Esporte News Mundo
·2 août 2026
Uefa critica Gianni Infantino e coloca liderança da Fifa em xeque; entenda

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·2 août 2026

A crise envolvendo a proposta da Fifa de criar uma empresa para comercializar participações em suas principais competições ganhou um novo capítulo. Depois de a entidade comandada por Gianni Infantino recuar oficialmente do projeto, a Uefa divulgou um duro posicionamento criticando a condução do caso e colocando em dúvida a permanência do dirigente à frente da federação internacional.
Em comunicado, a entidade que administra o futebol europeu afirmou que trabalhará em conjunto com suas associações filiadas e outras confederações para analisar como o projeto foi conduzido e impedir que situações semelhantes ocorram novamente.
Segundo a Uefa, todas as possibilidades serão avaliadas durante esse processo, incluindo discussões sobre a atual gestão da Fifa.
“É correto que, nos próximos dias e semanas, a Uefa trabalhe com suas associações e em estreita cooperação com outras confederações para refletir sobre como isso aconteceu e elaborar um plano para garantir que não volte a ocorrer. Nenhuma opção deve ser descartada. A atual liderança da Fifa perdeu não apenas a confiança da Uefa, mas também a de muitos outros membros da família do futebol”, afirmou a entidade.
A nota foi divulgada poucas horas após a Fifa confirmar a desistência da criação da FIFA Forward Enterprise (FFE). O projeto previa a formação de uma subsidiária responsável pela gestão comercial de torneios como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, com a expectativa de captar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) por meio da venda de participações para investidores.
Ao anunciar o recuo, Infantino justificou que a proposta deixou de atender ao propósito inicial por ter provocado divisões entre as associações nacionais.
A Uefa, entretanto, adotou um tom ainda mais contundente. A entidade afirmou que o plano foi conduzido sem transparência e relembrou promessas feitas por Infantino durante sua campanha à presidência da Fifa, em 2016, quando defendeu uma gestão aberta e voltada ao desenvolvimento do futebol.
No comunicado, a organização europeia acusou o dirigente de não cumprir esses compromissos e classificou a tentativa de implementação do projeto como um acordo de bastidores.
A oposição ao plano também ganhou força fora da Europa. Antes mesmo da desistência da Fifa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) já haviam manifestado publicamente resistência à proposta. Além disso, as federações de Inglaterra, Noruega e País de Gales demonstraram apoio à posição da Uefa e defenderam uma revisão da atual liderança da entidade máxima do futebol.







































