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·24 février 2026

'Um técnico que senta na mesa dos grandes': Conheça Eduardo Domínguez, o novo comandante do Atlético

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"Um técnico que senta na mesa dos grandes". Foi assim que o jornal argentino El Gráfico definiu Eduardo Domínguez, novo técnico do Atlético. O argentino de 47 anos recolocou no mapa o Estudiantes, que já estava há mais de uma década sem títulos relevantes. O treinador deixou o clube quase três anos depois com cinco títulos, sete finais e uma passagem que mudou a história recente do clube. 

Foram, na realidade, 2 anos, 11 meses e 13 dias. No período, o León voltou a ser competitivo e, usando uma frase empregada ao próprio técnico, voltou a sentar na mesa dos grandes. Recuperando uma essência histórica que parecia perdida há uma década e meia. 


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Uma recomeço imediato

Eduardo Domínguez começou a carreira como técnico no dia 18 de agosto de 2015, há pouco mais de 10 anos, quando assumiu o Huracán. Três dias antes, ele encerrava sua carreira como jogador no próprio Globo, em derrota contra o Nueva Chicago. Naquele mesmo ano, o defensor havia jogado a Libertadores pelo clube. 

Com passagens como atleta por clubes como Vélez, Racing e Independiente, Domínguez começou o trabalho como técnico já na elite argentina, e sem muito tempo para se preparar para o desafio. O que não se mostrou um problema: o técnico passou seus primeiros dez jogos no comando do clube sem perder, com direito a um empate com o River em Nuñez e uma vitória sobre o Sport e classificação contra o Leão nas oitavas da Sul-Americana. 

Logo em sua primeira temporada como técnico, Domínguez chegou em uma final internacional. Após derrubar Defensor Sporting nas quartas e o gigante River Plate na semifinal, o Huracán alcançou a final da Copa Sul-Americana. Contra o Santa Fé, da Colômbia, o título escapou pelas mãos na disputa de pênaltis. 

Pouco mais de um ano após ter assumido, entretanto, Domínguez se reuniu com os jogadores no treinamento e comunicou que não seguiria na equipe. O motivo foi a desgastada relação com o presidente Alejandro Nadur, principalmente após as vendas de Ramón Ábila (para o Cruzeiro) e Cristian Espinoza. 

Título histórico

O trabalho seguinte foi mais longo, de quase dois anos no Colón. A despedida foi também de Domínguez, que deixou uma carta de agradecimento aos torcedores, que na realidade foi um até logo. Em 2020, após trabalho no Nacional, do Uruguai, o técnico retornou ao Sabalero

A segunda passagem durou um tempo parecido, e foi ainda mais marcante. Em junho de 2021, no estádio Bicentenário de San Juan, o Colón se impôs diante do Racing, venceu por 3 a 0 e conquistou a Copa da Liga. Foi o primeiro título profissional da história da equipe de Santa Fé. 

Após uma reta final de temporada com resultados negativos, do clássico contra o Unión até a goleada sofrida para o River, Domínguez pediu mais uma vez para deixar o clube e encerrou, de vez, o ciclo no Colón (até aqui, pelo menos). 

Após uma passagem pouco marcante pelo Independiente em 2022, com 10 vitórias em 29 jogos, o comandante foi anunciado como técnico do Estudiantes na temporada seguinte. E viveu o melhor momento da carreira até aqui. 

Era Dourada no Estudiantes

A "Era Dourada" de Domínguez no Estudiantes começou com uma entrevista coletiva direta. No dia da apresentação, o treinador já havia deixado claro que sua prioridade era "recuperar a história e a cultura do clube", deixar "bases sólidas" e recuperar o sentimento de orgulho da torcida. 

A estreia, em 12 de março de 2023, quis o destino que fosse contra o Huracán, clube que abriu as portas para o início da carreira de Domínguez. Vitória do Estudiantes por 2 a 1, para iniciar um ciclo vitorioso na história do clube. 

Barba, como é conhecido Domínguez, recuperou a essência do clube. De pelea, de ser competitivo em partidas grandes. O técnico colocou o time em superioridade diante do rival de La Plata, o Gimnasia: em oito jogos, foram três vitórias, quatro empates e uma única derrota. 

A força nos jogos grandes foi vista nas Copas. O León caiu apenas nos pênaltis nas quartas da Sul-Americana para o Corinthians, com um elenco muito mais caro. E faturou a Copa Argentina após deixar pelo caminho Independiente, Huracán e Boca e levantar o troféu em cima do Defensa y Justícia. 

O segundo ano de trabalho foi a consolidação: o Estudiantes faturou a Copa da Liga e o Trofeo de Campeones em cima do Vélez. A cereja do bolo veio no ano seguinte, com a conquista do Clausura, nos pênaltis, em cima do Racing. O time não faturava o Campeonato Argentino desde 2011. O ciclo perfeito foi fechado com a conquista do Trofeo de Campeones contra o surpreendente Platense, uma semana após a conquista do Clausura. 

Das sete finais, Domínguez perdeu apenas a da Supercopa de 2024 para o River e da Supercopa Internacional de 2024 para o Vélez. Santiago Ascacíbar, José Sosa, Gastón Benedetti e Guido Carrillo foram os pilares do time nesse período, todos com pelo menos 100 jogos sob o comando de Domínguez. No total, o técnico somou 159 partidas oficiais, com 72 vitórias, 47 empates e 40 derrotas. 

O modelo de jogo

Eduardo Domínguez é um técnico enérgico, que cobra muita intensidade e vigor de suas equipes. Um treinador que busca uma gestão de grupo com prioridade para a construção de um elenco homogêneo e forte mentalmente para as variações naturais de uma temporada. 

Essa postura reflete uma equipe (pelo menos foi assim em La Plata) que busca uma pressão alta com muita intensidade, atuando em linhas compactas e bem organizadas. Na fase ofensiva, o jogo apoiado que era usado por Sampaoli não vai sofrer uma mudança abrupta, talvez com o acréscimo de uma maior verticalidade e rapidez nas trocas de passe. 

Em termos de plataforma tática, Domínguez é daqueles técnicos que se adaptam a diferentes contextos e adversários. Teve como base um 4-2-3-1, embora tenha conseguido certo sucesso em um 4-3-3 com falso 9. 

Em termos estruturais e de modelo de jogo, o Atlético pode não sofrer uma mudança grande. Mas, como aprendemos na comunicação, o "meio é a mensagem". Domínguez mostrou, nos trabalhos que fez, ser um bom gestor de grupo (algo que Sampaoli não compartilha). 

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