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Calciopédia

·28 April 2026

34ª rodada: o Napoli adiou a festa da Inter e se afirmou na corrida pelo vice-campeonato

Gambar artikel:34ª rodada: o Napoli adiou a festa da Inter e se afirmou na corrida pelo vice-campeonato

O Napoli adiou a festa da Inter ao vencer a Cremonese, com goleada que impediu a definição antecipada do título neste fim de semana e, de quebra, se recolocou na vice-liderança da Serie A, intensificando sua candidatura a uma vaga na Champions League. Em uma atuação dominante como há muito tempo não tinha, o time de Antonio Conte aproveitou o momento para se desgarrar do Milan e se firmar como segunda força na reta final do campeonato.

Prestes a celebrar a conquista de seu 21º scudetto, a Inter não fez sua parte no fim de semana e acabou empatando com o Torino, ficando dependente de uma vitória – e não mais de um simples empate – na próxima rodada para ser campeã sem depender de outros resultados. Mas também pode comemorar até sem entrar em campo, se o Napoli perder para o Como e o Milan não bater o Sassuolo.


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O Milan, aliás, voltou fazer um clássico sem gols com a Juventus – os gigantes foram dois dos 10 times que não marcaram nesta rodada de Serie A. O equilíbrio na disputa por vaga na Champions League foi mantido, mas Roma e Como venceram e se aproximaram do G4: estão três pontos atrás dos bianconeri e a seis dos rossoneri. Já a Atalanta praticamente se despediu da briga por Champions League após derrota, enquanto o Bologna, que já estava fora dessa disputa, também deu adeus a qualquer ambição europeia com mais um revés.

Na parte inferior da tabela, a rodada também trouxe definições importantes. Udinese, Parma e Torino garantiram matematicamente a permanência e cumpriram seus objetivos na temporada, enquanto Fiorentina e Cagliari se aproximaram de forma significativa da salvação. O Lecce somou um ponto importante fora de casa e abriu vantagem mínima para a zona de descenso, ao passo que Verona e Pisa ficaram ainda mais próximos da queda, devendo confirmar o rebaixamento já na próxima rodada. Confira tudo isso no resumo da jornada.

Napoli 4-0 Cremonese

Gols e assistências: McTominay (De Bruyne), Terracciano (contra), De Bruyne e Alisson Santos (Milinkovic-Savic) Tops: McTominay e De Bruyne (Napoli) Flops: Maleh e Terracciano (Cremonese)

O Napoli atropelou a Cremonese com um contundente 4 a 0, em uma atuação fora da curva para a equipe de Antonio Conte, que raramente apresentou tamanho domínio nesta temporada – aliás, não havia balançado as redes tantas vezes num mesmo jogo em 2025-26 até então. Em apenas 146 segundos já era possível perceber um cenário completamente distinto daquele visto na derrota para a Lazio: intensidade alta, volume ofensivo e controle absoluto. O resultado, além de adiar qualquer definição antecipada no topo da tabela, recolocou o time na vice-liderança, enquanto expôs de forma preocupante a fragilidade dos visitantes na reta final do campeonato. Marco Giampaolo somou apenas quatro pontos em cinco rodadas e já se especula a volta de Davide Nicola.

O início foi avassalador. Logo aos 3, McTominay apareceu novamente como protagonista ao abrir o placar com finalização precisa, consolidando sua especialidade em gols inaugurais. Pouco depois, quase ampliou em sequência, simbolizando um domínio que se refletia também nos números: posse de bola de 81% nos primeiros 10 minutos e seis finalizações contra nenhuma do adversário. A Cremonese simplesmente não conseguia reagir, sofrendo com a diferença técnica e com um meio-campo incapaz de sustentar o sistema desenhado por Giampaolo, deixando o ataque isolado e as linhas desorganizadas.

Mesmo em ritmo de controle, o Napoli seguiu produzindo. Gutiérrez e Højlund chegaram perto, enquanto a equipe visitante apenas observava, ainda que mantivesse a bola por momentos sem qualquer efetividade. Antes do intervalo, o cenário desmoronou de vez: um lance fortuito resultou no segundo gol – contra, de Terracciano – e, pouco depois, um erro de Maleh dentro da área permitiu a De Bruyne ampliar para 3 a 0, praticamente encerrando o confronto ainda na primeira etapa.

Na volta do intervalo, as mudanças promovidas não alteraram o panorama. A Cremonese seguiu perdida em campo e acabou novamente punida, desta vez em contra-ataque finalizado por Alisson Santos, após jogada iniciada de forma incomum por Milinkovic-Savic, que arremessou a bola para o brasileiro correr. Mesmo com o placar elástico, o Napoli continuou criando: Audero evitou novos gols com grande defesa diante de Gilmour, Rrahmani acertou o travessão, e o goleiro ainda defendeu pênalti cobrado por McTominay, que seguiu como figura central em diversas ações ofensivas.

Sem qualquer capacidade de resposta, a equipe visitante terminou completamente dominada, em um cenário similar a uma verdadeira “matança” em campo. O resultado aprofunda a crise da Cremonese, que soma números preocupantes nas últimas partidas, enquanto o Napoli confirma uma atuação de força rara na temporada, sustentada por intensidade, organização e amplo controle do início ao fim.

Torino 2-2 Inter

Gols e assistências: Simeone (Ilkhan) e Vlasic (pênalti); Thuram (Dimarco) e Bisseck (Dimarco) Tops: Ilkhan (Torino) e Dimarco (Inter) Flops: Adams (Torino) e Zielinski (Inter)

O Torino buscou um empate por 2 a 2 contra a Inter após sair em desvantagem de dois gols, em um confronto que pareceu resolvido por longa parte do tempo, mas desandou para a futura campeã na reta final. A equipe de Cristian Chivu controlou as ações durante cerca de 65 minutos e deu sinais claros de que encaminharia uma vitória tranquila, apoiada na força recorrente da bola parada e na precisão de Dimarco como seu principal criador. O desfecho do jogo deixou gosto amargo pelo contexto, embora a situação na briga pelo título tenha permanecido amplamente favorável. Há semanas, é só questão de tempo.

A Inter construiu a vantagem explorando exatamente suas principais virtudes. No primeiro tempo, Dimarco encontrou Thuram com cruzamento preciso, que resultou em gol de cabeça do atacante. Na etapa final, o roteiro se repetiu: um novo levantamento perfeito do ala, desta vez em cobrança de escanteio, permitiu a Bisseck ampliar também pelo alto. Com os passes decisivos, o camisa 32 atingir 18 assistências na competição. Um recorde e uma marca ainda mais expressiva sobretudo pela função que ele exerce em campo. Mesmo com formação alternativa, os visitantes mantiveram controle do jogo, ainda que Bonny tenha apresentado mais uma atuação abaixo da crítica.

O Torino reagiu a partir das mudanças feitas por Roberto D’Aversa, que ajeitou o time após a demissão de Marco Baroni, e elevou o nível de intensidade, pressionando mais alto e reduzindo o espaço rival. A resposta veio com Simeone, que aproveitou erro defensivo para atacar a profundidade e diminuir com uma cavadinha, chegando a 10 gols no campeonato. A reação ganhou força pouco depois, com pênalti convertido por Vlasic após revisão do VAR. Em poucos minutos, o cenário mudou completamente, evidenciando um apagão da Inter nos instantes decisivos, algo que contrastou com a solidez demonstrada anteriormente.

Nos minutos finais, os mandantes cresceram – Chivu demorou a mexer e ajustar a sua equipe. Assim, ainda ameaçaram a virada, aproveitando o momento favorável, mas pararam em intervenção importante de Sommer. O empate acabou premiando a insistência de um Torino que voltou a encontrar gols relevantes ao longo da temporada e que chegou a quatro rodadas de invencibilidade. Para a Inter, apesar do tropeço, o título permaneceu muito próximo: basta uma vitória sobre o Parma na próxima rodada para garantir a conquista, que pode ainda ser confirmada antecipadamente, com a equipe no sofá, caso o Napoli seja derrotado pelo Como e o Milan não supere o Sassuolo.

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Em empate entre Torino e Inter, Dimarco quebrou e ampliou o recorde de assistências numa temporada da Serie A (imago)

Milan 0-0 Juventus

Tops: Saelemaekers (Milan) e Conceição (Juventus) Flops: Bartesaghi (Milan) e Boga (Juventus)

Milan e Juventus empataram em 0 a 0 em mais um capítulo travado de um confronto que tem se notabilizado pela escassez ofensiva: foi o quarto placar idêntico nos últimos cinco encontros pela Serie A, com os rossoneri sem balançar a rede bianconera desde 2023. Apesar da expectativa elevada, o duelo teve abordagem extremamente cautelosa, com ambas as equipes priorizando segurança e gestão de risco. Assim, o resultado acabou sendo aceito pelos dois lados na corrida por vaga na Champions League.

A primeira etapa praticamente não existiu em termos de criação. O jogo ficou marcado por ritmo baixo, encaixes defensivos eficientes e pouca iniciativa, com tentativas isoladas que não alteraram o panorama. A Juventus ensaiou maior presença no campo ofensivo, especialmente com Conceição, que começou discreto e cresceu ao longo do confronto, sendo o principal responsável por gerar algum desequilíbrio. Foi dele a jogada que terminou em gol anulado de Thuram por impedimento, num dos raros momentos de real perigo antes do intervalo.

Na segunda parte, o cenário ganhou leve melhora, ainda que longe de empolgar. Contando com um apagado Pulisic e um Rafael Leão em altos e baixos, o Milan teve sua melhor oportunidade em contra-ataque finalizado por Saelemaekers, que acertou o travessão, enquanto a Juventus manteve maior controle de posse, mas sem transformar isso em volume ofensivo consistente. Entre os destaques individuais, jogadores como Rabiot, Bremer, Locatelli e Kalulu sustentaram o equilíbrio com atuações seguras, enquanto Modric também vinha sendo peça importante até deixar o campo após choque duro com Locatelli, resultando em lesão facial que o tira da reta final do campeonato e acendeu alerta para a Croácia em vista da Copa do Mundo.

Nos minutos finais, as alterações – incluindo a entrada tardia de Yildiz – pouco mudaram o ritmo, e o confronto terminou sem novos acontecimentos relevantes. O empate reforçou o perfil das duas equipes ao longo da temporada: dificuldades ofensivas evidentes, como no caso do Milan de Massimiliano Allegri, dono do oitavo pior ataque da Serie A, contrastando com sistemas defensivos consistentes. Melhor para a Juventus de Luciano Spalletti, menos questionada.

Bologna 0-2 Roma

Gols e assistências: Malen (El Aynaoui) e El Aynaoui (Malen) Tops: Malen e El Aynaoui (Roma) Flops: João Mário e Helland (Bologna)

A Roma venceu o Bologna por 2 a 0 no Renato Dall’Ara e segue firme na briga pelo G4, reduzindo a distância para a zona de Champions League para três pontos e pressionando diretamente concorrentes como Milan e Juventus. Em contraste, o cenário dos mandantes é de completo esvaziamento competitivo: sem quaisquer objetivos ainda em jogo neste fim de temporada, o time de Vincenzo Italiano apresentou mais uma atuação apática, sendo inclusive alvo de vaias, em um fim de campanha que levanta questionamentos sobre o excesso de rotação no elenco e a perda de intensidade nas últimas rodadas.

Desde o início, a diferença de motivação ficou evidente. A escolha de Italiano por uma defesa a três não trouxe estabilidade, e os espaços oferecidos foram explorados com facilidade por Malen, constantemente acionado em profundidade. Foi assim que saiu o primeiro gol, com El Ayanoui servindo o atacante, que finalizou com precisão para abrir o placar. Sem reação consistente, o Bologna mostrou ritmo baixo e pouca agressividade, dependendo de iniciativas isoladas como a tentativa de Orsolini, bem controlada por Svilar. Do outro lado, o domínio era crescente, e o segundo gol surgiu em dinâmica semelhante, aproveitando confusão da zaga bolonhesa: desta vez, o holandês retribuiu a assistência para o marroquino, que apareceu livre na área para ampliar.

Na etapa final, houve uma tentativa tímida de reação por parte dos donos da casa, impulsionada por mudanças que trouxeram um pouco mais de presença ofensiva. Orsolini voltou a tentar, acertando o travessão, enquanto Odgaard também levou algum perigo, mas a intensidade seguiu baixa e insuficiente para alterar o panorama. A Roma, por sua vez, administrou a vantagem com tranquilidade, controlando o ritmo e evitando riscos, em uma atuação madura fora de casa. Uma semana que termina bem para Gian Piero Gasperini, que ainda se livrou do desafeto Claudio Ranieri, demitido pela diretoria.

Entre os destaques individuais, Malen voltou a ser decisivo, marcando novamente e se aproximando do recorde de gols marcados por reforços de inverno em uma única edição da Serie A, ficando a apenas um de Balotelli, que, de janeiro em diante, guardou 12 no Milan de 2012-13. El Ayanoui também teve papel importante, participando diretamente dos dois lances que definiram o confronto. Já o retorno de Dybala, após longo período afastado, foi discreto: o argentino foi inserido em um contexto de gestão do resultado.

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Modric fraturou um rosto da face em choque com Locatelli, da Juventus, e não deve mais atuar pelo Milan em 2025-26 (Getty)

Genoa 0-2 Como

Gols e assistências: Douvikas (Da Cunha) e Diao (Caqueret) Tops: Douvikas e Baturina (Como) Flops: Marcandalli e Ellertsson (Genoa)

O Como venceu o Genoa por 2 a 0 fora de casa e manteve viva a luta por uma vaga no G4, encurtando a distância para a Juventus e igualando a pontuação da Roma, que jogara antes na rodada. Em uma atuação madura e controlada, sem necessidade de brilho constante, a equipe de Cesc Fàbregas mostrou superioridade técnica diante de um adversário já próximo de garantir a permanência e que apresentou variações táticas pouco eficazes, ampliando a diferença entre os lados ao longo do confronto.

O início teve um Genoa agressivo, tentando pressionar alto, mas rapidamente a qualidade visitante se impôs. Após uma chance inicial com Vitinha, desperdiçada, o Como foi letal no primeiro avanço: Da Cunha encontrou Douvikas com lançamento preciso, e o atacante testou com eficiência para abrir o placar. A partir daí, os visitantes passaram a controlar o ritmo, explorando especialmente o lado direito da defesa adversária, enquanto Paz chegou perto de ampliar ao acertar o travessão em jogada individual.

Na etapa final, o Genoa tentou reagir com mudanças e chegou a ter seu melhor momento, aproveitando uma breve queda de intensidade rival, mas sem conseguir transformar volume em oportunidades claras. Quando o jogo parecia mais equilibrado, surgiu o lance decisivo: Baturina protagonizou jogada de alto nível ao passar por adversários e iniciou a construção que terminou com assistência de Caqueret para Diao, que definiu o confronto. Um gol que sintetizou a diferença técnica entre os times.

Sem se expor, o Como administrou a vantagem até o fim, confirmando um triunfo construído com inteligência e eficiência. Destaques para Da Cunha, novamente decisivo com assistência, e para Baturina, protagonista no segundo gol com lance de rara qualidade. Paz, que sofreu uma pancada na cabeça, foi substituído por Caqueret no segundo tempo. Com o resultado, a equipe recuperou a consistência que vinha faltando e retomou a perseguição ao G4.

Cagliari 3-2 Atalanta

Gols e assistências: Mendy (Adopo), Mendy e Borrelli; Scamacca e Scamacca (Scalvini) Tops: Mendy e Borrelli (Cagliari) Flops: Djimsiti e Scalvini (Atalanta)

O Cagliari venceu a Atalanta por 3 a 2 em um dos jogos mais movimentados da rodada, marcado por alternâncias constantes e alto aproveitamento das oportunidades criadas. O time sardo deu um passo decisivo rumo à permanência, abrindo vantagem confortável na tabela, enquanto os visitantes praticamente se despediram da briga por vaga na Champions League após mais um tropeço em momento decisivo. Esse resultado fica na conta de Raffaele Palladino, mas a verdade é que esse desfecho se deve à má escolha da diretoria do início da temporada – Ivan Juric foi perda de tempo e o rendimento do seu sucessor seria suficiente para manter a Dea na luta.

O início foi fulminante. Com apenas 17 segundos, Mendy abriu o placar de cabeça em sua primeira partida como titular, aproveitando jogada construída por Adopo após inspiração de Folorunsho. Pouco depois, o jovem atacante senegalês voltou a aparecer para marcar o segundo, completando uma doppietta em menos de oito minutos e colocando o Cagliari em vantagem significativa. A Atalanta demorou a reagir e sofreu com a organização adversária, mas encontrou resposta na reta final da primeira etapa: Scamacca marcou duas vezes em sequência, primeiro com finalização precisa e depois antecipando a defesa, restabelecendo o empate antes do intervalo.

Na volta do descanso, o roteiro voltou a se repetir. Logo no início, Borrelli, recém-entrado após problema físico de Mendy, aproveitou jogada brilhante de Folorunsho, que superou a marcação antes de finalizar, para empurrar para a rede o rebote e recolocar os mandantes em vantagem. A partir daí, o confronto seguiu aberto, com a Atalanta pressionando em busca do empate e o Cagliari apostando em resistência defensiva e transições.

Nos minutos finais, Caprile assumiu papel decisivo com intervenções importantes, evitando o empate em finalizações perigosas, incluindo tentativa de Scamacca já nos derradeiros suspiros. Do outro lado, Belotti teve chance clara após erro defensivo, mas desperdiçou oportunidade de liquidar o confronto. O desfecho consolidou uma vitória construída com eficiência e oportunismo, premiando um Cagliari que aproveitou melhor seus momentos e ficou perto da permanência – merecida pelo bom trabalho de Fabio Pisacane.

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Com gol e assistência contra o Bologna, Malen voltou a mostrar a enorme importância que rapidamente ganhou na Roma (LaPresse)

Lazio 3-3 Udinese

Gols e assistências: Pellegrini, Pedro (Basic) e Maldini (Pedro); Ehizibue (Ekkelenkamp), Atta e Atta Tops: Pedro (Lazio) e Atta (Udinese) Flops: Dia (Lazio) e Solet (Udinese)

Lazio e Udinese empataram em 3 a 3 em um dos jogos mais caóticos da rodada, marcado por duas viradas e gols nos acréscimos que mudaram o rumo do confronto até o último lance. O resultado pouco alterou a situação na tabela, mas deixou sinais positivos para a equipe de Maurizio Sarri em meio à rotação de elenco – efetuada com vistas à final da Coppa Italia –, enquanto os visitantes lamentaram mais uma vantagem desperdiçada em momentos decisivos.

A primeira etapa seguiu um roteiro mais duro e equilibrado, com intensidade e poucos espaços. A Udinese foi mais incisiva e conseguiu transformar isso em vantagem com um belo gol de Ehizibue, após jogada construída com qualidade na intermediária. A equipe de Kosta Runjaic manteve postura agressiva, criou outras situações e levou o placar favorável para o intervalo, enquanto a Lazio encontrou dificuldades para reagir de forma consistente.

Na volta do intervalo, o cenário mudou completamente. A Lazio cresceu em dinâmica e chegou ao empate com um golaço de Pellegrini, aproveitando sobra de escanteio em finalização precisa. O duelo se intensificou e, já aos 80 minutos, Pedro apareceu com sua habitual qualidade para virar o jogo em chute colocado, reforçando mais uma vez sua longevidade em alto nível. Quando pareciam ter o controle, os mandantes sofreram nova reviravolta: Atta, protagonista da equipe friulana, aproveitou dois rebotes e marcou duas vezes – incluindo um gol já nos acréscimos – recolocando os visitantes em vantagem.

Mesmo assim, ainda havia espaço para mais um capítulo. Já nos instantes finais, após bola rebatida e sequência confusa, Maldini apareceu para desviar um chute torto de Pedro e marcar o gol de empate, em lance fortuito e inicialmente duvidoso, mas validado porque não havia impedimento. O desfecho com pitadas de loucura consolidou uma partida de alternâncias constantes, com momentos bem aproveitados por ambos os lados num confronto tão imprevisível quanto movimentado.

Fiorentina 0-0 Sassuolo

Tops: Fagioli (Fiorentina) e Idzes (Sassuolo) Flops: Solomon (Fiorentina) e Pinamonti (Sassuolo)

Fiorentina e Sassuolo ficaram no 0 a 0 em um jogo que não correspondeu totalmente à expectativa criada, ainda que tenha oferecido mais conteúdo do que o placar sugere – embora certamente tenha frustrado os brasileiros que acordaram cedo para acompanhar. O resultado manteve a equipe da casa em trajetória segura na luta pela permanência, ampliando a distância para a zona de rebaixamento em um pontinho, enquanto os visitantes, sem grandes objetivos, pouco fizeram para alterar esse cenário ao longo do confronto.

A primeira etapa teve ritmo baixo, mas com algumas situações interessantes. O Sassuolo assustou cedo após erro de Dodô, em transição conduzida por Laurienté e finalizada por Garcia, exigindo boa defesa de De Gea. A resposta veio em jogada trabalhada pela direita, com Gudmundsson participando da construção antes de Turati intervir. A melhor oportunidade, porém, caiu nos pés de Solomon, que desperdiçou chance clara a poucos metros do gol. Apesar de maior iniciativa, faltava precisão à Fiorentina, que encontrava dificuldades para transformar volume em vantagem.

Na segunda etapa, o nível subiu e o jogo ganhou mais dinamismo. Gudmundsson voltou a aparecer em lance perigoso após contra-ataque conduzido por Dodô, mas parou novamente em Turati, que teve atuação segura ao longo da partida. O Sassuolo respondeu com sua principal chance, quando Pinamonti acertou a trave após boa trama com Laurienté, no momento mais agudo da equipe visitante. As mudanças táticas trouxeram variações interessantes, ainda que sem impacto direto no resultado.

No meio-campo, Fagioli se destacou com atuação consistente, mesmo não estando em plenas condições físicas, sendo o principal responsável pela organização e circulação da bola, mas sem o suporte necessário no setor ofensivo. Nos minutos finais, a Fiorentina seguiu tentando, porém esbarrou novamente na falta de efetividade, enquanto Turati garantiu a segurança defensiva do Sassuolo. O empate, no fim, refletiu um confronto equilibrado.

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Douvikas encontrou as redes e iniciou a vitória do Como sobre o Genoa (Getty)

Parma 1-0 Pisa

Gol e assistência: Elphege (Sørensen) Tops: Elphege e Nicolussi Caviglia (Parma) Flops: Moreo e Meister (Pisa)

O Parma venceu o Pisa por 1 a 0 e garantiu matematicamente a permanência na elite, confirmando uma trajetória marcada por solidez defensiva e pragmatismo. Em mais uma atuação sem sofrer gols, o time do jovem treinador Carlos Cuesta, de somente 30 anos, reforçou a consistência que vem sustentando a campanha, mesmo sem grande brilho ofensivo. Do outro lado, o resultado deixa os visitantes à beira do rebaixamento e este cenário deve se concretizar na próxima rodada.

A partida teve roteiro curioso, com o Pisa assumindo protagonismo e produzindo volume ofensivo muito superior, mas esbarrando repetidamente na própria ineficiência. Aebischer tentou de fora da área, Vural levou perigo em chance clara, enquanto Aniksanmiro e Stojilkovic acertaram a trave em oportunidades cristalinas, escancarando a dificuldade em transformar domínio em vantagem. A dupla formada por Moreo e Stojilkovic conseguiu dar dinâmica ao ataque, porém encontrou pouca correspondência no momento decisivo. Já o Parma ofereceu muito pouco na etapa inicial, limitado a tentativas isoladas de Keita e Delprato, com Bernabé apagado e Pellegrino frequentemente desconectado do restante da equipe.

Na volta do intervalo, os mandantes apresentaram leve melhora, com Nicolussi Caviglia levando perigo e Delprato aparecendo mais no apoio, ainda que sem efetividade. O Pisa seguiu criando as melhores oportunidades, agora com mudanças táticas que aumentaram a presença ofensiva, mas continuou desperdiçando chances claras, como nas tentativas de Meister e em nova chegada de Moreo. A diferença, novamente, esteve na capacidade de decisão.

Quando voltou a atacar com mais objetividade, o Parma foi letal. Sørensen, recém-entrado, encontrou Elphege dentro da área, e o francês, participando de gols pelo terceiro jogo consecutivo, apareceu com oportunismo para definir o confronto. O atacante, vindo do banco, repetiu o papel decisivo e reforçou a impressão de que pode formar, ao lado de Pellegrino, uma dupla de presença física marcante no sistema de Cuesta. Nos minutos finais, os emilianos ainda ameaçaram ampliar com Valeri, mas administraram a vantagem até o apito final.

Verona 0-0 Lecce

Tops: Belghali (Verona) e Falcone (Lecce) Flops: Bernede (Verona) e Stulic (Lecce)

Verona e Lecce ficaram no 0 a 0 em um confronto de baixa produção ofensiva, marcado mais por limitações do que por virtudes. O resultado acabou tendo peso diferente para cada lado: os visitantes deixaram escapar uma oportunidade importante de se afastar mais intensamente da zona crítica, enquanto os mandantes apenas adiaram o desfecho de uma campanha que já aponta para o rebaixamento. Ainda assim, dentro desse cenário, a atuação mais consistente foi justamente da equipe de Eusebio Di Francesco, que produziu mais, mas voltou a esbarrar na própria dificuldade para finalizar.

O início teve um Verona mais solto, jogando sem pressão e tentando acelerar com Suslov e Bernede próximos do ataque. A melhor chance da primeira etapa surgiu com Belghali, exigindo intervenção de Falcone, que ainda respondeu em sequência. O Lecce, mais cauteloso, buscava explorar Coulibaly e Banda pelos lados, mas encontrava pouca precisão, criando apenas uma oportunidade clara quando Montipò precisou antecipar Pierotti. Com Stulic pouco acionado e Gandelman sem conseguir articular, os visitantes mostravam dificuldades na construção.

Na volta do intervalo, o panorama mudou parcialmente, com o Lecce assumindo postura mais agressiva e entendendo a necessidade de buscar o resultado. As entradas de Ngom e Cheddira deram mais presença ofensiva, e as chances começaram a aparecer, ainda que desperdiçadas: o próprio Cheddira teve oportunidade clara e não aproveitou, enquanto Banda também parou em boa intervenção de Montipò, um dos destaques da partida e rara notícia positiva para um Verona em seus últimos momentos na Serie A. Do outro lado, Suslov voltou a tentar, mas encontrou resposta segura de Falcone.

Nos minutos finais, o jogo ganhou algum grau de imprevisibilidade. O Verona ameaçou em bolas paradas e lances confusos na área, enquanto o Lecce seguiu insistindo, porém sem eficiência. O momento mais emblemático veio já no fim, quando Edmundsson chegou a marcar após saída da baliza do goleiro adversário, mas o lance foi anulado, com auxílio do VAR, por falta do faroês na jogada.

Seleção da rodada

Svilar (Roma); Rrahmani (Napoli), Pavlovic (Milan), Dimarco (Inter); McTominay (Napoli), Atta (Udinese), El Aynaoui (Roma), De Bruyne (Napoli), Alisson Santos (Napoli); Malen (Roma), Mendy (Cagliari). Técnico: Maurizio Sarri (Lazio).

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