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·2 avril 2026
Villas-Boas admite pressionar canais para não falarem mal do FC Porto

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Ontem, à saída da reunião com a ministra, André Villas-Boas não teve qualquer problema em assumir que falou com o dono de um canal por causa dos comentadores que atacam o FC Porto. E esse detalhe, por si só, já diz muito sobre a forma como certos episódios são lidos consoante a cor de quem os protagoniza.
“Temos a capacidade de reconhecer que temos um papel maior na sociedade e no campo do desporto com os nossos posicionamentos comunicacionais. Agora, repare… Eu sou presidente do FC Porto. O seu canal em específico não deixa de insultar permanentemente, com diferentes jornalistas, o presidente do FC Porto… Pronto, mas sabe onde é que eu quero chegar. Também tive a oportunidade de falar com o Mário Ferreira relativamente a este caso. O FC Porto não pode ser a chacota e o saco de boxe de todos os canais e meios de comunicação social”, afirmou o presidente portista.
O mais curioso é a facilidade com que isto passa quase como normalidade. Durante anos, quando se queria atacar o Benfica, falava-se em influência, pressão e controlo. Agora, quando é o presidente do FC Porto a admitir publicamente que falou com o dono de um grupo de media por causa de comentadores, já parece tudo aceitável, quase institucional.
O problema não é apenas o que foi dito. É a ideia que fica. E a ideia que fica é a de um presidente de clube que entende ser legítimo intervir junto de quem manda num canal quando não gosta do tratamento mediático que está a receber. Quem antes gritava escândalo, agora parece olhar para o lado.









































