Uma vitória que não dá pra comemorar. Qualquer pessoa que avalie com um pouco mais lucidamente o jogo, verá que o Grêmio não jogou nada bem e a vitória saiu em um único lance isolado da partida. Enamorado fez a única jogada de vitória pessoal e cruzou pro Amuzu.
Aliás, o gol só saiu porque o Carlos Vinicius saiu da área, ficou caído porque reclamou que foi agredido, e aí os zagueiros foram nele e sobrou espaço pro Amuzu aparecer de surpresa. Sim, um lance completamente fora da rotina acabou ajudando o Grêmio.
Isso tudo contra o pior time do campeonato argentino, que jogou com boa parte do time com reservas. E o Grêmio não estava com todo time reservão, não. Cinco ou seis titulares, mais cinco titulares entrando no segundo tempo.
Aliás, Luís Castro novamente teve que fazer três trocas no segundo tempo. Peguem as fichas das últimas partidas e vão perceber que isso tá acontecendo toda hora.
Se fosse um jogo isolado, eu diria que foi constrangedor. Porém, como já vem de tempos assim, acho que palavra é preocupante.
Luis Castro não tá achando um time. Simples como isso. Eu nem vou focar de tática ou técnica. A questão é um time que não consegue fazer o básico do futebol que é competir, ser rápido, ter movimentação. Pelo contrário, era um time parado em campo. Cada um na sua posição esperando a bola chegar. Coisas óbvias que não acontecem.
Tetê segue sem conseguir sequer estrear com a camisa gremista.
Nardoni foi expulso e não há nem como defender. Desde a estreia dele que o Nardoni tem lances onde é meio bola e meio canela. Há tempos estava se safando. Desde a estreia contra o Galo, passando por Vasco, Palmeiras e Gre-Nal. Vários lances que correu um baita risco. E futebol mesmo não tem conseguindo demonstrar. Não sou definitivo, o Villasanti também demorou pra deslanchar, mas hoje o Nardoni não tá perfomando.
Fica na dúvida sobre as criticas para o Braithwaite. Afinal, tá claro que a bola não chegava nele. Insisto, não acho que as vaias foram injustas na substituição dele, mas preciso registrar aqui a questão do time não ajudar.
Por isso que eu não consigo criticar o Grêmio por ter três zagueiros e dois volantes, até porque imagino que o Castro tentou manter o jeito de jogar. E nem pelo fato dos caras jogarem com linha de cinco na defesa, quatro na frente e só um atacante, que também marcava. A culpa é do Grêmio. É do Luís Castro.