Portal dos Dragões
·28 mars 2026
Villas-Boas e os emails do Benfica: as “missas”, os “padres” e as “probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer”

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André Villas-Boas, presidente do FC Porto, recorreu à mais recente edição da Revista Dragões para responder ao Benfica, na sequência do pedido apresentado pelo rival junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) no âmbito do caso dos e-mails.
“Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar “padres” para rezar “missas” em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas”, escreve o líder do FC Porto, continuando: “São estas tristes realidades, e uma incapacidade evidente de gerir o futebol português, que afetam a credibilidade das instituições. Que saudades devem ter dos apanha-bolas do FC Porto e da decoração do balneário do Dragão, que tanta falta fazem ao futebol português para encobrir outras práticas.”
No dia 20, o Benfica divulgou um comunicado no qual confirmou ter apresentado um “pedido de esclarecimento (…) relativamente às medidas, ilações e consequências desportivas que o Conselho de Disciplina irá retirar da decisão judicial”, recordando que “entre abril de 2017 e fevereiro de 2018, a FC Porto SAD, através do seu então Diretor de Comunicação [Francisco J. Marques], utilizou canais oficiais do clube para divulgar, de forma reiterada e pública, conteúdos obtidos ilicitamente, formulando acusações graves de corrupção, manipulação de árbitros e adulteração da verdade desportiva por parte do Sport Lisboa e Benfica”.
Importa lembrar que, em fevereiro do ano passado, o Supremo Tribunal de Justiça confirmou as decisões da Relação no denominado caso dos emails, obrigando o FC Porto a indemnizar o Benfica. A administração liderada na altura dos acontecimentos pelo falecido Pinto da Costa foi condenada a pagar aos encarnados 605.300,90 euros, montante ao qual se somam juros de mora de 164 mil euros. No total, os dragões foram condenados a desembolsar cerca de 770 mil euros.









































