Gazeta Esportiva.com
·16 janvier 2026
Torcedores do São Paulo voltam a protestar e xingam Casares em jogo no Morumbis

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A torcida do São Paulo voltou a protestar contra a gestão do presidente Julio Casares nesta quinta-feira, pouco antes da bola rolar para a partida contra o São Bernardo, pelo Campeonato Paulista.
Ainda durante a execução do hino nacional, os torcedores presentes nas arquibancadas do Morumbis xingaram o presidente e entoaram gritos de “Ei, Casares, vai tomar no **”. O mesmo cenário se repetiu na pausa para hidratação e no intervalo, também com cânticos de “Casares, quebra meu galho, deixa o São Paulo e vai para a casa do cara***”.
Por volta dos 11 minutos do primeiro tempo, a torcida estendeu duas faixas com os dizeres: “Aprovem o impeachment” e “Fora Casares”, mas ambas foram rapidamente retiradas. As faixas voltaram a ser estendidas na reta final da partida.

Torcedores protestam no Morumbis contra Casares (Foto: Thais Bueno/Gazeta Press)
Os protestos da torcida tricolor têm sido constantes, seja em jogos oficiais ou na sede social do clube. Recentemente, houve manifestações até mesmo em diversas partidas da Copinha.
A pressão sobre Casares escalou devido aos escândalos que foram divulgados recentemente na imprensa. O ge divulgou um esquema ilegal de venda de ingressos para shows em um camarote do Morumbis. Posteriormente, a Polícia Civil iniciou uma investigação para apurar um possível desvio de dinheiro do clube. A apuração ainda revelou que o presidente tricolor teria recebido R$ 1,5 milhão, em depósitos em espécie, entre 2023 e 2025.
A nova manifestação dos torcedores ocorre às vésperas da reunião do Conselho Deliberativo que votará o impeachment de Julio Casares. O pleito está marcado para esta sexta-feira, dia 16 de janeiro, a partir das 18h30 (de Brasília), no Morumbis.
Caso a destituição de Casares seja aprovada pelos conselheiros, o processo caminha para a última instância: a Assembleia Geral dos Sócios. Nesse cenário, ele permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final, e a cadeira presidencial seria assumida pelo vice-presidente, Harry Massis Júnior.
Na Assembleia Geral, se os associados endossarem que Casares deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Em contrapartida, se o impeachment não passar no Conselho Deliberativo, o caso será encerrado.









































