MundoBola
·19 mars 2026
Zubeldía admite que 'perfil' do banco não segurou o Vasco e explica apagão nos 15 minutos finais

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O Fluminense teve o clássico na palma da mão. Com um 2 a 0 construído com autoridade até os 15 minutos do segundo tempo, o Tricolor parecia caminhar para uma vitória tranquila. No entanto, o que se viu na reta final foi um colapso que o técnico Luis Zubeldía atribuiu a um fator específico: a mudança drástica no perfil da equipe após as substituições forçadas pelo desgaste.
Em coletiva, o treinador argentino foi sincero ao reconhecer que, ao perder seus "ritmistas", o Fluminense convidou o Vasco para o jogo.
Zubeldía explicou que o trio formado por Martinelli, Savarino e Lucho Acosta é o coração técnico do time. Quando o fôlego desses atletas acabou, o Fluminense perdeu a capacidade de "esconder a bola" do adversário.
"Os jogadores que saíram eram os que mais seguravam a bola. Lucho, Savarino e Martinelli são jogadores que, em associação, estão acima da média. Quando eles cansaram, os que entraram tinham outro perfil de jogo. Nos últimos 10 minutos, faltou segurar a bola", analisou o comandante.
A entrada de jogadores de mais "transpiração", como Serna e Otávio, acabou mudando a característica do time de um modelo associativo para um modelo de resistência, e foi aí que a bola aérea do rival puniu o Tricolor.
Mais do que o cansaço, Zubeldía lamentou a incapacidade da equipe em se adaptar ao "jogo sujo" e de imposição física que o clássico exige nos minutos finais. Para ele, uma equipe grande precisa saber sofrer quando a técnica não é mais suficiente.
Apesar da frustração pela virada sofrida em apenas 15 minutos, Zubeldía fez questão de ressaltar que o Fluminense jogou como "equipe grande" durante 70 minutos. O treinador vê na próxima Data Fifa a oportunidade ideal para ajustar essas oscilações e preparar o elenco para a maratona de 18 jogos em dois meses que virá a seguir.
O Tricolor agora foca no Atlético-MG, no sábado (21), buscando recuperar a solidez que o manteve no G4, mas com o alerta ligado: o "futebol de 70 minutos" nem sempre é suficiente para vencer no Brasileirão.
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