Calciopédia
·21 April 2026
33ª rodada: a Juventus teve jornada perfeita e passou a lutar pelo vice-campeonato da Serie A

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·21 April 2026

A 33ª rodada da Serie A se desenhou sob um cenário de tensão concentrada fora do topo, mas ainda assim entregou movimentos importantes na parte alta da tabela. A Inter, mesmo administrando a vantagem construída nas semanas anteriores, respondeu com autoridade ao vencer o Cagliari e praticamente encaminhar o scudetto – faltam apenas quatro pontos para o inevitável 21º título. Em paralelo, a jornada foi marcada por ajustes relevantes na corrida pelo G4 e pela vice-liderança, com vitórias fundamentais de Juventus, Milan e Lazio, que reorganizaram o bloco imediatamente abaixo da liderança e aumentaram a pressão direta sobre Napoli e Como.
Se em campo os protagonistas responderam, fora dele o ambiente seguiu conturbado, especialmente em Roma. O empate entre os giallorossi e a Atalanta aconteceu em meio a um contexto de instabilidade no projeto capitolino, agravado pelas recentes trocas públicas de farpas entre Gian Piero Gasperini e Claudio Ranieri, que evidenciam uma fratura interna sem uma solução simples. Esse ruído extracampo se refletiu em um time competitivo, mas incapaz de transformar desempenho em resultado – o que, nesta altura da temporada, pesa diretamente na disputa por vagas europeias.
Dentro das quatro linhas, a Juventus foi quem melhor capitalizou o cenário. Com uma vitória segura sobre o Bologna, e uma rodada perfeita para si, a equipe de Luciano Spalletti não apenas consolidou sua posição no G4, como também se inseriu de vez na briga pelo vice-campeonato, reduzindo para três pontos a distância até Milan e Napoli. Os rossoneri, por sua vez, fizeram o básico fora de casa contra o Verona e assumiram a segunda colocação nos critérios de desempate, reforçando uma campanha que, mesmo irregular em alguns momentos, se sustenta na eficiência. Já a Lazio protagonizou o resultado mais impactante da rodada ao bater o Napoli em pleno Diego Armando Maradona.
Mais abaixo, outros resultados ajudaram a desenhar o panorama geral da rodada. O Sassuolo freou o Como e embaralhou ainda mais a disputa por vagas continentais, enquanto Parma e Genoa deram passos importantes na luta contra o rebaixamento. Ao mesmo tempo, empates como os de Roma e Atalanta, e também de Lecce e Fiorentina, mantiveram as zonas intermediárias e inferiores da tabela em aberto, com poucas definições concretas a cinco rodadas do fim.
A Inter segue soberana na liderança com 78 pontos e transformou a reta final em uma contagem regressiva: são 12 de vantagem. Logo atrás, a disputa pela vice-liderança ganhou novos contornos. Milan e Napoli aparecem empatados com 66, mas os rossoneri assumem a segunda posição no saldo de gols. Nesse cenário, a Juventus, com 63, encurtou a distância para apenas três.
Na sequência, o bloco de perseguição ao G4 começa a perder tração. Como e Roma, ambos com 58 pontos, seguem vivos. A Atalanta, com 54, praticamente se despede da disputa pela Champions League e passa a olhar mais para a Liga Europa, enquanto Bologna (48) e Lazio (47) ainda tentam se manter no radar, embora dependam de uma combinação improvável de resultados. O Sassuolo, com 45, aparece logo atrás. No meio da tabela, Udinese (43) e Torino (40) ocupam uma zona de conforto relativa, sem grandes riscos ou ambições mais concretas, enquanto Genoa e Parma, ambos com 39, deram passos fundamentais rumo à permanência e praticamente selaram seus objetivos na temporada. Já a Fiorentina, com 36, manteve importante vantagem de oito pontinhos na luta contra o rebaixamento e encaminhou sua permanência.
Na parte inferior, o cenário segue tenso. Cagliari (33) ainda respira, mas permanece pressionado, enquanto Cremonese e Lecce, empatados com 28 pontos, travam uma disputa direta pela sobrevivência. Mais abaixo, Verona e Pisa, ambos com 18, aparecem cada vez mais distantes da salvação e já convivem com um cenário praticamente irreversível, com a queda se desenhando rodada após rodada e podendo ser confirmada já no próximo fim de semana. Confira tudo isso no resumo da jornada.
Gols e assistências: David (Kalulu) e Thuram (McKennie) Tops: David e Kalulu (Juventus) Flops: Helland e Castro (Genoa)
Com uma belíssima homenagem a Manninger, ex-goleiro bianconero que faleceu há poucos dias, a Juventus venceu o Bologna por 2 a 0 com autoridade e aproveitou a rodada para dar um salto importante na tabela. Além de abrir cinco pontos de vantagem sobre Como e Roma, a equipe de Luciano Spalletti se colocou de vez na disputa pelo vice-campeonato, ficando a apenas três de Milan e Napoli. Em um jogo controlado do início ao fim, os bianconeri foram eficientes para resolver cedo e administrar com tranquilidade, diante de um adversário pouco incisivo, e com o mental muito abalado após a eliminação na Europa League.
Logo no início, a Juve tratou de encaminhar o resultado. Com apenas 2 minutos, David aproveitou cruzamento de Kalulu e marcou de cabeça, abrindo o placar e dando conforto imediato aos mandantes. A partir daí, o time seguiu superior, criando chances para ampliar ainda na etapa inicial, com Conceição e o próprio David, enquanto o Bologna pouco produziu – sua melhor tentativa foi um voleio de Orsolini, sem direção. Ainda antes do intervalo, Holm chegou a acertar a trave em chute de fora da área.
Na volta do intervalo, a equipe de Spalletti manteve o controle e rapidamente matou o jogo. A entrada de Thuram fortaleceu o meio-campo e surtiu efeito imediato: após levantamento de McKennie, o francês apareceu bem na área para fazer o segundo gol. O Bologna tentou reagir com mudanças, e Rowe chegou perto ao acertar a trave em jogada trabalhada com Zortea, mas parou também em boas intervenções de Di Gregorio. Nos minutos finais, já desgastado e sem poder de reação – inclusive com um jogador a menos após problema físico de Bernardeschi, que ingressara em campo e teve de sair com substituições já esgotadas –, o time visitante apenas assistiu à Juventus administrar a vantagem e confirmar uma vitória sólida, que reforça sua candidatura não só ao G4, mas também ao vice-campeonato, com um confronto direto com o Milan na próxima rodada.
Gols e assistências: Thuram (Dimarco), Barella e Zielinski (Dumfries) Tops: Barella e Thuram (Inter) Flops: Mina e Rodríguez (Cagliari)
Falta pouco para o 21º scudetto. A Inter segue em ritmo de campeã e fez mais uma vítima ao bater o Cagliari por 3 a 0 em San Siro, ampliando ainda mais sua vantagem na liderança. O domínio dos nerazzurri já não se mede apenas pela pontuação, mas também pela superioridade estatística, com números ofensivos que colocam a equipe em outro patamar dentro da Serie A. São 78 gols marcados até aqui, contra os 57 anotados por Juventus e Como, e 48 de Milan e Napoli – até o o saldo dos nerazzurri (49) é superior ao total feito por seus dois principais perseguidores. Com o resultado, o time de Cristian Chivu chega a 12 pontos de frente e deixa o scudetto cada vez mais próximo, enquanto os sardos seguem pressionados na parte inferior da tabela.
Apesar do controle territorial, o primeiro tempo teve poucas definições claras, com a Inter rondando a área e encontrando resistência de um Cagliari bem fechado. Dimarco apareceu com perigo em jogadas construídas ao lado de Thuram e Esposito. Do outro lado, Palestra foi quem mais incomodou em arrancadas pontuais. A mudança de cenário veio após o intervalo, quando os donos da casa voltaram com mais intensidade: Barella iniciou a jogada que terminou na assistência de Dimarco para Thuram abrir o placar, em lance que reforçou a conexão entre os dois e levou o ala italiano ao topo histórico de assistências na competição. Agora são 16, em igualdade com Papu Gómez. Para Thuram, foi o quarto gol em três rodadas.
A partir daí, o confronto se tornou extremamente previsível. Poucos minutos depois, o próprio Barella ampliou com um balaço da entrada da área e optou por não comemorar diante de seu clube formador, ainda que tenha sido envolvido pelos companheiros logo na sequência. Com o rival já abatido, a equipe milanesa administrou o ritmo e ainda encontrou tempo para fechar a conta nos acréscimos, quando Zielinski, após jogada iniciada por Bonny, protagonizou um dos gols mais plásticos desta edição da Serie A: um chute de primeira, no ângulo de Caprile. Faltam apenas quatro pontos para o inevitável título nerazzurro.
A Inter deslanchou no segundo tempo em San Siro e contou com mais um tropeço do Napoli para se aproximar do título (Getty)
Gols e assistências: Cancellieri (Taylor) e Basic Tops: Gila e Taylor (Lazio) Flops: Buongiorno e Beukema (Napoli)
O Napoli sofreu uma derrota pesada em casa ao cair por 2 a 0 diante da Lazio, em um resultado que muda diretamente o cenário da parte de cima da tabela. A atuação dos partenopei esteve muito abaixo do esperado, especialmente pela dificuldade em impor ritmo e criar situações claras de gol, enquanto os capitolinos foram mais organizados, diretos e eficientes. O revés encerra uma longa invencibilidade no Maradona e representa um tropeço difícil de explicar em um momento tão decisivo. Ademais, os biancocelestes somaram a sua quarta vitória seguida no estádio – um recorde.
O jogo começou com a Lazio mais ligada, ocupando melhor os espaços e aproveitando a lentidão do adversário. Logo aos 6 minutos, uma boa troca de passes entre Zaccagni, Taylor e Cancellieri terminou com o camisa 22 finalizando para abrir o placar. A equipe de Maurizio Sarri manteve o controle territorial por boa parte da primeira etapa, explorando as laterais com consistência e criando novas oportunidades. Zaccagni ainda teve a chance de ampliar em cobrança de pênalti, mas parou em Milinkovic-Savic, que também apareceu bem em outras intervenções. Do lado napolitano, a resposta foi tímida, com circulação previsível e apenas uma tentativa de De Bruyne de fora da área que pouco assustou.
Na segunda etapa, Antonio Conte tentou mexer na estrutura com alterações logo após o intervalo, mas o panorama seguiu semelhante. Mesmo com mais posse, o Napoli encontrou um bloco defensivo bem montado e sofreu para acelerar o jogo – esbarrando ainda em atuações individuais muito ruins de várias peças. Em uma perda de bola dos mandantes no meio-campo, Nuno Tavares avançou pela esquerda e cruzou para a área; após tentativa frustrada de Noslin, Basic apareceu para ampliar a vantagem da Lazio. A partir daí, os visitantes administraram com segurança, fechando os espaços e controlando as ações, enquanto os donos da casa insistiram sem encontrar soluções, apenas no talento, como o de Alisson Santos, que acertou o poste aos 58 minutos. Nem mesmo as mudanças finais alteraram o cenário, consolidando uma vitória que expõe a fragilidade momentânea dos azzurri e incendeia ainda mais a briga europeia.
Gol e assistência: Rabiot (Rafael Leão) Tops: Rabiot e Gabbia (Milan) Flops: Orban e Akpa Akpro (Verona)
O Milan venceu o Verona por 1 a 0, fora de casa, em um resultado ajustado, mas de enorme peso na parte de cima da tabela. Com o gol solitário de Rabiot, os rossoneri retomaram o caminho das vitórias após duas derrotas consecutivas e reassumiram a segunda posição, empatados em pontos com o Napoli, mas à frente no saldo. Já o Hellas, cada vez mais próximo do rebaixamento, pouco conseguiu produzir e ainda viu a frustração transbordar fora das quatro linhas, com Orban se envolvendo em um confronto físico com um torcedor após o apito final.
O primeiro tempo foi travado, com pouquíssima inspiração ofensiva dos dois lados, até que, aos 41 minutos, Rabiot encontrou espaço para avançar pelo meio, tabelou com Rafael Leão e finalizou com tranquilidade diante de Montipò para abrir o placar. A resposta do Verona veio quase na sequência, em jogada parecida, mas Belghali desperdiçou a chance cara a cara com Maignan, que fez a defesa. Fora isso, o confronto foi marcado por longos períodos de pouca criatividade, com o Milan controlando sem acelerar e os donos da casa sem conseguir transformar sua postura cautelosa em perigo real.
Na etapa final, o Verona tentou mudar o cenário, adiantou suas linhas e passou a rondar mais a área adversária, criando algumas situações, como finalizações de Belghali e Vermesan, além de uma intervenção decisiva de Gabbia em lance com Orban. Ainda assim, faltou qualidade na definição para transformar volume em gol. O Milan, por sua vez, administrou a vantagem com pragmatismo, mesmo oferecendo alguns espaços no fim. Sem brilho, mas eficiente, a equipe garantiu três pontos fundamentais na corrida por uma vaga na Champions League, enquanto os gialloblù seguem afundados, 10 atrás de Lecce e Cremonese, com 15 restantes em disputa.
O Napoli foi dominado em casa por uma sólida Lazio, que ganhou pela quarta vez seguida em visita à Campânia (Getty)
Gols e assistências: Hermoso (Rensch); Krstovic (De Roon) Tops: Hermoso (Roma) e Carnesecchi (Atalanta) Flops: El Aynaoui (Roma) e Bellanova (Atalanta)
Em meio ao caos interno no time da capital, Roma e Atalanta não saíram do 1 a 1 em um confronto direto que valia muito mais do que pontos na briga por competições europeias. O resultado, construído ainda no primeiro tempo, acabou refletindo o equilíbrio de uma partida intensa, mas que deixou um gosto amargo para os dois lados, já que a vitória era fundamental para ambos, no intuito de encurtar a distância até a zona de Champions League. Com o empate, os giallorossi alcançam o Como na quinta posição, enquanto a equipe de Bérgamo divide o foco com a volta da semifinal da Coppa Italia, contra a Lazio.
A Atalanta saiu na frente aos 11 minutos, quando, em uma entregada de Hermoso na saída de bola, De Roon encontrou Krstovic, que acertou um lindo chute para abrir o placar e alcançar seu décimo gol na Serie A, sendo o primeiro jogador do clube a atingir essa marca na temporada. A Roma respondeu com intensidade, explorando principalmente Soulé e El Shaarawy, mas parou diversas vezes em Carnesecchi, seguro em intervenções importantes, incluindo uma saída cirúrgica diante de Malen. Ainda assim, a insistência foi recompensada antes do intervalo, quando Hermoso emendou um lindo voleio na área para deixar tudo igual e se redimir.
Na segunda etapa, o ritmo se manteve alto, embora a efetividade tenha desaparecido. As duas equipes promoveram diversas alterações, tentando encontrar novos caminhos ofensivos, mas seguiram esbarrando na organização defensiva adversária e, novamente, em Carnesecchi, que continuou decisivo ao bloquear tentativas de Malen, El Shaarawy e do próprio Hermoso, que ainda acertou a trave. A Atalanta passou a ter mais controle nos minutos finais, enquanto a Roma buscava escapar em transições, sem sucesso. O apito final confirmou o empate e foi acompanhado por vaias da torcida romanista, insatisfeita com as rusgas entre Ranieri e Gasperini, que deixam a estagnação dos giallorossi em segundo plano. Nas oito últimas temporadas, a Loba teve praticamente o mesmo aproveitamento a esta altura do campeonato.
Gols e assistências: Volpato (Nzola) e Nzola (Laurienté); Paz (Smolcic) Tops: Nzola e Laurienté (Sassuolo) Flops: Moreno e Butez (Como)
O Sassuolo fez valer o mando de campo e superou o Como por 2 a 1 em um duelo que impactou diretamente a corrida por vagas europeias. A equipe de Fabio Grosso construiu o resultado ainda na etapa inicial, explorando com eficiência os espaços concedidos pelos lariani, enquanto o time de Cesc Fàbregas acumulou sua segunda derrota consecutiva. Com isso, os visitantes ampliam a sequência negativa e veem a distância para o G4 crescer.
Apenas cinco minutos antes do intervalo foram necessários para inaugurar e selar o placar. Aos 42, Laurienté iniciou um contra-ataque veloz que terminou nos pés de Nzola, que serviu Volpato; o camisa 7, mesmo com o passe imperfeito, ajustou o corpo e encobriu Butez, de fora da área, com muita categoria. Na sequência, praticamente sem tempo para reação, outra transição rápida encontrou novamente o atacante angolano, desta vez acionado em profundidade por Laurienté. O africano superou a marcação e ampliou a vantagem. O Como ainda conseguiu diminuir antes do descanso, quando Paz aproveitou cruzamento de Smolcic e, de cabeça, encobriu Turati.
Na volta dos vestiários, o panorama não mudou tanto quanto se esperava. Mesmo com ajustes promovidos por Fàbregas, com posse de bola pouco efetiva e raras oportunidades claras. A melhor delas surgiu com o próprio Paz, em uma jogada individual que só não terminou em gol graças a uma intervenção decisiva de Turati, salvando praticamente em cima da linha – e evitando o que seria o fatal gol de Morata, que chegava para concluir. A partir dali, o Sassuolo controlou o ritmo, fechou os espaços e ainda ameaçou em transições com Thorstvedt, Fadera e Pinamonti, garantindo um triunfo que reforça sua consistência, enquanto os biancoblù deixaram o campo pressionados com a queda repentina de desempenho.
Novamente decisivo, Rabiot fez o Milan retomar a vice-liderança (Getty)
Gols e assistências: Tiago Gabriel (Gallo); Harrison (Mandragora) Tops: Tiago Gabriel (Lecce) e De Gea (Fiorentina) Flops: Cheddira (Lecce) e Ndour (Fiorentina)
Lecce e Fiorentina empataram por 1 a 1 em um confronto direto importante na luta contra o rebaixamento – resultado que, no fim das contas, acabou sendo administrável para ambos. A Viola mantém uma vantagem confortável de oito pontos sobre a zona da degola, faltando apenas cinco rodadas, enquanto os salentinos interrompem a sequência negativa e seguem vivos na disputa pela permanência, embora possam se lamentar por não terem conseguido a virada. O equilíbrio no placar refletiu bem o andamento do jogo, com cada equipe sendo superior em um tempo.
Na primeira etapa, a Fiorentina foi mais organizada e soube explorar melhor os espaços, principalmente pelo lado direito. Antes de sair na frente, ainda viu Falcone trabalhar em chute de Mandragora, mas, aos 29 minutos, Harrison acertou um lindo chute colocado para inaugurar o marcador e celebrar seu primeiro gol pelo clube. O Lecce até começou mais agressivo, criando boa chance com Cheddira, salva em cima da linha por Fagioli, mas perdeu força após sofrer o tento e teve dificuldades para transformar volume em perigo real. A equipe de Paolo Vanoli, por sua vez, quase ampliou em contra-ataque, mas Piccoli não conseguiu completar assistência de Dodô.
Na volta do intervalo, o cenário mudou. O Lecce cresceu, aumentou a intensidade e passou a pressionar com mais frequência, especialmente após as mudanças promovidas por Eusebio Di Francesco. A equipe encontrou o empate aos 71 minutos, quando Tiago Gabriel subiu bem após escanteio e cabeceou para as redes. Embalados, os donos da casa tentaram a virada e ainda exigiram grande defesa de De Gea em finalização de Banda, mas esbarraram na organização defensiva da Fiorentina nos minutos finais. Sem novas alterações no placar, o empate se confirmou como um resultado justo, mantendo a distância entre os times na tabela e deixando a permanência da Viola, invicta há seis jogos, cada vez mais próxima. Apesar de ser pouco para o talento do elenco, os gigliati terão uma bela história de retomada ao fim da temporada, sobretudo no ano de 2026.
Gols e assistências: Elphege (Gabriel Strefezza) Tops: Elphege e Gabriel Strefezza (Parma) Flops: Kabasele e Ekkelenkamp (Udinese)
O Parma deu mais um passo firme rumo à permanência ao vencer a Udinese por 1 a 0 no Friuli. Com o resultado, os crociati se aproximam de forma decisiva da salvação, faltando apenas quatro pontos para a confirmação matemática, enquanto os friulanos, mesmo em situação mais confortável, deixaram escapar a chance de manter o bom momento recente.
A partida foi marcada por um ritmo controlado e poucas oportunidades claras, sobretudo na primeira etapa, quando o Parma se fechou e dificultou qualquer tentativa de construção da Udinese. A equipe de Kosta Runjaic tentou explorar o centro com Zaniolo atuando como referência, mas encontrou dificuldades sem a presença de Davis, reduzindo significativamente sua produção ofensiva. Do outro lado, os visitantes apostaram em bolas paradas e transições pontuais, mantendo o jogo sob controle mesmo sem grande volume.
O gol decisivo da partida veio na segunda etapa, quando Elphege, recém-entrado, aproveitou uma falha defensiva para girar sobre a marcação e finalizar com muita calma diante de Okoye, após assistência de Gabriel Strefezza. A melhor chance dos donos da casa viria mais tarde, em um lance caótico que terminou com uma bola na trave de Gueye e, na sequência, um erro inacreditável de Zaniolo que mandou a pelota para fora. A partir daí, bastou administrar com inteligência, contando com algumas intervenções seguras de Suzuki no fim para garantir o resultado. Mais uma vitória magra, mais um jogo resolvido nos detalhes – e uma equipe que, mesmo sem brilho, constrói sua permanência com consistência.
Gasperini reencontrou a Atalanta num momento conturbado de sua relação com a diretoria da Roma (Getty)
Gols e assistências: Canestrelli (Angori); Ekhator (Baldanzi) e Colombo (pênalti) Tops: Baldanzi e Colombo (Genoa) Flops: Caracciolo e Loyola (Pisa)
O Genoa venceu o Pisa por 2 a 1, de virada, e deu um passo importante rumo à permanência na Serie A, enquanto os toscanos se aproximam cada vez mais do rebaixamento. O resultado traduz bem a diferença de momento entre as equipes: de um lado, um time mais organizado e eficiente; do outro, um mais combativo, mas limitado e quase matematicamente rebaixado. Definitivamente não fez diferença para os nerazzurri trocar Alberto Gilardino por Oscar Hiljemark – curiosamente, dois ex-jogadores do adversário que os derrotou no domingo.
O primeiro tempo foi movimentado e começou com o Genoa tentando impor sua superioridade técnica, criando as primeiras oportunidades, como em finalização de Baldanzi que passou perto. Ainda assim, quem saiu na frente foi o Pisa: após escanteio cobrado por Angori, a defesa rossoblù falhou coletivamente, e Canestrelli apareceu para marcar seu primeiro gol na Serie A. Os mandantes ainda tiveram a oportunidade de ampliar o marcador com Angori, mas o camisa 3, livre de marcação após outro erro defensivo grifone, não serviu Tramoni e nem finalizou bem, Bijlow saiu e fez a defesa. O empate visitante veio aos 41, aproveitando os espaços deixados pelos donos da casa. Em uma jogada bem construída, Colombo serviu Baldanzi, que encontrou Ekhator, e o ítalo-nigeriano finalizou no ângulo de Semper para empatar a peleja. Antes do intervalo, o próprio Colombo ainda teve grande chance de virar, mas desperdiçou na cara do gol.
Na etapa final, o Genoa manteve a postura agressiva e passou a pressionar mais alto, forçando erros do adversário. A virada surgiu justamente dessa insistência: após perda de bola de Loyola, Baldanzi finalizou e a bola tocou no braço de Canestrelli dentro da área. Pênalti muito bem convertido por Colombo, que garantiu a virada e alcançou sua melhor marca individual na Serie A – sete gols. O Pisa tentou reagir com mudanças ofensivas e chegou a criar uma boa oportunidade com Aebischer, mas parou novamente em Bijlow. Ao fim, a vitória confirmou a evolução dos grifoni na reta final, enquanto o Pisa continua sofrendo com seu nervosismo em definir e segurar os resultados, o que lhe custará o rebaixamento no fim da temporada.
Tops: Bonazzoli (Cremonese) e Paleari (Torino) Flops: Sanabria (Cremonese) e Simeone (Torino)
Cremonese e Torino ficaram no 0 a 0 em um jogo que teve mais tensão do que brilho – mas não faltaram momentos importantes, sobretudo na etapa final. O empate interrompe a sequência positiva dos granata, que vinham de três vitórias, enquanto os lombardos somam um ponto que mantém viva a disputa na parte baixa da tabela.
O primeiro tempo foi travado, marcado por cautela excessiva e pouca produção ofensiva. A equipe de Marco Giampaolo, pressionada pela luta contra o rebaixamento, encontrou dificuldades para acelerar o jogo e transformar posse em perigo real, enquanto o Torino adotou uma postura mais reativa, esperando espaços que quase não surgiram. A escassez de lances ficou evidente: a primeira finalização no alvo só apareceu nos minutos finais, em cobrança de falta de Bonazzoli defendida por Paleari. Antes disso, os poucos sustos vieram de erros, como um recuo impreciso de Bondo que quase ofereceu chance a Vlasic, sem consequências.
Na volta do intervalo, a Cremonese mudou o tom, adiantou suas linhas e passou a empurrar o adversário para trás. Bonazzoli virou o principal nome do ataque e obrigou Paleari a trabalhar muito, especialmente em um chute colocado que tinha endereço certo, mas encontrou uma defesa espetacular do goleiro. O time da casa chegou a balançar as redes após escanteio, em lance que terminou com desvio contra de Coco, mas o gol foi anulado por falta de Baschirotto em Paleari. Sem conseguir reagir ofensivamente – o primeiro chute no alvo só veio nos acréscimos, com Kulenovic –, o Torino resistiu como pôde e garantiu o empate sem gols, sustentado pela solidez defensiva e pela atuação decisiva de seu goleiro.
Carnesecchi (Atalanta); Gila (Lazio), Gabbia (Milan), Muharemovic (Sassuolo); Kalulu (Juventus), Barella (Inter), Taylor (Lazio), Baldanzi (Genoa), Rabiot (Milan); Nzola (Sassuolo), Laurienté (Sassuolo). Técnico: Maurizio Sarri (Lazio).









































