.

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