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·18 Mei 2026

37ª rodada: a Roma venceu a Lazio no dérbi e entrou no G4 graças a derrapada da Juventus

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Com a Inter já campeã, a 37ª rodada da Serie A teve como centro gravitacional a corrida pelas vagas restantes na próxima Champions League. E o domingo cheio, com todas as partidas acontecendo ao longo do dia, ganhou um elemento incomum: cinco jogos simultâneos às 12h no horário italiano, algo inédito no campeonato e motivado pela impossibilidade de realização do Derby della Capitale no mesmo horário das finais do Masters 1000 de Roma – uma bela trapalhada proporcionada pela liga, que não se atentou a questões de ordem pública na hora da montagem do calendário. No fim das contas, a jornada encaminhou os rumos da disputa europeia, sobretudo por causa da combinação entre a vitória da Roma sobre a Lazio e o tropeço da Juventus diante da Fiorentina.

A equipe romanista venceu o dérbi por 2 a 0 e entrou no G4 justamente porque a Juventus caiu em Turim. A derrota bianconera para a Fiorentina pelo mesmo placar teve peso devastador na tabela e também no ambiente da equipe de Luciano Spalletti, de contrato recém-renovado. O time de Turim passou a enxergar a classificação para a Champions League como cenário extremamente improvável: agora na sexta posição, a Velha Senhora precisará vencer o clássico contra o Torino na rodada final e ainda torcer para que os adversários acima dela tropecem simultaneamente – combinação difícil diante do contexto da última jornada.


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Isso porque o Milan se recuperou ao vencer o Genoa fora de casa e chega fortalecido para enfrentar um Cagliari já matematicamente salvo. A Roma, por sua vez, terá pela frente o já rebaixado Verona. Já o Napoli confirmou matematicamente sua vaga na próxima Champions League ao bater o Pisa por 3 a 0 fora de casa, resultado que apenas consolidou um cenário já bastante encaminhado para o time de Antonio Conte. A Inter, sem maiores preocupações após a dobradinha nacional, empatou com o Hellas no jogo da entrega da taça e partiu em desfile em carro aberto logo depois. Já a Atalanta assegurou a sua presença continental com derrota, pois o Bologna não construiu saldo necessário para, em critérios de desempate, sonhar em tirá-la da próxima Conference League.

Na parte inferior da classificação, a rodada também entregou tensão até os minutos finais. O Cagliari venceu o Torino e eliminou qualquer possibilidade de rebaixamento. Mais dramática ainda foi a vitória do Lecce sobre o Sassuolo: os salentinos triunfaram por 3 a 2 com gol nos acréscimos e dois tentos marcados por Cheddira, emprestado justamente pelo clube neroverde. O resultado foi vital porque a Cremonese derrotou a Udinese fora de casa e, durante parte da noite, empurrava momentaneamente os apulianos para a zona de rebaixamento justamente às vésperas do momento decisivo. Confira a prévia da jornada!

Roma 2-0 Lazio

Gols e assistências: Mancini (Pisilli) e Mancini (Dybala) Tops: Mancini e Dybala (Roma) Flops: Rovella e Provstgaard (Lazio)

A Roma deu um passo enorme rumo à próxima Champions League ao vencer o Derby della Capitale por 2 a 0 em um Olímpico tomado por tensão e atmosfera de decisão – ao menos para os giallorossi, já que os ultras celestes boicotaram a partida, em protesto contra diretoria e liga, e só se manifestaram nos arredores do estádio. Em uma rodada decisiva para a corrida europeia, a equipe de Gian Piero Gasperini aproveitou a falta de ambição da Lazio, que, derrotada na final da Coppa Italia pela Inter e longe da zona de classificação para torneios continentais na Serie A, não tem mais objetivos na temporada. Assim, encontrou em Mancini o improvável protagonista da tarde: o zagueiro marcou os dois gols da partida e transformou o clássico em uma explosão romanista nas arquibancadas.

O dérbi começou acelerado, nervoso e recheado de divididas duras. Gasperini precisou lidar com a ausência de Koné, cortado pouco antes da partida por problema muscular, e apostou em Dybala desde o início ao lado de Malen no setor ofensivo. A Roma começou pressionando e quase abriu o placar em jogada confusa na área, que terminou com tentativa de Malen e grande defesa de Furlanetto – terceiro goleiro celeste, que estreou no dérbi devido às lesões de Provedel e Motta, à frente na hierarquia. A Lazio, embora sem objetivos concretos na tabela, respondeu principalmente com Cancellieri e conseguiu equilibrar territorialmente parte do primeiro tempo.

O jogo ficou mais desconfortável para os giallorossi após a saída de Ndicka, lesionado, aos 35 minutos. Ainda assim, justamente no momento de maior instabilidade da Roma, Mancini apareceu para decidir. Aos 40, o defensor subiu mais alto que Gila e Cancellieri em cobrança de escanteio de Pisilli e testou firme para abrir o placar, devolvendo tranquilidade ao time de Gasperini antes do intervalo.

Na volta para o segundo tempo, a Roma passou a controlar com mais clareza as ações. Malen desperdiçou boa oportunidade após assistência de Dybala, enquanto a Lazio demorava a encontrar respostas mesmo após as entradas de Maldini e Dele-Bashiru. O segundo golpe veio novamente pelo alto: Dybala cobrou novo escanteio e Mancini apareceu outra vez para marcar de cabeça, contando também com desvio que matou qualquer reação de Furlanetto. O Olímpico explodiu com o gol que praticamente definiu o clássico.

Os minutos finais seguiram o roteiro tradicional do Derby della Capitale: nervosismo, confusão e expulsões. Wesley e Rovella receberam cartão vermelho após uma confusão iniciada em lance envolvendo Svilar na entrada da área. Mesmo assim, a Roma permaneceu no controle e ainda criou oportunidades para ampliar com Soulé, Dovbyk (acertou a trave) e um El Shaarawy em clima de despedida – o veterano deixará a capital após uma segunda passagem de cinco anos pelo clube; a primeira teve três e meio. Ao apito final, a festa romanista refletia o peso de mais uma vitória no dérbi (havia vencido também no primeiro turno) e também a sensação de que a Champions League ficou muito próxima, depois de uma ausência de sete temporadas.

Juventus 0-2 Fiorentina

Gols e assistências: Ndour (Solomon) e Mandragora Tops: Pongracic e Mandragora (Fiorentina) Flops: Di Gregorio e Koopmeiners (Juventus)

A Juventus teve um colapso completo sob o sol de meio-dia. Derrotada por 2 a 0 pela Fiorentina dentro do Allianz Stadium, a equipe de Luciano Spalletti caiu do terceiro para o sexto lugar e praticamente deu adeus à próxima Champions League – para deleite da torcida violeta, que terminará um 2025-26 turbulento com a alma lavada. Os gols de Ndour e Mandragora, aliados às vitórias de Milan, Roma e Como, deixaram os bianconeri dependendo de uma combinação extremamente improvável na última rodada. Ao apito final, o ambiente em Turim era de revolta: vaias pesadas desceram das arquibancadas após mais uma atuação incapaz de sustentar a reação construída nas semanas anteriores. E olha que, dois domingos atrás, a Velha Senhora já havia ficado no empate com o rebaixado Verona.

Spalletti repetiu a formação utilizada contra o Lecce, mantendo Vlahovic como referência ofensiva e Koopmeiners no meio-campo, mas a Juventus teve enorme dificuldade para assumir o controle desde os primeiros minutos. A Fiorentina, já sem objetivos concretos no campeonato, podia se concentrar plenamente em atrapalhar a vida da arquirrival. A equipe de Paolo Vanoli circulava a bola com mais personalidade e encontrava espaços diante de uma adversária nervosa e lenta na construção. O primeiro chute na direção do gol saiu apenas aos 15 minutos, com Locatelli finalizando sem dificuldades para De Gea.

A melhor chance juventina no primeiro tempo nasceu justamente de um erro da Viola. Ndour entregou a bola nos pés de Vlahovic, mas o sérvio desperdiçou o mano a mano diante do goleiro espanhol. Pouco depois, Conceição também falhou ao tentar aproveitar alguns dos raros espaços encontrados pelo lado direito do ataque bianconero. A punição veio rapidamente. Em sua primeira aceleração vertical realmente limpa, a Fiorentina desmontou o sistema defensivo da Juventus e abriu o placar com Ndour, que se redimiu da falha anterior ao completar jogada construída por Solomon e contar com a complacência de Di Gregorio.

Spalletti tentou reagir no intervalo ao lançar Boga no lugar do melancólico Koopmeiners, e a Juventus até aumentou o volume ofensivo no início da segunda etapa. McKennie obrigou De Gea a boa defesa e chegou a balançar as redes de cabeça, mas o lance foi invalidado por falta em Gosens. Pouco depois, Vlahovic também marcou, porém o VAR anulou a jogada por impedimento. A cada chance desperdiçada, o Allianz Stadium mergulhava em ansiedade ainda maior.

O golpe definitivo veio aos 83 minutos. Mandragora pegou sobra na entrada da área e acertou um chute lindíssimo, sem chances para Di Gregorio, silenciando de vez o estádio e encerrando qualquer reação juventina. A Fiorentina passou a administrar a vantagem sem grandes sustos, enquanto a Juventus terminou a partida afundada em desorganização, pressão e protestos da torcida. Agora, além de vencer o Torino na rodada final, a equipe de Spalletti precisará torcer por tropeços simultâneos de concorrentes diretos para ainda sonhar com a Champions League. O resultado foi tão pesado que, mesmo de contrato renovado até 2028, o treinador deixou no ar a possibilidade de não continuar no Piemonte após o fim da temporada.

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A Juve foi derrotada pela Fiorentina e caiu do terceiro para o sexto lugar, o que lhe afastou da vaga na Liga dos Campeões (Arquivo/Juventus FC)

Genoa 1-2 Milan

Gol e assistência: Vásquez; Nkunku (pênalti) e Athekame (Pulisic) Tops: Athekame e Nkunku (Milan) Flops: Bijlow e Alexsandro Amorim (Genoa)

O Milan suportou a pressão do Marassi e saiu de Gênova com uma vitória pouco brilhante, mas necessária para seus objetivos e de enorme peso na tabela. O triunfo por 2 a 1 sobre o Genoa manteve os rossoneri firmes na zona de classificação para a próxima Champions League e deixou o time de Massimiliano Allegri dependendo apenas de si na rodada final. Em um domingo cercado por jogos simultâneos e mudanças constantes na classificação, os gols de Nkunku e Athekame colocaram o Diavolo muito perto do objetivo continental.

O jogo, porém, esteve longe de ser confortável. Empurrado por um Marassi intenso e agressivo, o Genoa começou melhor e criou a primeira chance clara ainda aos 8 minutos, quando Vitinha apareceu livre após cobrança de falta de Malinovskyi, mas finalizou para fora. A equipe de Daniele De Rossi pressionava com mais intensidade, enquanto o Milan – desfalcado dos suspensos Saelemaekers, Estupiñán e Rafael Leão – aceitava um jogo mais reativo, compacto e físico, tentando sobreviver sem conceder grandes espaços.

A melhor oportunidade rossonera no primeiro tempo surgiu após erro de saída do Genoa. Giménez recebeu livre dentro da área, mas hesitou demais antes da finalização e permitiu a recuperação de Marcandalli. Enquanto isso, as notícias vindas dos outros estádios alteravam constantemente o cenário da corrida pela Champions League: a Fiorentina abria vantagem sobre a Juventus em Turim, Mancini decidia o dérbi romano e o Napoli encaminhava sua vitória sobre o Pisa.

O lance que mudou completamente a partida apareceu logo no início da etapa final. O brasileiro Alexsandro Amorim tentou recuar para Bijlow, mas errou a força do passe e entregou a bola para Nkunku, que antecipou o goleiro e sofreu o pênalti. O próprio atacante converteu com tranquilidade e colocou o Milan em vantagem. Mesmo atrás no placar, o Genoa continuou competitivo e obrigou Maignan a trabalhar em finalizações de Vitinha e Malinovskyi, enquanto Allegri buscava proteger o resultado com mudanças mais físicas no meio-campo.

O alívio rossonero veio aos 81 minutos, quando Athekame dominou passe de Pulisic na entrada da área e acertou um belo chute de esquerda para ampliar. O Genoa ainda descontou pouco depois em desvio de Vásquez num bate-rebate dentro da área e transformou os instantes finais em tensão pura, especialmente por conta dos longos acréscimos, resultantes da paralisação causada por sinalizadores arremessados pela torcida local, em meados da etapa complementar. Nos acréscimos, Maignan ainda precisou salvar o Milan em grande defesa sobre Ekhator, enquanto Pulisic desperdiçou chance clara de matar o jogo em contra-ataque.

Sem apresentar um futebol exuberante, o Milan venceu da forma que Allegri mais aprecia: sofrendo e resistindo. Ao apito final, o treinador deixou o gramado visivelmente aliviado, consciente de que a Champions League ficou a apenas uma vitória de distância.

Pisa 0-3 Napoli

Gols e assistências: McTominay (Højlund), Rrahmani (Elmas) e Højlund (Mazzocchi) Tops: Højlund e Rrahmani (Napoli) Flops: Caracciolo e Calabresi (Pisa)

O Napoli confirmou matematicamente sua vaga na próxima Champions League ao vencer o Pisa por 3 a 0 na Toscana. Em uma rodada de partidas simultâneas relativas à corrida europeia, o time de Antonio Conte resolveu cedo a obrigação diante de um adversário já rebaixado à Serie B e garantiu os pontos que lhe faltavam. McTominay, Rrahmani e Højlund marcaram os gols da vitória que assegurou aos partenopei presença no torneio continental com uma rodada de antecedência.

Conte promoveu algumas mudanças importantes na escalação, recolocando Meret no gol e apostando em Elmas desde o início no lugar de De Bruyne. O macedônio foi um dos jogadores mais participativos do primeiro tempo, atuando próximo de Højlund e Alisson Santos em uma equipe que controlou completamente as ações desde os minutos iniciais. O Pisa, organizado no habitual 3-5-2, praticamente assistiu ao jogo durante toda a primeira etapa.

O placar começou a ser construído aos 20 minutos. Lobotka encontrou Højlund dentro da área, o dinamarquês fez o pivô e serviu McTominay, que apareceu livre para marcar seu décimo gol no campeonato. Pouco depois, o Napoli ampliou em lance de bola parada: Elmas cobrou escanteio, Rrahmani venceu pelo alto e contou com falha de Semper, que deixou a bola escapar por baixo do corpo após a cabeçada do zagueiro kosovar.

O 2 a 0 precoce praticamente matou o jogo. O Pisa não reagia, criava muito pouco e ainda convivia com o ambiente hostil das arquibancadas, onde a torcida protestava contra elenco e comissão técnica após mais uma atuação apática. A única oportunidade realmente perigosa dos donos da casa surgiu no último lance do primeiro tempo, quando Buongiorno falhou em cruzamento aparentemente simples e entregou a bola para Stojilkovic, que acabou parando em Meret no mano a mano.

A etapa final seguiu em ritmo lento, quase protocolar. O Napoli administrava a vantagem sem acelerar, enquanto o Pisa parecia resignado diante da oitava derrota consecutiva. Elmas ainda se envolveu em uma confusão que levou Conte a substituí-lo pouco depois, mas o controle partenopeo jamais esteve ameaçado. Nos acréscimos, De Bruyne criou jogada pela esquerda, Mazzocchi finalizou mal e a bola sobrou para Højlund completar sozinho dentro da área, encerrando um jejum de dois meses sem marcar, fechando o placar em 3 a 0 e garantindo sua permanência no clube – a classificação à Liga dos Campeões fez a cláusula de compra de seu contrato de empréstimo junto ao Manchester United ser ativada automaticamente. Quem pode não permanecer é Conte, que deu declaração misteriosa após a partida. Ex-azzurro, Sarri é cotado como eventual substituto.

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Alívio: o Milan venceu o Genoa fora de casa e segue dependendo só de si para se classificar para a Champions League (Getty)

Como 1-0 Parma

Gol e assistência: Moreno (Rodríguez) Tops: Moreno e Rodríguez (Como) Flops: Gabriel Strefezza e Troilo (Parma)

O Como segue se recusando a tratar a Champions League como fantasia. A vitória por 1 a 0 sobre o Parma, no Giuseppe Sinigaglia, manteve a equipe de Cesc Fàbregas viva na disputa pelas quatro primeiras posições e ainda permitiu ultrapassar a Juventus na tabela após o colapso bianconero diante da Fiorentina. O gol de Moreno garantiu mais três pontos para um time que continua desafiando qualquer expectativa construída no início da temporada.

Mesmo sem Paz, ausente por causa de um problema no joelho, o Como controlou completamente o primeiro tempo. Fàbregas apostou em Baturina centralizado no trio ofensivo e viu sua equipe sufocar o Parma desde os minutos iniciais. A pressão alta sobre Ordóñez e Keita desmontava qualquer tentativa de saída dos visitantes, encurralados em bloco baixo diante de um adversário agressivo e dominante territorialmente. Em apenas 10 minutos, os donos da casa já haviam cobrado seis escanteios.

O volume ofensivo se transformou em massacre estatístico antes do intervalo: 74% de posse de bola, 15 finalizações contra nenhuma do Parma e 11 escanteios a um. O gol, porém, insistia em não sair. A melhor chance apareceu aos 40 minutos, quando Douvikas recebeu após boa troca de passes com Baturina e acertou a trave em finalização dentro da área.

O roteiro permaneceu parecido na etapa final. Logo nos primeiros segundos, Diao roubou a bola de Circati e ficou cara a cara com Suzuki, mas desperdiçou duas oportunidades consecutivas diante do goleiro japonês. Enquanto isso, as notícias vindas de Gênova deixavam o cenário claro: com a vitória parcial do Milan, apenas os três pontos manteriam o Como vivo na corrida pela Champions League.

A mudança decisiva veio do banco. Fàbregas lançou Rodríguez no lugar de Caqueret, e o espanhol precisou de poucos minutos para participar do lance do gol. Após cobrança de falta de Baturina na trave, o garoto acelerou pela esquerda e cruzou rasteiro para seu compatriota Moreno finalizar de primeira e finalmente vencer Suzuki. O Parma ainda chegou ao empate em cabeçada de Pellegrino após bola parada, mas o lance foi anulado por impedimento do atacante argentino.

Nos minutos finais, o Como administrou a vantagem sem abandonar a busca pelo segundo gol. Morata teve grande chance para liquidar a partida após recuperação de posse feita por Rodríguez, mas parou novamente em Suzuki. Ainda assim, o apito final foi acompanhado por aplausos longos no Sinigaglia – reflexo de uma temporada que já entrou para a história do clube. Para transformar o sonho em realidade, porém, a equipe precisará vencer a desesperada Cremonese na última rodada e torcer por um tropeço de Milan ou Roma ante adversários desinteressados. Difícil.

Inter 1-1 Verona

Gols e assistências: Edmundsson (contra); Bowie (Bradaric) Tops: Sucic (Inter) e Montipò (Verona) Flops: Carlos Augusto (Inter) e Bernede (Verona)

Em clima de celebração absoluta, a Inter se despediu de sua torcida nesta temporada com empate por 1 a 1 contra o Verona em uma tarde que pouco teve de tensão e muito de homenagem, despedidas e festa. Já campeã italiana e vencedora da Coppa Italia, a equipe de Cristian Chivu foi recebida por mais de 75 mil apoiadores em um San siro transformado em palco para comemorar a dobradinha nacional, que não ocorria havia 16 anos, desde a tríplice coroa de 2010, e saudar alguns dos pilares de seu ciclo vitorioso.

Os nerazzurri entraram em campo acompanhados dos filhos durante o hino da Serie A e viveram uma atmosfera quase cerimonial desde os primeiros minutos. Escalado como titular, Darmian, um dos símbolos recentes da equipe, recebeu homenagem especial da torcida e deixou o gramado no segundo tempo sob aplausos. A partida também pôde ter marcado as despedidas de nomes como Acerbi, Mkhitaryan, Sommer e De Vrij, em fim de contrato.

Dentro de campo, a Inter repetiu uma das marcas registradas da campanha: a força nas bolas paradas. Aos 47 minutos do primeiro tempo, Mkhitaryan cobrou escanteio fechado pela direita, Bonny desviou de cabeça e Edmundsson acabou mandando contra a própria rede. O lance resumiu uma temporada em que a equipe de Chivu transformou escanteios e faltas laterais em arma constante – 22 dos 86 gols do melhor ataque da Serie A nasceram dessa forma.

O placar poderia ter sido mais elástico. Lautaro, praticamente confirmado como artilheiro do campeonato, parou duas vezes em Montipò, enquanto Mkhitaryan, Sucic e Diouf também criaram boas oportunidades e foram negados pelo arqueiro ou por defensores do Hellas. Mesmo rebaixado, o Verona manteve postura competitiva e quase abriu o placar ainda no primeiro tempo, quando Sommer precisou fazer defesa difícil em finalização de Bowie desviada no meio do caminho. Já nos acréscimos da etapa final, o próprio escocês aproveitou espaço na entrada da área para bater colocado e vencer Di Gennaro, terceiro goleiro revelado pelo clube e colocado por Chivu em campo nos minutos finais como parte da celebração.

O resultado não teve importância para a classificação, mas serviu como último capítulo emocional de uma temporada extremamente dominante da Inter no cenário doméstico – embora ainda haja mais uma partida, a ser disputada fora de casa, em Bolonha. Entre homenagens, estreias de jovens como Mosconi e abraços de despedida, San Siro viveu uma tarde dedicada menos ao empate contra o Verona e muito mais à celebração de um ciclo campeão. Depois do apito final e da entrega da taça, mais de 400 mil nerazzurri tomaram as ruas de Milão num desfile em carro aberto que terminou com mais festa na Piazza del Duomo.

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Demorou, mas chegou: o Napoli confirmou sua classificação à Champions League na penúltima rodada (Getty)

Atalanta 0-1 Bologna

Gol e assistência: Orsolini (Rowe) Tops: Orsolini e Ferguson (Bologna) Flops: Pasalic e Krstovic (Atalanta)

A Atalanta teve atuação pouco convincente e perdeu por 1 a 0 para o Bologna em Bérgamo, mas deixou a New Balance Arena com a classificação para a próxima Conference League matematicamente assegurada. Por consequência, também com a nona participação continental nas últimas 10 temporadas. O gol de Orsolini garantiu a vitória dos comandados de Vincenzo Italiano, mas foi insuficiente para recolocar os rossoblù na corrida europeia – por outro lado, a combinação de resultados da rodada garantiu o lugar dos emilianos entre os oito melhores da Serie A, o que significa acesso direto às oitavas da Coppa Italia.

O jogo carregava um cenário curioso. O Bologna precisava vencer por margem de três gols no confronto direto para ainda alimentar chances de classificação continental, enquanto a Atalanta jogava para ao menos garantir o sétimo lugar de maneira antecipada. Dentro de campo, o time de Italiano começou melhor, pressionando alto e tentando sufocar a saída de bola bergamasca desde os primeiros minutos.

Com o domínio territorial visitante, as melhores respostas da Atalanta surgiram em transições rápidas, especialmente com Krstovic e De Ketelaere. Ainda assim, o principal nome da primeira etapa acabou sendo Carnesecchi. O goleiro da Dea salvou os donos da casa em finalizações perigosas de Rowe e Castro, além de aparecer novamente nos acréscimos ao defender giro rápido do atacante argentino dentro da área.

O segundo tempo manteve o mesmo roteiro. O Bologna seguia mais agressivo e chegou a pedir pênalti em disputa entre Rowe e Carnesecchi, mas a arbitragem interpretou que o atacante inglês buscou o contato com o goleiro. Raffaele Palladino tentou modificar o cenário com as entradas de Sulemana, Pasalic e Musah, enquanto Italiano respondeu colocando Orsolini em campo ao lado de Dallinga e Moro. A estratégia dos visitantes funcionou e, aos 78 minutos, Rowe encontrou Orso nas costas da defesa e o camisa 7 estufou as redes, chegando pelo quarto campeonato consecutivo à marca de 10 gols na Serie A. A Atalanta ainda tentou reagir nos instantes finais, mas Krstovic desperdiçou ótima oportunidade cara a cara com Skorupski, que efetuou a defesa.

O apito final produziu sentimentos distintos. O Bologna deixou Bérgamo com a certeza de que a temporada foi de oportunidades desperdiçadas, enquanto a Atalanta confirmou presença europeia mais uma vez, ainda que de maneira menos ambiciosa do que o torcedor imaginava alguns meses atrás. A propósito, há indefinições no comando técnico dos dois times, que ainda terão conversas com seus treinadores para definição do futuro – Palladino parece próximo de encerrar seu curto ciclo na Lombardia, apesar do bom trabalho de recuperação da equipe.

Cagliari 2-1 Torino

Gols e assistências: Esposito (Gaetano) e Mina; Obrador (Prati) Tops: Esposito e Mina (Cagliari) Flops: Simeone e Coco (Torino)

O Cagliari confirmou matematicamente sua permanência na Serie A ao vencer o Torino por 2 a 1, de virada, na última partida da temporada diante da torcida sarda. O time de Fabio Pisacane alcançou o objetivo com uma rodada de antecedência graças aos gols de Esposito e Mina, justamente em uma noite marcada também pela despedida de Pavoletti diante do público da Unipol Domus. O veterano atacante vai se aposentar e deve virar diretor dos isolani.

O Torino começou melhor e construiu um primeiro tempo de bom nível técnico, sustentado por circulação rápida de bola e pela movimentação constante de Zapata no setor ofensivo. Antes mesmo do gol, a equipe de Roberto D’Aversa já havia criado boas oportunidades, especialmente com Simeone, que desperdiçou chance importante aos 30 minutos após assistência improvisada de Vlasic.

A vantagem granata saiu aos 38 minutos em grande estilo. Obrador acertou um lindo e forte chute de fora da área para marcar seu primeiro gol no futebol profissional por clubes. A resposta do Cagliari, porém, foi imediata. Menos de um minuto depois, Marianucci perdeu completamente a marcação de Esposito, que dominou livre na entrada da área e bateu colocado no canto para empatar.

O empate mudou o cenário emocional da partida e deu confiança aos donos da casa. Já nos acréscimos do primeiro tempo, Mina apareceu para completar a virada. Após defesa de Paleari em finalização de Zappa, a bola subiu próxima à linha do gol e o zagueiro colombiano aproveitou para cabecear para as redes, colocando o Cagliari em vantagem antes do intervalo.

A segunda etapa teve menos intensidade técnica e mais disputa física. O Cagliari passou a defender a vantagem com linhas mais baixas, enquanto o Torino tentava pressionar em busca do empate. A principal oportunidade surgiu aos 75 minutos, quando Adams recebeu dentro da área após desvio involuntário de Zappa e finalizou de primeira, mas parou em grande defesa de Caprile com o pé esquerdo. Depois, festa ao apito final.

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A Inter levantou a taça da Serie A e nem ligou para empate com o Verona (Getty)

Sassuolo 2-3 Lecce

Gols e assistências: Laurienté (Pedro Felipe) e Pinamonti (Garcia); Cheddira, Cheddira (Banda) e Stulic (Gandelman) Tops: Cheddira e Stulic (Lecce) Flops: Volpato e Nzola (Sassuolo)

O Lecce conquistou uma vitória dramática por 3 a 2 sobre o Sassuolo no Mapei Stadium e manteve vantagem sobre a Cremonese na luta contra o rebaixamento. Em uma partida cheia de reviravoltas, os salentinos sofreram o empate a poucos minutos do fim, mas encontraram o gol decisivo aos 96 com Stulic, atacante que vinha perdendo espaço após atuações apagadas e saiu do banco para recolocar o time em vantagem. Os outros dois gols foram de outro centroavante contestado: Cheddira, que chegou à Apúlia depois de passagem apagada pelos neroverdi.

O início do jogo foi movimentado desde os primeiros minutos. Laurienté e Koné criavam perigo pelo lado esquerdo do Sassuolo, enquanto o Lecce respondia principalmente com Banda e Cheddira. Aos 15 minutos, Garcia antecipou Coulibaly e encontrou Cheddira livre na área para abrir o placar. A resposta neroverde veio rapidamente: Berardi puxou contra-ataque após recuperar a bola de Banda, Pedro Felipe serviu pelo meio e Laurienté empatou aos 20.

O Lecce voltou a ficar em vantagem pouco depois. Banda cruzou da esquerda e Cheddira apareceu novamente para marcar de cabeça aos 25. O Sassuolo ainda chegou ao empate poucos minutos depois em lance concluído por Thorstvedt, mas o VAR anulou a jogada por impedimento de Berardi na origem do lance. Até o intervalo, o time da casa seguiu pressionando pelo lado direito, enquanto Turati evitava o terceiro gol salentino com grande defesa sobre Cheddira.

Na segunda etapa, o Lecce recuou suas linhas e passou a sofrer mais com a posse de bola do Sassuolo. Koné desperdiçou boa oportunidade dentro da área, enquanto Nzola também teve chance importante em contra-ataque interrompido por Danilo Veiga e pela trave. O jogo ficou mais físico e fragmentado após as substituições promovidas pelos dois treinadores, mas o Sassuolo continuou empurrando em busca do empate.

A igualdade saiu aos 83 minutos. Thorstvedt acertou a trave e, na sequência da jogada, Pinamonti completou para as redes após construção iniciada por Bakola pela esquerda. O empate parecia suficiente para interromper a sequência positiva do Lecce, ainda mais porque Volpato teve grande chance nos acréscimos e finalizou por cima. Mas a última palavra foi dos visitantes. Aos 96, após lançamento longo vindo da defesa e desvio de cabeça de Gandelman, Stulic apareceu para marcar o gol do 3 a 2 e recolocar o Lecce em vantagem. O atacante sérvio, relegado ao banco nas últimas semanas, decidiu uma das partidas mais importantes da temporada para os salentinos, que chegam à rodada final ainda fora da zona de rebaixamento. Portanto, dependem só de si mesmos. Eusebio Di Francesco evitará seu terceiro rebaixamento consecutivo?

Udinese 0-1 Cremonese

Gol: Vardy Tops: Vardy e Audero (Cremonese) Flops: Kabasele e Okoye (Udinese)

A Cremonese venceu a Udinese por 1 a 0 no Friuli e manteve viva a disputa contra o rebaixamento até a última rodada da Serie A. O gol decisivo foi marcado por Vardy logo aos nove minutos de jogo e, por alguns instantes durante a rodada, os lombardos ficaram fora da zona da degola. Porém, a virada do Lecce nos acréscimos contra o Sassuolo impediu a ultrapassagem na tabela e manteve a equipe de Marco Giampaolo um ponto atrás dos salentinos.

A partida começou em ritmo lento, mas mudou rapidamente após um erro defensivo da Udinese. Kabasele perdeu a bola na saída após passe de Solet, Bonazzoli finalizou para defesa de Okoye e Vardy apareceu livre no rebote para marcar seu sétimo gol no campeonato. A partir dali, a Cremonese passou a controlar o cenário com linhas compactas e forte densidade no meio-campo, dificultando bastante a construção ofensiva dos friulanos.

A Udinese demorou a reagir. Sem Zaniolo, a equipe de Kosta Runjaic teve dificuldades para criar desequilíbrios ofensivos e só começou a crescer depois da metade do primeiro tempo. Aos 25 minutos, os donos da casa chegaram a ganhar um pênalti após falta de Luperto em Kabasele, mas o lance foi anuloado por impedimento de Kristensen na origem da jogada.

O segundo tempo teve uma Udinese mais agressiva territorialmente, impulsionada pelas mudanças promovidas por Runjaic. A Cremonese, por sua vez, recuou as linhas e passou a defender a vantagem praticamente com uma linha de cinco muito baixa. Mesmo pressionando, os friulanos encontraram dificuldades para transformar posse de bola em oportunidades claras. Já nos minutos finais, a Udinese chegou a balançar as redes com Buksa, mas Audero sofreu falta na jogada. Pouco depois, o goleiro da Cremonese ainda fez grande defesa em cobrança de Solet para assegurar a vitória.

O resultado mantém a equipe de Giampaolo viva na luta pela permanência, embora ainda atrás do Lecce na classificação. Já a Udinese encerrou sua última apresentação em casa aplaudida pela torcida, satisfeita com a décima colocação na tabela.

Seleção da rodada

Montipò (Verona); Rrahmani (Napoli), Mancini (Roma), Pongracic (Fiorentina); Athekame (Milan), Ndour (Fiorentina), Mandragora (Fiorentina), Moreno (Como); Dybala (Roma); Højlund (Napoli), Cheddira (Lecce). Técnico: Paolo Vanoli (Fiorentina).

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