Fala Galo
·24 avril 2026
Turbulência no Galo: O que explica a crise de identidade e as falas polêmicas no Atlético?

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·24 avril 2026

Foto: Pedro Souza Por: Angel Baldo
O Atlético vive um paradoxo incômodo: enquanto busca estabilidade dentro de campo, os bastidores da Cidade do Galo fervem. Após a vitória apertada sobre o Ceará pela ida da 5ª fase da Copa do Brasil, o que se viu na Arena MRV não foi celebração, mas um desabafo coletivo que expôs as vísceras de uma relação desgastada entre elenco, comissão técnica e diretoria.
O DESABAFO DOS PROTAGONISTAS:
A tensão subiu de tom quando figuras centrais do elenco decidiram quebrar o silêncio. Renan Lodi, embora tenha negado um “racha” explícito, admitiu que questões externas estão drenando o rendimento técnico. Contudo, foi o ídolo Hulk quem disparou o alerta mais grave. Incomodado com a gestão, o camisa 7 deixou seu futuro em aberto para o meio do ano, mencionando o incômodo com “quem manda” na instituição.
Segundo apuração do site No Ataque, o sentimento de parte do grupo é de abandono. Existe uma percepção clara de que a gestão da SAF está distante do cotidiano, falhando em proteger os jogadores das críticas externas. De acordo com fontes próximas aos atletas:
“Jogadores do Atlético sentiram que dirigentes esbravejaram da porta para fora, mas seguiram como se nada tivesse acontecido no CT.”
PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS:
Embora o fluxo de caixa para salários esteja em dia, o “fantasma” das pendências financeiras voltou a assombrar. Acordos de luvas e comissões em atraso geram um clima de desconfiança, especialmente após a promessa de um “novo Galo” feita no ano passado, que, na visão de alguns líderes do elenco, “pouco mudou desde então”.
A relação com o técnico Eduardo Domínguez também entrou em rota de colisão. O tom crítico do argentino em coletivas não foi bem recebido por todos, especialmente pelo respaldo que a diretoria deu às falas do treinador em detrimento da blindagem ao grupo. Parte dos atletas do Atlético entendem que: “Coisas que deveriam ficar dentro do vestiário estão vazando há tempos.”
O FATOR HULK:
A situação de Hulk é a mais delicada. O interesse do Fluminense e a sensação de desvalorização esportiva colocam o maior ídolo recente do clube em uma encruzilhada. Ele afirma não ter recebido um projeto claro de continuidade, sentindo-se descartável por parte da cúpula alvinegra.
Do outro lado, Paulo Bracks, CSO do Atlético, tenta apagar o incêndio. Em declaração oficial, ele negou qualquer distanciamento ou racha interno:
“O departamento de futebol, comissão técnica e jogadores estão em constante conversa… Não há nenhum tipo de arranhão nessa relação. O que eu posso garantir é que são reuniões permanentes, são discussões permanentes. A gente gosta de tratar tudo internamente.”
O Atlético se encontra em uma encruzilhada institucional. Entre o discurso de união da diretoria e as declarações pesadas de seus líderes, o clube precisa de resultados imediatos e, acima de tudo, de uma reconstrução de confiança interna. O mês de julho, com a abertura da janela de transferências, será o verdadeiro termômetro para saber se o Galo conseguirá manter suas peças ou se passará por uma reformulação forçada pela crise de bastidores.
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