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·19 février 2026
Tote: “Não me parece que Vini seja o coitadinho deste filme”

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Tote, antigo futebolista que passou por Benfica e Real Madrid, desvalorizou o mais recente episódio polémico envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni no Estádio da Luz, pedindo “maturidade” para lidar com o que aconteceu. Em declarações à Radio MARCA, no programa Despierta San Francisco, o espanhol considerou que este tipo de troca de palavras “é tão velho como o futebol” e sugeriu que o caso terá poucas consequências por ser difícil de provar.
Sem branquear insultos, Tote defendeu equilíbrio no julgamento público e criticou aquilo que vê como uma seleção de indignações. “Acho piada qual falta de respeito está na primeira página do catálogo e qual está na oitava”, afirmou, lembrando que no futebol sempre existiram provocações e ofensas, incluindo ataques a familiares.
O ex-jogador referiu ainda que Vinícius por vezes tapa a boca quando fala, e deixou a ideia de que, naquele contexto, nem todos os intervenientes são “santos”, apontando para o momento em que o brasileiro se dirigiu a Nicolás Otamendi. «Imagino que a Nicolás Otamendi não lhe disse o bom central que ele é. Ele também já desenhou coisas com os gestos»,
Sobre a possibilidade de jogadores abandonarem o campo em resposta a insultos, Tote foi contra, argumentando que há adeptos que fazem quilómetros e gastam dinheiro para ver o jogo, e que a resposta deve ser dada em campo.
«Não me parece que o Vinícius seja o coitadinho deste filme. Condeno os insultos, mas parece-me muita confusão para o que aconteceu. Não concordo com isso. Há muita gente que faz quilómetros, que gasta dinheiro para ver um jogo. Não se pode sair do campo. É preciso jogar e demonstrar, como ele fez com o golaço que marcou.»
Para fechar, reforçou que o futebol é paixão e que muitas vezes se dizem coisas “que não se sentem”, defendendo maturidade para não entrar no jogo do adversário. «Isto não se vai conseguir mudar. O futebol é paixão e muitas vezes dizem-se coisas que não se sentem. Tive colegas de cor em quase todas as equipas e é preciso ter maturidade. Muitas vezes o adversário fá-lo para te tirar do jogo, não por racismo. Quando se entra nesse jogo, pode acontecer-te o que lhe aconteceu a ele também.»









































